[Tomio’s Review] New Super Mario Bros. 2

Nome: New Super Mario Bros. 2
Produtora: Nintendo
Gênero: Plataforma
Plataforma(s): Nintendo 3DS

Novo novo

New Super Mario Bros. 2 é o mais recente Mario 2.5D, que já deu as caras no Nintendo DS e Wii, para o Nintendo 3DS.

Simples e bonito

NSMB2 segue o estilo de seus antecessores: jogos de plataforma 2D com elementos poligonais na tela. Apesar de simples, o jogo se mostra bem bonito, dando destaque para as cores (principalmente para o dourado), uma ótimo utilização de iluminação e efeitos 3D bem moderados, mas que dão uma boa sensação de profundidade para os planos de fundo.

Os controles também são igualmente simples, mas funcionais e impecáveis em resposta de comando e física. Mas a jogabilidade clássica é uma faca de dois gumes: ela é de fácil acesso por ser um tipo de controle bem conhecido por qualquer gamer, mas a falta de dispersão de comandos entre mais botões (por exemplo, fazer com que o botão de ação fique separado do botão de correr) muitas vezes soa incômoda, assim como a falta de possibilidade do jogador fazê-la por conta.

As músicas do jogo são escassas, repetitivas e não são memoráveis, além da péssima idéia de incluir instrumentos que simulam vozes, deixando as melodias bem irritantes e não combinando com o estilo de jogo. No final, são poucas as faixas que soam agradáveis, e são em geral as casas fantasmas e os castelos dos chefões, justamente porque essas “vozes” se adaptam ao clima passado por esses ambientes, e as faixas em si são versões refeitas de músicas já existentes na série.

O jogo conta com um péssimo sistema de salvar o jogo apenas depois de passar de um castelo ou abrir passagens alternativas – se for preciso desligar o 3DS e não tiver tempo pra isso, o jogo permite um save provisório, que só pode ser usado uma vez. Um método arcáico e extremamente inconveniente vindo de um jogo para portátil.

É ritmo de festa

NSMB2 conta o que todo mundo já sabe: Mario precisa salvar a princesa do seu arqui-inimigo Bowser, tendo que se aventurar por diferentes mundos por isso.

Além do carisma inquestionável de todo o elenco mudo (que dá certo justamente por serem mudos), o jogo ainda tenta deixar o clima geral do jogo mais alegre que o normal, fazendo com que os inimigos dêem uns passinhos ao ritmo das músicas tocadas nas fases.

O novo que se acha velho

NSMB2 é um jogo de plataforma lateral, gênero praticamente criado pela própria franquia Super Mario Bros. O jogo tem a proposta de voltar às suas origens, ao mesmo tempo que é moderno, por isso ele tem a visão bidimensional, world map de “pontinhos” a la Super Mario Bros 3, e gráficos mais trabalhados. Bom, a Nintendo está começando a entender de Mario tanto quando a SEGA entendia de Sonic depois do Mega Drive. O jogo faz todo um apelo pra ser visto como um reboot, ou sucessor dos jogos oldschool da série, mas a verdade é que ele não passa de um enorme regresso e uma mancha no nome que é Super Mario Bros.

O jogo leva Mario aos mais variados locais: campos, vulcões, deserto, água…de novo. A verdade é que o jogo recicla, mais uma vez, os ambientes da série 2D, dando uma enorme impressão de dejá-vu, mas infelizmente não traz elementos mais importantes “reciclados” de seus irmãos mais velhos: as fases do jogo se resumem a: lineares (péssimo level design), curtas (cada uma dura entre 15 a 25 segundos), fáceis e com “segredos” para rotas alternativas, que são tão estúpidas e na cara, que alguns jogadores podem entender como ofensa. São pouquíssimas fases que não seguem a risca essa regra, sendo geralmente uma fase de chefão ou o último mundo.

O termo fácil se extende também pelos inimigos de Mario. Além de continuarem passivos como em todos os jogos anteriores, agora nem ao menos em pontos estratégicos das fases, nem em números estratégicos se encontram, sendo assim, mais do que nunca, um alvo fácil para serem pisoteados pelo bigodudo. Como de costume, os animais que mais dão trabalho são os aquáticos, tanto por serem um dos únicos a partirem pra cima do protagonista, como também pela jogabilidade dentro d’água ficar mais lenta. Outra grande decepção são as batalhas contra chefões, primeiro porque muitos deles são reciclados de outros jogos, segundo porque deveriam ser um teste de coordenação e timing, mas acabam em ser não mais do que um teste de QI para macacos.

Assim como os outros jogos, NSMB2 também possui power-ups, que infelizmente são escassos, e todos reutilizações nesse título. O jogo possui os clássicos cogumelos de aumento de tamanho, as flores de fogo e o guaxinim. Há também o cogumelo gigante que faz o Mario ficar enorme e destruir tudo no caminho, inclusive obstáculos (a prova mor de relaxo e falta de criatividade da produtora), e o mais interessante do set, o mini-cogumelo,que faz Mario sofrer um power down e ficar minúsculo, podendo assim andar na água e entrar em canos de mesmo tamanho para áreas secretas. Existe também uma versão branca do Guaxinim, disponível para aqueles que morrem muito em uma determinada fase, deixando o Mario invencível, além de uma versão dourada e mais poderosa da flor de fogo, que transforma tudo e todos em moedas.

Uma das coisas que estraga completamente a dificuldade do jogo é a proposta do mesmo em alcançar um milhão de moedas obtidas. NSMB2 foi claramente desenhado apenas pra esse propósito, oferecendo um número anormal de moedas, seja pela disponibilidade nas fases, seja pelos power-ups e outros recursos de cenário, como um bloco que se acopla na cabeça de Mario e fica soltando moedas, que auxiliam o ganho das mesmas. Não é difícil terminar uma fase com 10 a 20 vidas a mais, por mais minúscula que elas sejam.

Milionário

NSMB2 dura entre 4 a 6 horas, depende do que o jogador faz: apenas terminar todos os 9 mundos disponíveis, ou fazê-lo pegando todas as star coins, itens especias que servem pra abrir fases alternativas de cada mundo.

Há também o modo Coin Rush, uma espécie de Time Attack que serve para pegar o máximo de moedas possíveis. Uma boa forma de ter um pouco mais de desafio nas fracas fases do jogo.

O jogo oferece também um modo coop para dois jogadores, protagonizados pela dupla Mario e Luigi. Ao contrário dos últimos títulos, o Luigi desse jogo não têm características particulares além da roupa verde, infelizmente.

Para aqueles que pretendem jogar por muito tempo, há também a meta de um milhão de moedas, que quando cumprida, oferece uma linda estátua dourada do Mario na tela título.

Old Super Mario Bros.

New Super Mario Bros. 2 é um produto falho da Nintendo, que tenta resgatar os velhos tempos de um modo completamente equivocado. Não se tem uma dificuldade a nível de Super Mario Bros. 3, ambientação e segredos a nível de Super Mario World, tampouco metade do level design de Yoshi’s Island. No lugar de tudo isso, há um jogo raso, feito de material reciclado, e uma empresa chegando aos seus limites na exploração de seu mascote.

Nota: 5

Análise de New Super Mario Bros. U

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9 pensamentos sobre “[Tomio’s Review] New Super Mario Bros. 2

  1. É interessante se notar isso de se usar demais o personagem Super Mario. O ícone dos videogames NÃO PODE ser renegado a jogos rasos e feitos às pressas. Deixem isso para os spin-ofs esportivos (o que já é triste, mas não tanto quanto na sua série mais famosa).

    Ficarei chateado de não haver um potencial de exploração e segredos a nível de Super Mario World… essa é a MAIOR involução da série.

  2. Pingback: [Neto’s Review] Rayman Origins « Jogador Pensante

  3. A ênfase esta na coleta de moedas. isso n eh ruim. o jogo foi redefinido para atender aos portáteis… n tinha por que aprodundar o nível de dificuldade.
    com a desleal concorrência com os smartphones e tablets, a solução foi buscar um caminho q simplificasse o jogo, não delongasse muito e apostar num estilo de competição/disputa que estabelecer uma meta que indenpende da simples conclusão do game.
    pra mim sua análise foi muito dura. merece um 8.

    • Olá Joaquim! Obrigado por compartilhar sua opinião.

      O problema que eu vejo nesse jogo é a proposta em relação a franquia. A definição que eu tenho de Mario, depois de jogar quase todos os jogos de plataforma do personagem, não é a de “coletar moedas”, tampouco de jogo extremamente fácil. Acredito que qualquer outra figura no lugar do mascote amenizaria minha visão negativa sobre o jogo, pois não vejo nada além de uma utilização forçada (e frustrada) do personagem em um jogo de produção barata.

      Não digo que a franquia seja sinônimo de dificuldade, longe disso. Ao mesmo tempo, isso também não significa que tenha que ser sinônimo de jogo para quem nunca tocou em um videogame. Não estou aqui para criticar jogos voltados para quem está se interessando agora no mercado de jogos, mas sim o descaso para com quem já acompanha a indústria e o personagem a mais tempo. Custa ter níveis de dificuldade? Mundos extras voltados para veteranos? Pelo visto, para a Nintendo custa o suficiente para não dar essa possibilidade.

      E, me desculpe, mas essa visão de “jogo para portátil” morreu há muito tempo, começando pelo GBA e seus inúmeros JRPGs e fixando com o PSP e seus ports completos de jogos de console de mesa. Existem sim os jogos mais simples para gastar alguns minutos e desligar. Mas Mario? Super Mario Bros. criou um gênero, Super Mario Bros. 3 introduziu dificuldade, Super Mario World introduziu ambientação e a partir de Yoshi’s Story a franquia evoluiu progressivamente em level design. Como podemos considerar um jogo de “coletar moedas” e dificuldade nula como algo além de uma grande regressão? Não estamos diante de um jogo spin-off, como Mario Kart, ou Mario Tennis. Esse jogo não se chama “Mario Coins”, se chama NEW “Super Mario Bros.” 2….

      E o iOS e Android estão dominando sim o mercado de portáteis, mas, sinceramente, não há cabimento a comparação. Jogos para dispositivos multimidia que rodam os mesmos seguem esse padrão simplório porque eles são feitos para consumidores que não compraram seus iPhones ou Galaxies para jogar games, ninguém faz isso. Da mesma forma que ninguém vai comprar um 3DS para tirar fotos e jogar em segundo plano.

      Para finalizar, mesmo desconsiderando todos os pontos acima:

      -NSMB2 NÃO foi lançado para iOS/Android;

      -É de “coletar moedas” mas sequer tem um sistema decente de ranking, impedindo do jogo ser abertamente competitivo. O level design vergonhosamente simplório, que resulta na dificuldade geral do jogo, também não contribui para o fator competição. A suposta meta de arrecadar um milhão de moedas não passa de uma conquista estabelecida pela produtora para dar uma idéia ilusória de longevidade, da mesma forma que o modo Coin Rush é um modo ilusório de jogo para competição, pois ele é um método mais rápido de chegar à meta estabelecida ao mesmo tempo que dá uma amenizada na masturbação de fases onde o jogador é submetido, por escolhê-las aleatoriamente;

      -É “jogo simples pra portátil” mas tem meios enfadonhos de salvar o progresso.

      • Certamente vc não terminou o Jogo e tampouco jogou todos os niveis.

        Após ‘vencer’ o jogo(o que pode ser feito em uma tarde se vc se concentrar apenas em passar das fases) vc ganha o direito de salvar a qualquer momento, assim como é no New Super Mario pra Wii. Conseguir 1milhão de moedas é no mínimo demorado e bater 100% do jogo tem sua dificuldade.

        Até jogadores veteranos podem encontrar dificuldade em alguns levels.

        Eu diria que o problema aqui, assim como no New Super Mario pra Wii e no Mario 3D Land seja o numero praticamente ilimitado de vidas, é muito fácil conseguir vida e vc nunca que se preocupa com game over, nesse quesito, tenho que concordar quanto a dificuldade.

        Mas, pera lá! Estamos falando de jogadores experientes jogando um ‘joguinho de plataforma para portáteis’! Experimente entregar esse jogo para um sobrinho ou parente seu que não é adepto de jogos de videogame e vc verá que, apesar de tudo, ele oferece um desafio para aqueles que não estão habituados.

        O Coin Rush é um método divertido de jogo, levando em conta que a geração atual se contenta e se acha hardcore por ter 600hrs no multiplayer de CoD(ultramente enfadonho diga-se de passagem) o Coin Rush é uma alternativa no minimo mais divertida que os lixos que temos hj em questão de endgame.

        Mario nunca foi dificil, até o Super Mario Bros 3 que todos aclamam como o mais dificil era dificil na época, quando os jogadores hardcores de hj, tipo vc, pessoa que escreveu a review, eram novatos em videogames. Tente jogar o SMB3 agora e tire suas conclusões.

        Yoshi island é um jogo ultra fácil, Mario World tbem.. aliás, todos os Marios o são.. a dificuldade de todo jogo do Mario, pra mim, sempre esteve em conseguir os malditos 100% de jogo… e nisso, em alguns tidulos do encanador, a BigN cumpre o seu papel!

      • Eu fiz 100% do jogo, inclusive tenho um save com três coroas e cinco estrelas brilhantes. Simplesmente não há lógica em limitar o sistema de saves no jogo, e muito menos liberar só depois de terminá-lo.

        A série Super Mario certamente não é o exemplo-mor de dificuldade, mas não é essa a questão levantada pela análise e pelos meus comentários, e sim da dificuldade dentro da série, entre os jogos. A subsérie “New”, principalmente o 2, é muito abaixo da média que os jogos do Mario se encontravam em desafio. Ninguém faz 100% de Super Mario 3, World e 64, pela primeira vez, em menos de uma semana. Eu não tinha mais o que fazer nesse jogo (além do extra artificial dos 1 milhão de moedas) em três dias. Falta desafio e conteúdo, e conteúdo variado também. Me senti jogando uma expansão de 5 dólares do 1, mas custando 1o vezes mais do que deveria.

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