[messias’ review] kid icarus: uprising

Nome: Kid Icarus Uprising

Produtora: Project Sora

Distribuidora: Nintendo

Gênero: Ação

Plataforma: 3DS

Observação: Análise referente apenas ao modo singleplayer.

Kid Icarus é uma das propriedades intelectuais da Nintendo que estava adormecida há algum tempo. Na verdade, até o lançamento de Kid Icarus – Uprising (em março de 2012), foram lançados apenas dois games com o personagem Pit: Kid Icarus, de 1987, lançado para NES, e a continuação Kid Icarus – Of Myth and Monsters, de 1991, lançado para Game Boy. Então, na verdade, 21 anos após o último game lançado, a franquia acabou se consolidando mesmo, se comparado a outros games da Nintendo, somente agora com este último lançamento para 3DS, e que realmente firmou Kid Icarus enquanto jogo de ação (e não o protagonista Pit, que já figurou em Smash Bros.), e só porque é praticamente certeza que nos próximos anos poderemos esperar continuações desse excelente jogo (vixi, já falei o que acho de Kid Icarus Uprising hehe).

Enredo

Kid Icarus Uprising conta a continuação (um recomeço seria mais adequado) da história do jogo de NES lançado em 1987 em que Pit, um cupido, é incumbido de derrotar Medusa, a rainha dos submundo, que resolve invadir a terra que é governada por Palutena – personagem inspirada na Deusa Atena, da Mitologia Grega. Em Uprising, Medusa que haveria sido derrotada em 1987 retorna e ataca a terra. Pit então novamente é chamado a socorrer a humanidade e defender os domínios de Palutena.

Dark Pit, batendo Pit, logo após seu surgimento.

No entanto, dessa vez, a coisa não é tão simples assim. Além de Pit enfrentar novamente todos os inimigos anteriores, os generais de Medusa, novos personagens foram inseridos no enredo, inclusive um clone do mal chamado Dark Pit, que não passa de um auter ego malévolo (mas não tanto) do nosso herói cupido. Assim, o jogo é divido em duas partes: em um primeiro momento, cerca de 1/3 do jogo, o jogador enfrenta Medusa. Depois, enfrenta o verdadeiro inimigo, Hades, que é de fato o rei do submundo e, este sim, é extremamente mal, muito mais do que Medusa, aliás.

Estátua de um cupido, do período da Roma Antiga (pode ser o deus Eros também).

As ressalvas ficam por conta da falta de fidelidade dos entes mitológicos inseridos no game em face da mitologia grega instituída por autores clássicos, como Thomas Bulfinch, que escreveu O Livro da Mitologia. A começar, sendo Pit um cupido, este deveria responder junto a Eros, e não a uma deusa inspirada em Atena. Ademais, Hades não é absolutamente ruim, nem bom, é apenas um deus grego encarregado da administração do mundo dos mortos, todo ele, não só o Tártaro (que seria o inferno cristão, propriamente dito), mas também os Campos de Érebo (Purgatório, Umbral) e também os Campos Elísio (Céu, Paraíso). Em outros jogos, como God of War, há uma sujeição maior a estas regras de organização do universo grego, dadas as devidas licenças “poéticas”.

É necessário ressaltar, ainda, que Pit, muitas vezes mais parece uma mistura de cupido com anjo, e que o mundo do jogo também apresenta inspirações advindas da mitologia cristã. O jogo, na verdade, é uma grande mistura que resulta em um mundo novo que emanou proeminentemente da mitologia greco-romana-cristã.

Gráficos

O game apresenta belos gráficos, apesar do serrilhado que todos reclamam. Serrilhado é uma característica do próprio 3DS, em razão de sua tela e hardware que não são capazes de produzir gráficos como os de PS Vita, PS3 e X360. Algum problema com isso? Não para mim. O que importa é que dificilmente há slowdowns, e o jogo é bem colorido e bonito. O design do jogo foi produzido por Masahiro Sakurai (o mesmo de Smash Bros. e Kirby) e mostra imagens e estrutura simples e é até mesmo infantilizado. No entanto, apesar da simplicidade, o game não deixa de ser agradável, porque é bonitinho, e dá aquele ar de Nintendo encontrado em todos os games da propriedade da empresa, como Fire Emblem, Pikmin, Kirby, Zelda, etc (não vou citar Mario), fato que só prova que não é necessário violência, ou mulheres peladas pra se fazer um bom jogo.

Nesta parte rail shooter do game, percebe-se ser ele muito colorido, e os cenários são muito variados. É possível perceber claramente serrilhados.

Jogabilidade

Kid Icarus é um jogo de ação, em sua essência. Assim, ele é parte rail shooter e parte TPS com combate corpo a corpo. Nos momentos em que se joga rail shooter, o que se encontra é um game como Star Fox 64, por exemplo, em que se atira e se desvia de ataques dos inimigos, até que Pit pousa e passa a combater inimigos no chão, quando o jogo passa ser um TPS misturado com melee bem simples e sem combos, dando esquivas, atirando. Mas, não há cover como em Gears of War.

Jogabilidade em TPS/action melee.

Em todas essas oportunidades o personagem usa armas diversas, cada qual com suas características, como arcos, espadas à Squall (do Final Fantasy VIII), lança foguetes, garras, todos armamentos que podem ser fundidos em equipamentos novos e mais fortes. Exatamente, você poderá passar muito tempo manejando e seu inventário pensando em maneiras de criar novas armas. E também há uma grande variedade de power ups, inclusive com a percepção de um pequeno desenvolvimento sofrido pelo personagem, que vai ganhado partes de armaduras e armas, as relíquias sagradas, que vão compondo os equipamentos do jogador, dando aquele ar de evolução.

Variedades de espadas, mas ainda há lanças, garras, arcos, lança foguetes, etc.

Apesar de muito bom, e muito divertido, Kid Icarus Uprising é um game cuja falta do segundo direcional (maior crítica em relação ao 3DS) realmente é sentida. Muitos chegaram a denominar o jogo como Kid Icarus LER Edition, não por acaso. Apesar de o jogo vir acompanhado de um suporte para o 3DS que ajuda bastante, o desconforto físico sentido ao jogar o game em questão não pode ser ignorado, já que manejar o direcional para movimentar o personagem na tela e a stylus ao mesmo tempo para mirar e atirar realmente é complicado, ainda mais nas intensidades mais elevadas (intensity é a dificuldade, quando mais intenso, mais difícil).

Pit, usando as três relíquias sagradas.

Som

A narração, e diálogos são realizados por dubladores que deram ainda mais carisma aos personagens do game. As conversas são sempre cheias de humor, e em todo momento é possível rir das conversas de Pit com seus amigos e principalmente com seus inimigos, que são sempre engraçados e, no máximo, sarcásticos. Isso tudo é perceptível graças ao bom trabalho de dublagem dos atores na sonoplastia do jogo.

A trilha sonora, por sua vez, foi composta em grande parte por Motoi Sakuraba, um fenômeno da música gamística. Então nesse aspecto, o jogo ficou impecável, apresentando melodias marcantes e que dão prazer em ser ouvidas não só durante o game, mas fora dele também. Como exemplo, é possível postar tanto o tema do jogo, como também a música de Magnus, que mostra ação frenética. Então confiram.

Conclusão

Com certeza, um jogo de ação, ainda que com conceitos simplificados e meio cruel em razão da falta de conforto, sendo variado e bem feito como é Kid Icarus Uprising, é um game que vale ser jogado não por ser de portátil, mas por ser um excelente jogo que proporciona prazer em ser jogado mesmo com seus defeitos.

Kid Icarus Uprising é um jogo MUITO BOM.

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2 pensamentos sobre “[messias’ review] kid icarus: uprising

  1. Bom review, Henrique!

    Eu sou meio receoso com pegar esse jogo… sei lá, eu tenho um 3DS mas não sou o maior fã de QUALQUER jogo de portátil… se um dia o preço dele diminuir (o que duvido muito) eu compro ele!

    • Cara, o jogo é bom pra caramba, viu. Quando joguei ele no final de abril, achei que era o melhor jogo de 3DS. Agora, acho que ainda é o melhor. Mas, não joguei Code of Princess, que eu vou fazer um review assim que chegar aqui.

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