[Tomio’s Review] Gravity Rush

Nome: Gravity Rush
Produtora: Studio Japan
Gênero: Ação
Plataforma(s): Playstation Vita
Versão analisada: Japonesa

A gravidade da coisa

Gravity Rush (Gravity Daze no Japão) é o mais novo título da Studio Japan para o Playstation Vita.

A gravidade do produto

Gravity Rush leva o jogador a uma ambientação steampunk, representada por uma bela cidade fictícia em cel-shaded. Em termos técnicos, o jogo apresenta altos e baixos: A iluminação é aplicada de forma sublime, ofuscando a vista do jogador em alguns locais e representando muito bem as transições de horas. A física é outro destaque, com elementos como inércia, gravidade e movimentação dos personagens fluindo de forma impecável. Do outro lado, algumas telas de loading são persistentes, e o excesso de serrilhados faz os estonteantes gráficos do jogo perderem um pouco do seu brilho.

A parte sonora é outro ponto bastante agradável, apresentando uma trilha mista de muito jazz e músicas orquestradas, deixando a aventura ainda mais interessante.

A gravidade do problema

Gravity Rush conta as aventuras de Kitten, uma manipuladora de gravidade que ronda a cidade com seu gato Dusty para ajudar o povo resolvendo problemas.

A narrativa é basicamente dividida em dois estilos: um estilo história em quadrinhos, onde o jogador precisa apertar um botão pra ir passando cena por cena, e as convencionais cinemáticas, com atmosfera que lembra bastante ICO (PS2), seja pelos personagens não falarem muito nelas, seja pela língua completamente diferente que eles usam.

A história do jogo é interessante, contendo muitos segredos e algumas reviravoltas, e é contado de forma levemente subliminar para fazer com que o jogador interprete e tire conclusões à sua maneira. O problema é que o fluxo de informações é mal planejado, fazendo com que no final do jogo, a única conclusão que o jogador tira, é a de que haverá continuação. Além de não ser possível entender muito do enredo, os personagens também acabam sendo muito mal explorados, ficando difícil de saber se são um bom elenco ou não no final das contas.

A gravidade dos controles

Gravity Rush é um jogo de ação em um mundo aberto com progressão estilo GTA, ou seja, o jogador precisa ativar missões espalhadas pela cidade, assim como outros extras.

Liberdade é a palavra-chave do jogo. É incrível a sensação que o título proporciona com o elemento gravidade, já que o jogador pode literalmente voar o mundo do jogo inteiro quando bem entender. É divertido, inclusive, ficar no meio das pessoas andando no meio da rua, e “acidentalmente” fazê-los voar juntos ao ativar tal modo.

O modo gravidade é o fator principal de gameplay. Com ele, o jogador pode usar uma espécie de telecinese, voar, andar em paredes e tetos, deslizar em ladeiras e dar voadoras pesadas para realizar missões, geralmente indo de ponto A para B e matando os inimigos da área. Ao contrário do que parece, o jogo possui missões variadas nos momentos certos, não deixando que a aventura caia em mesmice e se torne enjoativa. A única coisa que pode vir a ser incômoda é o design dos inimigos, já que, por conta do enredo, são todos uma espécie de sombra de uma cor só. Felizmente o defeito fica só no visual, pois eles são bastante variados em formas de derrotá-los.

A dificuldade do jogo é média em grande parte do tempo e alta em ocasiões específicas, geralmente contra chefões. Mas grau depende bastante também de como o jogador molda a heroína: o desempenho de Kitten pode ser melhorado com upgrades estilo RPG, bastando apenas de jóias preciosas, que podem ser coletadas pelo cenário, concluindo extras ou derrotando alguns inimigos. Um aspecto interessante do sistema de upgrade, é que o nível de evolução de atributos depende da reputação da protagonista com a população, elemento que é alterado avançando na história e concluíndo extras.

Um dos problemas na mecânica de gravidade, é a falta de orientação de espaço quando o jogador se encontra no meio do nada, no meio do ar. Em um momento de ação, com muitas giradas de câmera e ações de ponta-cabeça, fica difícil depois de um tempo saber aonde Kitten está, porque o jogo não oferece nenhum tipo de indicador de posição do corpo da protagonista.

Outro ponto negativo são os motores de movimentos do Vita, já que eles funcionam mesmo quando o jogador está usando os controles convencionais. Isso resulta em um “desentendimento” entre os dois controles e deixam as coisas bem desconfortáveis para a vida do jogador. Felizmente, existe uma opção para desligar os sensores e deixar os comandos apenas para os botões.

Mas nem todas as funcionalidades do Vita são problemas. A tela de toque frontal é um ótimo exemplo disso, já que ela pode ser utilizada para os menus de jogo, deixando os mesmos bem rápidos para serem acessados e bem dinâmicos. Além disso, fica mais fácil se guiar pelos mapas, pois basta um toque na tela e o jogador já marca no “GPS” aonde quer ir.

A gravidade dos extras

Gravity Rush dura cerca de 10 horas apenas em sua campanha principal. Além das missões do modo história, o jogo proporciona muitas conversas e missões secundárias. O jogo conta também com vários conteúdos para download, contendo novas missões e novos troféus.

A gravidade corrida

Gravity Rush é um grande título, com apresentação técnica de qualidade, gameplay variado e mecânicas inovadoras. Um título obrigatório para donos do Playstation Vita.

Nota: 8,5

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4 pensamentos sobre “[Tomio’s Review] Gravity Rush

  1. To curtindo bastante. A gravidade realmente eh o ponto alto do jogo, depois q se pega o jeito a movimentaçao livre fica fluida demais. Uma pena o combate ser simplificado demais, ja q só tem combos qndo se esta no chao (mas quem eh q joga GR no chao? duh), mas como os inimigos sao bem diferenciados entre si, acabou dando uma equilibrada. A historia tb eh agradavel, os challenges sao muito bons.

    e sobre “com muitas giradas de câmera e ações de ponta-cabeça, fica difícil depois de um tempo saber aonde Kitten está, porque o jogo não oferece nenhum tipo de indicador de posição do corpo da protagonista.” bem, tem um indicador sim, os CABELOS da Kat 😄 mas tb acho poderia ter um recurso mais claro sobre isso.

  2. Pingback: [Jogo do ano] 2012 « Jogador Pensante

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