[Félix’s Reviews] The Amazing Spider- Man

Categoria: Aventura/ Sandbox

Produtora: Activision

Distribuidora: Activision

Plataformas: Xbox 360/ PS3 / 3DS/PC

Versão avaliada: Xbox 360

Spider-man retorna aos vídeo-games.

 Spider-man e os games

Spider-Man possui um longo histórico no mundo dos games. Em 1978 o amigo da vizinhança estava em alta e foi licenciado pela Marvel para assim poder fazer parte dos jogos eletrônicos, área que dava seus primeiros grandes passos na época.

Passando pelo Atari 2600, Master System, Mega Drive, SegaCD, NES e Super NES, Gameboy, PlayStation e outras diversas plataformas, o herói aracnídeo ganhou muitas aventuras nos vídeo-games. Mas foi em 2002 que  Spider-man ganhou atenção triplicada com o seu sucesso nos cinemas devido ao  filme que colocava Tobey Maguire no papel de Peter Parker.

Spider- man em sua aventura no Atari 2600

O sucesso foi estrondoso e garantiu duas sequências. Spider-Man 2 em 2004 e Spider-Man 3 em 2007.  Os três filmes ganharam adaptações para os games, no maior número de plataformas possível.

Com o fim da trilogia não existiu nenhuma redução no número de jogos do herói. Pelo contrário, títulos estavam sendo lançados cada vez em maior número até acabarem se tornando uma série anual.

Spider-man 2 é considerado por muitos como um dos melhores jogos do aracnídeo.

Com uma maior liberdade oferecida pela falta de um filme, Spider-Man se voltou às HQs e ganhou jogos que exploravam desde outras dimensões com versões alternativas do herói e até viagens no tempo. Temas interessantes e que possuem muito conteúdo para ser explorado nos HQs, mas que acabaram garantindo games na maior parte das vezes  medíocres. Evidentemente, consequência do baixo tempo de produção.

Edge of Time (2011) possui uma boa trama mas não passa de um jogo mediano.

Uma nova trilogia, um novo começo? 

Com o nascer de uma nova trilogia nos cinemas, a produção dos games do herói se voltam novamente para adaptar um filme. Dessa vez, entanto, a ideia não é apresentar o que foi visto no filme e sim dar continuidade a ele. Veremos eventos que ocorreram após o longa-metragem.

Já se passaram alguns meses desde que Peter Parker se converteu em Spider-Man e derrotou o terrível Lagarto que ameaçava destruir toda a cidade. Tudo começa quando Peter consegue entrar de penetra nas indústrias Oscorp graças à ajuda de Gwen Stacy. Investigando um pouco o local, o casal descobre que Oscorp não parou exatamente de produzir a formula que converteu Dr. Curt Connors no vilão Lagarto e ainda possui diversos experimentos mantidos em cativeiro no prédio.

Cenário perfeito para uma grande problema e é exatamente o que acontece: um dos experimentos detecta Peter Parker enquanto estava sendo transferido de cela e se torna extremamente violento, conseguindo escapar e iniciando um ataque aos cientistas.

Stacy e os demais operários da Oscorp estão contaminados e acabam colocando a eles próprios em isolamento em um laboratório do prédio. Cabe a Spider-Man achar uma cura para a contaminação e salvar, não só sua garota, mas toda cidade, já que os experimentos altamente contagiosos estão agora soltos por Nova York.

Para desenvolver uma cura, Peter terá que trabalhar com Connors, seu primeiro inimigo desde que se transformou em Spider-Man. Apenas o trabalho em conjunto dos dois poderia resultar na salvação para todos na cidade. Enquanto a trama fraca consegue pelo menos prender o jogador ao longo das oito horas de jogatina, o resto do que o título tem a oferecer não tem o mesmo êxito.

Mesmo com o novo começo de Spider-man nos cinemas, o jogo comente os mesmos erros dos jogos anteriores.

O que Spider-man e Batman possuem em comum?

Enquanto os dois últimos jogos da aranha lançados (Shattered Dimensions, 2010 e Edge of Time, 2011) apresentavam mundos fechados, The Amazing Spider-Man volta ao estilo Sandbox deixado de lado desde Web of  Shadows (2009) e agora com elementos claramente inspirados (ou melhor seria, copiados?) de Batman Arkham Asylum (Rocksteady Studios)

O sistema de batalha em The Amazing Spider-Man é sem sombra de dúvida o que mais chama atenção no primeiro contato com o título. Capturando a base da mecânica de Arkham Asylum e adaptando ao estilo do aracnídeo a ideia funciona bem até metade da aventura.

Possuímos habilidade de efetuar combos automáticos pressionado X, desviar de ataques inimigos usando Y, saltar sobre rivais com A e usar habilidades com a teia em B (configurações do Xbox 360). Tudo ok até aqui. O problema está na falta de profundidade do sistema. Sim, podemos adquirir upgrades conforme vencemos oponentes, como é de se esperar, mas, mesmo após ter acesso a boa parte das melhorias, ainda possuímos um sistema de batalha raso e pouco desenvolvido.

Podemos atuar de forma furtiva também, eliminando inimigos silenciosamente enquanto rastejamos pelas paredes e pelos tetos. Nesse momento que é possível notar diversos problemas com I.A., física, e programação em geral do jogo. Nos momentos finais da campanha atuar em sigilo pode ser muito necessário.

O combate em The Amazing Spider-man é pouco explorado.

No que diz respeito à exploração, The Amazing Spider-man é outra decepção. A câmera exageradamente próxima do personagem foi uma terrível má decisão que obviamente tinha o intuito de novamente se aproximar Arkham Asylum. Os objetivos não obrigatórios pela cidade são pouco numerosos, pouco variados e nem um pouco divertidos.

O maior problema no título está certamente nas Boss Battles. Elas se dividem em dois tipos: chefes comuns e chefes colossais.

Quando se trata das batalhas com chefes comuns, não poderia ser mais frustrante. Para começar, a mecânica para vencer é sempre a mesma, se adaptando somente a algum ataque diferenciado do inimigo. Fora isso é um desvie e ataque até derrotar o oponente.

Nas lutas colossais, que tentam oferecer momentos épicos à campanha, tudo ocorre muito errado. Motivo? Desafio zero. Mesmo optando pela dificuldade alta, as lutas contra grandes chefes  são extremamente fáceis e simplórias. Derrotar um grupo maior de inimigos comuns com certeza é mais desafiador do que as boss battles colossais.

Batalhas contra inimigos colossais não possuem desafio.

Nova York nunca foi tão feia !

Quando jogamos um sandbox precisamos ter em mente que o jogo nunca alcançará níveis de detalhes como jogos lineares. Isso é um fato bem compreensível. Mesmo com essa limitação, existem alguns jogos do gênero que conseguiram impressionar com visuais acima da média.

The Amazing Spider- man definitivamente não é um dos casos. Embora Web of Shadows seja hoje um jogo muito datado, ele fez muito melhor o seu papel no que diz aos gráficos na sua época do que The Amazing Spider-man faz hoje. A cidade é extremamente pobre em texturas, cores, detalhes. Tudo é muito fora do parâmetro dos jogos atuais.

Pelo menos 80% da campanha ocorre em cenários fechados. Nesse ponto o jogo se torna muito mais agradável aos olhos. Com melhores texturas, cores, iluminação.

O uniforme de Spider-man é rico em detalhes e possui ótimas texturas. O herói é muito bem modelado e se aproxima do que foi visto no filme. O problema é que todo resto não acompanha.

Nova York impressiona bem menos do que nas imagens divulgadas.

Desempenho nas dublagens e trilha sonora

Quando foi dito que a história consegue de certa forma prender o jogador, pode se dizer que seja mais pelo desempenho nas dublagens do que pela trama em si. Peter segue sendo dublado por Josh Keaton, responsável por dar voz ao herói em Shattered Dimensions e Edge of Time. As demais escolhas nas vozes seguem um ótimo nível também.

A trilha sonora do título é tão fraca e que passa despercebida. Não fique surpreso ao tentar lembrar-se de uma música da aventura dias após concluir a campanha e não ter sucesso.

Conclusão 

Por mais que Spider-Man seja um personagem com inúmeras possibilidades para o universo dos games, ele sofre por ser tratado como uma embalagem para vender produtos. The Amazing Spider-man dá continuação à saga de jogos que poderiam ser muito mais do que são, mas que acabam vítimas de produções às pressas que visam apenas o lucro imediato.

Notas:

Gráficos: 6,0
Som:7,0
Jogabilidade:6,0
Diversão: 4,0

Final: 5,7

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2 pensamentos sobre “[Félix’s Reviews] The Amazing Spider- Man

  1. É uma pena ver um jogo com tanto potencial ser relegado ao nada assim. Um personagem extremamente carismático e super poderoso como o Homem Aranha merecia um jogo sandbox mais cheio de possibilidades. Deveriam aprender com a turma de inFamous 2.

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