[Félix’s Review] Uncharted – Drake’s Fortune

Categoria: Adventure/TPS

Produtora: Naughty Dog

Distribuidora: Sony Computer Entertainment

Plataforma: PS3

Uncharted foi um marco na atual geração. Não apenas por apresentar um dos gráficos mais belos vistos no console da Sony, na terceira geração do Playstation, mas por junto a isso conseguir de forma muitíssimo harmônica reunir um gamaplay divertido, histórias empolgantes e personagens carismáticos.  Com diversas premiações desde seu primeiro capítulo, Drake’s Fortune, até o final da trilogia em Drake’s Deception, Uncharted se transformou em uma das séries mais queridas da geração.

São poucos os proprietários de um Playstation 3 que ainda não desfrutaram da aventura até a lendária Shangri-La ou mergulharam na jornada pessoal de Drake em busca dos segredos do seu anel que o leva rumo ao Iram dos Pilares. Mas, e a primeira aventura do caçador de tesouros? Seria ela memorável que nem suas sequências? Ou apenas um produto bonito para acompanhar o lançamento de um console de nova geração?

A primeira aventura de Nathan Drake começa.

O passado Naughty Dog 

Responsável pela produção de Rings of Power (1991 – Sega Mega Drive) e Way of the Warrior  (1992 – 3DO) foi em 1996 que ficou reconhecida pela produção do famoso Crash Bandicoot. O mais novo mascote da Sony, que daria inicio a uma excelente e longa parceria entre ela e Naughty Dog.

Após duas sequências de Crash Bandicoot  e uma versão “Mario Kart” da série foi a chegada de uma nova geração com o aguardado Playstation 2 que abriu portas para a mais nova franquia da ND, Jak and Daxter. Trazendo excelentes gráficos em um divertido platformer a série cresceu, amadureceu e também rendeu duas sequencias e um jogo de corrida. Por fim, mais uma geração acaba e outra começa em seu lugar. O Playstation 3 se tornou uma realidade e junto a ele estava a Naughty Dog com mais uma série que iria acompanhar o novo console por toda uma geração. Uncharted – Drake’s Fortune.

Nathan Drake é um jovem caçador de tesouros que acredita ser descendente do explorador britânico Sir Francis Drake. Tomando como ponto de partida uma pista, ele parte em jornada com a repórter Elena Fisher na busca do diário de seu antepassado. É claro que o real objetivo de Drake não é apenas encontrar um simples diário, mas sim, usa-lo para alcançar algo muito maior. A cidade de El Dorado.

Crash Bandicoot inicia uma parceria que já dura três gerações.

Em busca da cidade de ouro.

Quando o diário é encontrado logo na introdução da aventura, os reais problemas começam. Desde piratas modernos até outros caçadores que não jogam tão limpo cruzam o caminho de Drake, deixando claro que a busca pela cidade de ouro vai ser bem mais complicada do que supostamente deveria. Para lutar contra os novos inimigos, Drake conta com seu fiel e antigo parceiro e mentor, Victor Sullivan. Um experiente caçador de tesouros (ou seria melhor chamar de ladrão?) que foi responsável por ensinar boa parte do que Drake sabe.

Além da dupla, a repórter Elena Fisher encontra, nessa busca por El Dorado, a chance de uma incrível matéria para seu programa e com isso une forças com Drake e Sullivan em busca da lendária cidade. Ao decorrer da misteriosa aventura algumas revelações mudam o destino dos personagens e os forçam irem muito além do que se era esperado. Uma jornada por riqueza acaba se tornando uma missão para salvar o mundo.

Registrar essa aventura pode ser a maior história da carreira de Elena Fisher.

Beleza e Poder

Não se pode negar que o maior objetivo de Uncharted: Drake’s Fortune é impressionar. Isso fica evidente nos primeiros minutos de jogo. Um lindo mar azul, texturas em alta definição em cada canto, movimentação corporal como poucas vezes vistas antes em um jogo. Até as pequenas explosões causavam efeitos de encher os olhos. O poder do novo console da Sony era finalmente testado em um jogo que para sua época ia muito além do que já se tinha visto.

É bom poder dizer que a qualidade incrível da primeira impressão que o jogo causa se mantém por boa parte da aventura. O jogo é lindo em sua totalidade. Sim, ele possui altos e baixos, mas consegue agradar todo o tempo aos olhos do jogador. Ao decorrer da história nos deparamos com cenários variados e ricos em detalhes e cores. Cor é um ponto em destaque em Uncharted, já que a ND não dispensou o uso delas para deixar o título vivo e animado.

O visual é um dos grandes atrativos de Uncharted – Drake’s Fortune.

A iluminação é algo que vale a pena destacar. Para um começo de geração, o uso de sombras e iluminação dinâmica em consoles tão bem executada como em Uncharted é bem impressionante. Juntando todas essas qualidades fica fácil compreender o por quê dá série impressionar tanta gente desde suas origens.

Outro destaque está na captura de movimentos corporais e faciais, onde, mais uma vez, a série está a frente de muito do que se havia visto até então. Drake possui movimentação corporal extremamente convincente todo o tempo. Desde a forma com que ele se abriga atrás de objetos para sua proteção até à maneira de correr e saltar.

Há uma grande variedade de animações de contexto que deixam todo o trabalho de animação ainda mais realista. Por mais que algumas vezes os movimentos faciais sejam estranhos e artificiais, na maior parte convencem tanto quanto o trabalho corporal, apresentando um excelente resultado com a captura de movimentos.

Elenco trabalhando na captura de movimentos em Uncharted: Drake’s Fortune.

Está VIVO!!! E fala…

Naughty Dog fez um excelente trabalho na caracterização dos personagens de Uncharted em toda a série. Em Drake’s Fortune não foi diferente. Existe quem diga que uma ligação entre personagem e jogador não é importante. Bem, provavelmente quem pense assim nunca jogou Uncharted. Por mais que um jovem bem humorado, caçador de tesouros que não teme o perigo, um velho experiente que atua como seu mentor e a bela moça boazinha que esta na trama para cedo ou tarde precisar ser resgatada, não seja os trio mais original já feito, eles funcionam extremamente bem.

O trabalho de dublagem desempenhado de forma exemplar aliado a um roteiro escrito para ser desde engraçado até assustador consegue manter uma ligação do jogador com a trama de forma muito intensa. É impossível não torcer pelo sucesso de Drake, não querer o bem de Elena ou sentir afinidade com Victor. Os três foram tão bem construídos (embora pouco aprofundados) que simplesmente acabam se tornando memoráveis.

Personagens criam ligação com o jogador por serem interessantes e carismáticos.

Menos conversa. Mais ação!!!

Deixando a parte técnica de lado, e nos aprofundando na jogabilidade, podemos dizer que nesse ponto Uncharted também sai vitorioso. O título é acima de tudo um shooter em terceira pessoa (TPS) com sistema de cover e elementos rasos, mas divertidos, de platformer. Existem momentos onde o jogador se depara com puzzles simples e intuitivos que mesmo não apresentando muita dificuldade deixam o jogo “mais completo”.

Além do sistema de cover o jogador também pode executar inimigos de forma desarmada, seja com ataques furtivos ou lutas de mão limpa. As lutas funcionam com combos simples de dois botões e não apresentam grande variedade de golpes. Mesmo assim, funciona muito bem como um complemento à jogabilidade.

É interessante que ao avançar na aventura o jogador se depara com uma excelente variedade de situações que chega, por vezes, a beirar à troca de gênero, como no caso da reta final onde o jogo mergulha em um clima de survivor horror. A troca entre momentos de combate, platformer e puzzles colabora para que o jogador nunca se sinta entediado ao longo da campanha.

O jogo é basicamente linear, mas apresenta dezenas de tesouros para serem encontrados. Os tesouros, além se garantirem troféus, premiam o jogador com pontos que podem ser gastos em “truques” e modos de jogo, como munição infinita, novos personagens jogáveis e até um Drake obeso, entre muitas outras coisas. Além disso, Drake’s Fortune apresenta dificuldade extra para quem zerar a campanha., o que prolonga a jogatina já que a jornada pode ser concluída pela primeira vez entre 6 até média de 10 horas. Infelizmente a primeira aventura de Drake não possui modo online.

Uncharted – Drake’s Fortune apresenta excelentes mecânicas na hora do combate.

Afinal, vale a pena?

Sem sombra de dúvida vale sim. Uncharted: Drake’s Fortune narra uma aventura muito divertida e possui uma ótima campanha, muito bem estruturada. Para quem já jogou  Among Thieves e Drake’s Deception, ainda sim é um ótima oportunidade de diversão, já que mesmo não possuindo todas as novas mecânicas que a série ganhou ao decorrer dos anos,apresenta os elementos que colaboraram para o sucesso da franquia. Poder conhecer a história que originou toda a saga Uncharted é uma oportunidade imperdível para qualquer proprietário de um PlayStation 3.

Notas

Gráficos: 8,5
Som:9,0
Jogabilidade: 8,5
Diversão:9,5

Nota Final: 8,8

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5 pensamentos sobre “[Félix’s Review] Uncharted – Drake’s Fortune

  1. “A troca entre momentos de combate, platformer e puzzles colabora para que o jogador nunca se sinta entediado ao longo da campanha.”

    Quando me perguntam “Como que você é louco de preferir Uncharted a Gears of War?”, a minha resposta é sempre essa da variedade de momentos que as aventuras de Drake me proporcionam.

    Boa review, brow!

    Abraço!

  2. eu axo Gears of war muito mais do mesmo…Uncharted é um jogo lindo demais…com história e personagens icônicos…uma ótima variedade de cenários…apesar de axar que peca muito no quesito puzzle

  3. Realmente ninguém fala muito do primeiro Uncharted, talvez por ter sido ofuscado pelo 2, que é o melhor da trilogia. Gostei muito do review, mas só discordo desse ponto:
    ”É impossível não torcer pelo sucesso de Drake, não querer o bem de Elena ou sentir afinidade com Victor. Os três foram tão bem construídos (embora pouco aprofundados) que simplesmente acabam se tornando memoráveis.”
    O Nate e o Sully foram personagens bem criados e carismáticos demais, já a Elena é uma personagem muito clichê e sem qualquer tipo de carisma, e fica ainda pior depois que você conhece a Chloe no 2. Claro, é uma questão de opinião, mas, pra mim, a presença dela no 1 é fraquíssima.

  4. Que review legal velho!! Gostei muito sério, a forma que você conduziu o review foi diferente e ficou muito agradável.

    Uncharted Drakes Fortune foi um jogão, minha unica ressalva era a jogabilidade que ainda não era tão boa como os seus sucessores.

  5. Pingback: [Neto’s Review] Rise of the Tomb Raider | Jogador Pensante

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