[Rodrigo’s Review] Ghost Recon: Future Soldier

Nome:  Ghost Recon: Future Soldier
Gênero: Third Person Shooter

Distribuidora: Ubisoft Produtora: Ubisoft Paris, Red Storm e Ubisoft Romania
Plataforma(s): Xbox 360, Playstation 3 e Pc.

Versão analisada: Pc.

O primeiro Ghost Recon (Advanced Warfighter) para essa geração foi lançado em 2007 e auxiliou a posicionar os shooter como grandes promessas em uma era de videogames que estava começando. O jogo é baseado em esquadrões taticos, como em todo bom produto baseado nos enredos de Tom Clancy. Com uma jogabilidade em terceira pessoa, Advanced Warfighter fez grande sucesso e manteve a expectativa de que a série tinha grande potencial na geração.

Após 5 anos a Ubisoft retorna com a série em Ghost Recon: Future Soldier. A empresa francesa chamou tres grandes estúdios para colocar a série novamente entre as favoritas no gênero e com a responsabilidade de responder a uma pergunta: Será que manter séries anuais é o mais correto para segurar jogadores ou um tempo de descanso é o mais sensato para que a série se mantenha forte e lucrativa no mercado?.

Os soldados do futuro.

Ghost Recon: Future Soldier  traz aos jogadores precisamente  o que seu título diz:  soldados do futuro com um arsenal e acessórios inovadores e futuristas e, claro, ação silenciosa e furtiva,o que deixa a impressão de um fantasma durante as missões.

O jogo começa com uma missão rotineira dos soldados da divisão Ghost para recuperar uma carga explosiva, mas estes caem em uma emboscada e no local onde uma bomba estava preparada para ser detonada no momento do resgate. Com a explosão, todos da missão morrem, e o governo começa uma investigação ao redor do mundo para descobrir o motivo da sabotagem. Nosso time é o responsavel por essa investigação, com um esquadrão de quatro soldados e o jogador passará por missões furtivas e bélicas em vários países , descobrindo toda a trama bem produzida por Tom Clancy, uma das melhores dos últimos jogos baseados em seus autorias.

Logo nas primeiras missões os veteranos da sórie vão perceber que o ritmo de Ghost Recon mudou em Future Soldier. O jogo deixou de lado o ritmo mais cadenciado e tático de seus antecessores e procurou ser mais  dinâmico e rápido, visando novos jogadores, talvez.

Mesmo tendo mais ação, Future Soldier não perdeu a identidade da série: o jogo ainda  tem seus momentos táticos exigindo muita estratégia do jogador para completar a missão, mas seus novos elementos  criaram uma personalidade própria para a já consagrada serie.

A jogabilidade em terceira pessoa continua, assim como o uso de uma visão em primeira pessoa para mirar com mais precisão.  O escolha por um TPS na série é crucial para dar um ar mais envolvente e estratégico no campo de batalha. Tudo foi feito de forma fluída para o jogador sentir o domínio sobre o que está acontecendo.  Para isso funcionar o jogo empresta o sistema de ação de Splinter Cell: Conviction.

A quinta missão de Sam Fisher (disponível para Xbox 360 e PC) possui um sistema de batalha muito dinamico, dando sempre ao jogador o controle da situação. Ghost Recon: Future Soldier soube usar muito bem a jogabilidade dele e acrescentou ainda mais estratégia na hora da batalha. O sistema de cover é o mesmo de Conviction – extreamente eficiente, diga-se de passagem -: enquanto o jogador estiver em uma cobertura, ele pode selecionar o próximo local para se proteger segurando o botão de ação. Fácil e prático. Quando sua cobertura está sendo atacada por rajadas de tiros, a câmera do jogo dá um destaque e dificulta a nossa visão do campo.

Mark and Execute, inovação de sucesso de Conviction, tambem é utilizada no jogo, mas com uma diferença: Em Ghost Recon: Future Soldier, os inimigos são marcados para um ataque sincronizado do seu batalhão, ou como ordens dadas pelo jogador para atirarem à distancia.

Future Soldier não é um  jogo de guerra que tem o forte na ação desenfreada. O jogo é muito furtivo e sempre vai dar a decisão ao jogador:  assassinar seus inimigos o mais silencioso possível ou entrar de peito aberto (há missões que um franco ataque é impossível, no entanto) .

Os Ghost tem à sua disposição para os ataques roupas especiais que se camuflam  no ambiente (parecido com o que Old Snake veste em Metal Gear Solid 4). As roupas não são perfeitas, no entanto. Seu efeito é maior somente agachado ou rastejando e quanto mais rapido o jogador se mover mais visível seu soldado ficará.

Em Ghost Recon: Future Soldier não temos mais o controle sobre as táticas que serão usadas com os nossos companheiros. Sendo assim, a Inteligencia Artificial faz todo o processo, deixando o jogador com o controle somente de seu soldado. Mesmo que possa parecer um retrocesso na série, a ideia caiu bem e o jogo roda mais fluído que Advanced Warfighter.

 Acessórios do futuro.

Na E3 de 2011 a Ubisoft fez questão de apresentar o elevado nivel de personalidade dos armamentos do jogo. No começo de cada missão o jogador vai ter armas já personalizadas e pré-definidas, que o jogo dispõe como as melhores para o campo de batalha que o jogador vai enfrentar, mas nada impede de personalizar a arma e o arsenal da forma que desejar. Ao entrar no menu de personalização de sua arma, o jogador vai ser espantar, pois tudo pode ser alterado, desde ponteiras de rifle e tripés a minúsculas peças como o gatilho para melhorar a precisão. Mesmo com tantas informações, o menu é intuitivo e simples. No Xbox 360, utilizando o sensor Kinect, a coisa fica mais legal ainda, com a possibilidade de personalizar toda a arma utilizando as mãos tal como Tom Cruise em Minorit Report. A personalização da arma, bem como a escolha de qual usar são importantes na missão, afinal, em Future Soldier realmente cada arma tem suas particularidades.

Mas Ghost Recon: Future Soldier não vive só de seus menus e armas complexas: os acessórios dos Ghost são o grande chamariz do jogo. Logo nas missões introdutórias já temos disponíveis granadas de reconhecimento de campo, que facilitam a visão sobre o posicionamento dos inimigos. E não para por aí. O pelotão vai ter à sua disposição ao longo das missões equipamentos incríveis como visão noturna, térmica e de raio-x, que vão permitir um melhor confronto com o exército inimigo.

O grande destaque de todas as parafernálias do jogo são os Drones. Esses pequenos androides foram criados para reconhecimento de campo, mas com o avanço da tecnologia o governo americano adicionou funções interessante nos pequenos robôs. Ao utilizar o Drone, o jogador pode optar para usá-lo na terra ou no ar, já que possuem as duas funções. Eles tambem podem imobilizar um inimigo com choques elétricos, semelhantemente a um teser. Se não quiser um confronto direito, o jogador poderá marcar os inimigos no campo de visão dos Drones e executar um ataque com os seus companheiros.

O jogo mantém a média da geração de duração e o jogador levará de 8 a 10 horas pra terminar o modo principal. Mas pensando na longevidade, a Ubisoft implantou em Future Soldier o modo cooperativo online, objetivos secundários em cada missão com premiações e, claro o multiplayer online eficiente da empresa.

Em termos de apresentação, Future Soldier empresta mais uma vez o que vimos em Splinter Cell: Conviction. As missões e os pontos de encontros, todos aparacem no meio do cenario, em paredes ou no ceu. A leitura é otima e dá um clima incontestável à narrativa com esse efeito bem produzido no jogo de Sam Fisher. O jogador vai visitar diversos locais ao longo das missões que vão montando um quebra cabeças. África, Oriente Médio e Europa são alguns dos lugares que visitaremos com os Ghost, sempre buscando informações e procurando nomes do mundo do crime. Apesar da variedade no cenario, o mesmo não acontece com as missões que são um pouco repetitivas e podem quebrar o ritmo. Mas ainda assim a apresentação do jogo é fiel aos locais e missões do exército, dando uma serenidade durante a jornada.

Com um motor gráfico competente, Future Soldier vai dar momentos repletos de intensidade, que ganham mais força com belos efeitos de iluminação. É um jogo capaz de ter momentos de grande destaque e estar entre os mais bonitos da geração e, no entanto, em outros momentos ele revela que o motor gráfico foi pouco trabalhado e poderia ter um melhor acabamento. Em aspectos gerais é um jogo que satisfaz e mantém o a qualidade durante todas as missões.

A parte sonora do jogo cumpri bem o seu papel. As musicas acompanham a ideia de missões em diversos locais, e tem temas sempre para colocar o jogador no clima. Quando estamos sobe ataque o som alterna e fica mais frenético, dando um clima certo para o tiroteio. Mas o destaque vai para a dublagem, passando em locais como africa e oriente médio, o jogador vai ouvir em Future Soldier os idiomas nativos como: Português, Árabe entre outras.

O retorno de um grande serie.

Ghost Recon: Future Soldier é um bom exemplo de como uma série pode emprestar alguns elementos de outras consagradas e criar uma base para sua estrutura. Desaparecida desde 2007, Ghost Recon volta a conquistar espaço no panorama atual, se tornando uma ótima alternativa mais do que valida para os jogadores. Com bons elementos de stealth e um sistema eficiente para recriar um campo de guerra, a série é um dos destaques de 2012, e prova que os jogos não precisam se anuais para continuar em destaque. A Ubisoft está cada dia mais se tornando uma empresa exemplo, e se em seu portfólio faltava um jogo de guerra de destaque, Future Soldier está pronto para assumir esse papel.

Nota: 8,0/10

Launch Trailer do game.

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