[Especial The Legend of Heroes] Parte 3 – Trilhas novas

Trails of Zero

Em 2010, três anos depois de The Legend of Heroes: Trails in the Sky The 3rd, é lançado o próximo capitulo da série: The Legend of Heroes VII: Trails of Zero.

Exclusivo para PSP, o título é continuação direta de Trails in the Sky, mas situado em outro local. O jogo traz inúmeras referências e até mesmo participação de personagens da trilogia “Sky” por conta disso.

Estelle e Joshua em Crossbell

O jogo mantém o gameplay base da série, mas traz inúmeras mudanças e evoluções, como um sistema de combate mais dinâmico e completo, dificuldade melhor balanceada e progressão menos linear e limitada, mas o principal destaque vai para o enredo:  Trails of Zero apresenta os protagonistas Lloyd, Ellie, Tio e Randy, policiais de Crossbell, com uma narrativa complexa e envolvente, elenco bem trabalhado e trama política-policial com muitas reviravoltas, levando  jogador pra dentro de seu universo e mantendo o alto nível até o último momento de jogo. Diferente de Trails in the Sky FC, o jogo conclui a história satisfatoriamente, mas aberto para continuação, e não aquela agonia de ver o jogo terminar praticamente no clímax.

Apresentação de dançarinas em Crossbell

Em termos técnicos, o jogo se mostra um pouco melhor que a trilogia anterior em gráficos, mas muito melhor artisticamente, graças ao ótimo trabalho combinado de cenários e câmera, deixando a jogatina ainda mais envolvente. Outro ponto que ajuda bastante a dar todo o clima necessário aos momentos é a trilha sonora, um grandioso trabalho de mais de 70 faixas bem variadas, se mostrando até então, o melhor trabalho da Falcom.

O trabalho da empresa japonesa não foi apenas bem recebido pela crítica, como também foi bastante premiado em terras japonesas, incluindo um dos mais importantes eventos do arquipélago: o Japan Game Awards.

Trails of Azure

Em 2011 chega a conclusão da saga “Crossbell”, iniciada em Trails of Zero: The Legend of Heroes: Trails of Azure. Assim como seu antecessor, o título foi também premiado, e ainda antes de ser lançado, também pela Japan Game Awards como o título mais aguardado do ano.

Assim como foi Trails in the Sky SC para FC, Trails of Azure é uma evolução em todos os sentidos em relação a Zero. A começar pelo enredo, trazendo muitos personagens da trilogia anterior, do jogo anterior e introduzindo ainda mais alguns novos, fazendo com que o elenco seja enorme, mas nem por isso pouco trabalhado – muito pelo contrário. A trama se aprofunda ainda mais ao tema político, com muitos jogos intelectuais e uma maratona alucinante de reviravoltas imprevisíveis, acorrentando mais uma vez o jogador – e dessa vez mais apertado, ao universo do título.

Um certo bardo amante de coisas belas, dançando com Mishey, o gato-mascote da cidade.

Em termos de gameplay, o jogo também não deve em nada. Trails of Azure não comete o mesmo erro da trilogia Trails in the Sky, onde as continuações reciclavam constantemente as dungeons. Apesar de se passar na mesma cidade, o jogo sempre leva os personagens a calabouços inéditos, reduzindo bastante a sensação de dejá-vu. O título oferece também ainda mais mecânicas e conteúdo opcional, como o sistema de Burst, uma espécie de barra de “Limit Break” da série Final Fantasy, que quando ativado, faz o grupo ter 6 turnos consecutivos e mais outros benefícios, e um melhor sistema de fast travel através de um veículo, que inclusive pode ser customizado em aparência e alguns dispositivos de recuperação de energia. O jogo oferece até mesmo um mini-game similar ao clássico Puyo-Puyo.

O carro da trupe

Uma das maiores novidades do título fica com as Master Quartz. Essas pedras especiais não apenas possuem propriedades únicas e aumento de status mais poderosos que os quartz comuns, como também evoluem junto com os personagens e concedem magias exclusivas de cada elemento, aumentando ainda mais o leque de recursos de customização do jogador. Mas nem tudo são flores, já que, com o aumento dos benefícios, a dificuldade também foi aumentada, levando os jogadores a enfrentarem muitos chefões, de difíceis a quase impossíveis, exigindo ainda mais de senso estratégico e administrativo.

Orbment, chamado agora de Enigma, e a Master Quartz

Todo esse conteúdo não poderia estar sem o acompanhamento de uma boa trilha sonora: Trails of Azure possui músicas inéditas, muitas delas com ênfase em piano e/ou violino, assim como faixas já usadas em Trails of Zero e faixas remixadas, totalizando mais de 100 músicas em seu repertório e se tornando o trabalho mais grandioso da Falcom em termos de sonoplastia, em todos os sentidos.

Trails of Azure termina toda a trama da saga Crossbell e já abre espaço para mais acontecimentos em Zemulia, o continente do universo Trails. Será que veremos um “The 3rd” em Crossbell? Ou será que teremos diretamente um The Legend of Heroes VIII? Ficamos à espera do próximo título da Falcom, sendo ou não um Trails, pois a empresa já provou o mais importante: que sabe fazer jogos incríveis.

Continua…

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