[Epoch – The Time Machine] The Legend of Zelda: Ocarina of Time

Nome:  The Legend of Zelda: Ocarina of Time
Gênero: Action-Rpg

Distribuidora: Nintendo Produtora: Nintendo
Plataforma(s): Nintendo 64, Nintendo GameCube (relançamento), Nintendo 3DS (Remake)

O que fez de The Legend of Zelda: Ocarina of Time um dos melhores da história dos video games? Por que a maioria dos fãs da série o consideram o melhor até hoje? O que faz com que a crítica o venere entre os mais importantes, com as maiores notas ainda hoje nos rankings ? Esse Review faz parte do especial do mês de Junho dedicado ao Nintendo 64 na pagina no Facebook do Jogador Pensante. Espero que os fãs gostem e que os mais novos que não conhecem a serie desfrutem da análise do jogo mais icônico do Nintendo 64. E, claro, um dos mais significativos do universo gamer.

Depois do grande sucesso que foi The Legend of Zelda: A Link to the Past, que se refletiu tanto na crítica especializada e nos jogadores, as expectativas em the Legend of Zelda: Ocarina of Time, o primeiro em 3D, e para o console Nintendo 64, era gigantesca, principalmente após o lançamento de Super Mario 64, que demonstrou muito da competência do time da Nintendo em games neste novo e revolucionário formato.

É sábio dizer que as expectativas dos fãs da serie estavam altíssimas e que isso poderia causar uma certa decepção. Mas The Legend of Zelda: Ocarina of Time  mostrou para que veio e tudo o que esperavam do jogo foi simplesmente superado.

O quinto jogo da serie tem sua historia antes de A Link to the Past, ou seja, muito antes dos jogos do Nintendinho (The Legend of Zelda e Zelda II: The Adventure of Link e também do jogo de Game Boy chamado The Legend of Zelda: Link’s Awakening), dando, assim, a oportunidade à Nintendo de adicionar novas mitologias à saga, como raças e criaturas.

O jogo começa em Kokiri Forest, uma pequena vila florestal, protegida pela árvore anciã Deku Tree. Os habitantes da vila são os pequenos Kokiri e cada um é acompanhado por uma fada pessoal. Dentre os habitantes da vila está Link, uma criança que é julgada e desprezada por não ter uma fada.

Em uma noite, dormindo, Link tem um pesadelo com um homem de aspecto malévolo, montado sobre um cavalo perseguindo duas mulheres.

Link é acordado por uma fada de nome Navi. A pequeno ser alado e brilhante diz ao nosso heroi que ela foi enviada por Deku Tree e que a árvore sagrada requisita a presença de Link, para dar-lhe uma missão.

Navi explica que Link precisa de uma espada e escudo antes do encontro. A nossa aventura começa com pequenas atividades até Link conseguir os itens que a fada pediu. Quando conversamos com Deku Tree, a gigante árvore diz ao heroi que ela foi amaldiçoada e pede a ajuda de Link para que entre dentro dela e destrua a sua tormenta. Aí que realmente começa a aventura de Ocarina of Time propriamente dita: o primeiro Dungeon é um tutorial para o resto do jogo e é um excelente exemplo do Design dos níveis existente,  onde não vai faltar puzzles e nem Bosses impressionantes.

Depois de salvar Deku Tree do enorme monstro que se alojou em seu interior, a arvore começa a explicar toda a criação de Hyrule e a Triforce ao pequeno heroi. Em Ocarina of Time é finalmente revelado os nomes das três Deusas que regem todo o universo da série: Din (Triforce do Poder), Nayru (Triforce da Sabedoria) e Farore (Triforce da Coragem), que deixaram o testemunho sobre a criação. A árvore anciã revela também a Link que foi amaldiçoada por um homem proveniente do deserto que planeja dominar Hyrule. Antes de morrer, ela dá a Link a Kokiri’s Emerald e o aconselha a ir para o castelo de hyrule e falar com a princesa Zelda.

No castelo, ao encontrar a princesa Zelda, Link descobre que o homem misterioso de seus sonhos é o mesmo que matou Deku Tree: Ganondorf, nascido Gerudo, a raça do deserto, que pretende adquirir os artefatos sagrados, entrar em Sacred Realm, o reino sagrado onde se encontra a Triforce, e roubá-la para si. A única salvação é que Link consiga os artefatos antes dele.

O jogo cativa pela fantástica historia inicial com o jovem Link. Mas o jogo começa a ficar mais incrível após Link recuperar os 3 sagrados artefatos e entrar em Sacred Realm. Lá ele conhecerá os imortais anciãos e pegará a Master Sword.

No templo se passarão 7 anos e todo o mundo que Link conheceu sofrerá drásticas mudanças.

O item que dá nome ao jogo – Ocarina of Time – é um instrumento musical dado pela princesa a Link, que o utilizará em diversos momentos do jogo, com diversas melodias. Sua importância é enorme e será cabal para o garoto das roupas verdes e sem ela com toda certeza o mundo de Hyrule ficaria fadado à destruição.

A espinhal dorsal do jogo é muito proxima de The Legend of Zelda: A Link to the Past. No jogo do Snes era possivel viajar entre Light e o Dark World; já em Ocarina viajaremos entre o tempo, jogando com o jovem e o adulto Link. As mudanças são importantes, pois há missões e itens e até armamentos que só são possiveis em um dos tempos, para isso basta cravar a Master Sword no pedestal em seu templo.

O Link adulto tem em sua disposição diferente túnicas e botas. Existem ainda outros intens, tanto exclusivos ou compartilhados entre os tempos, entre eles, as Lens of Truth. As lentes são importantes para Link ver alem da visão com os olhos nus e enxerga itens escondidos e ela é util para muitos puzzles durante a jornada. Com Link adulto podemos utilizar tambem o arco e flecha, e associar elementos a ele, como gelo e fogo, para conseguir ataques específicos para tipos de inimigos, bem como resolver outros tantos enigmas.

Ao contrario do que se parece, Ocarina of Time tem um número menor de itens comparados com os anteriores, mas todos tem propositos muito especificos e são usados o tempo todo nos combates ou puzzles.

O grande atrativo de The Legend of Zelda: Ocarina of Time está mesmo na forma como é jogado e de que maneira revolucionou tanto o seu gênero. O jogo tem um sistema chamado Lock-On, inedito na serie, ou seja, Link pode marcar o alvo e ponto de interesse para atacar ou interagir. Quando está em um combate podemos, através desse sistema, nos esquivar, defender de forma mais precisa e, claro, usar as mais diversas armas e itens contra os inimigos, contribuindo para um combate muito dinâmico e satisfatório.

Uma outra grande novidade é a associação dos botões aos itens. A espada e escudo são fixos e não precisam dessa função, enquanto que para os outros itens é necessario entrar no menu do jogo, e associar o seu item de preferência ou necessidade a três botões “C” do Nintendo 64, facilitando a vida do jogador que não vai precisar abrir o menu varias vezes.

Outra novidade na época eram as multiplas funções do botão de ação, nesse caso o “A”, como exemplo: Link poderia empurrar um bloco ou pendurar em uma parede.

Ocarina of Time tem pulo automático, e novamente inovou. Retirando essa função do jogador, o jogo fluiu melhor e ficou mais funcional, muito devido a não existir no jogo tanta necessidade de saltar entre plataformas. Existem momentos que o pulo automatico pode chegar a atrapalhar , mas como o jogo não é baseado nessa mecânica, não tem interferência na experiência.

Vale ressaltar também o uso da câmera em primeira pessoa para algumas funções como procurar iten ou mirar com o arco e flecha. Para os padrões de hoje não impressiona, mas na epoca foi uma grande sacada a alternativa dessa visão.

Mas a grande novidade no game de Shigeru Miyamoto era a opção de tocar melodias com a Ocarina do Tempo. As treze musicas tinham funções especificas no jogo como: teletransporte entre os templos (fast travel), descobrir segredos ou então alterar o estado tempo entre dia e noite.

Entre as melodias, Link também tinha a opção de chamar sua fiel égua, tocando Epona’s Song. Montado em Epona, o jogo ganha mais uma dinâmica, pois a égua não é util apenas para correr sobre o mundo de Hyrule: com ela podemos tambem saltar sobre locais antes impossíveis. Enquanto se cavalga é ainda possível disparar flechas numa perspectiva na primeira pessoa mas seria mais divertido se pudéssemos atacar com a espada, o que, em Ocarina of time, infelizmente, não é.

De resto, o jogador vai encontrar tudo o que se espera de um The Legend of Zelda: diversos templos e masmorras para se explorar, entre side quest e main quest,  com inimigos variados e complexos, com cada um exigindo um grau de perícia e dificuldade e intrigantes puzzles com particulariedades para cada templo. No fim de cada templo, Link vai receber um item importante para continuar a luta no mundo de Hyrule.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time é tambem reconhecido pelos otimos gráficos, na epoca, para o Nintendo 64. Entre os cenarios habituais da serie como florestas, montanhas e lagos, Link irá visitar o interior de um vulcão, entrar em uma enorme caverna de gelo e até mesmo saltar para o estômago de um peixe-divindade. Tudo muito bem construído, o trabalho em variar os cenários no jogo é fascinante. Entre eles, um dos mais impressionantes é o do deserto, pois o efeito da tempestade de areia está muito bem reproduzido e não é difícil o jogador se sentir perdido.

O jogo oferece uma imensidão de atividades para passar o tempo em Hyrule. Link pode pescar, participar de concursos de tiro e corridas de cavalo em The Legend of Zelda: Ocarina of Time. Tudo isso aumenta ainda mais a imersão do vasto mundo de Hyrule.

Há algumas side quests importantes no jogo, como ajudar um vendedor de máscaras a aumentar a sua colecção ou então forjar uma espada de grande poder com a ajuda dos Gorons, missões mais longas e trabalhosas mas, ainda assim, muito recompensadoras. Tudo isso enriquece ainda mais o fantastico trabalho produzido.

A trilha sonora do jogo é um show à parte. Cada zona tem direito a uma melodia diferente e, enquanto melodias clássicas são automaticamente reconhecidas, novas composições juntam-se à já rica lista da saga, tornando a epopéia de Link uma obra perfeita. O fato das melodias tocadas na Ocarina serem um elemento chave no jogo ajudou a Nintendo a ter dado grande atenção à parte sonora.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time foi marcante e importante para solidificar a série com um dos ícone dos video games. No jogo tudo foi elevado ao ápice, contribuindo para a experiencia mais completa já feita na saga. Com o jogo a Nintendo conseguiu atingir um novo patamar de qualidade, invejado e copiado ao longo dos anos, mas nunca estabelecido com tanta maestria como no quinto jogo da serie da Big N.

Com um relançamento no Nintendo GameCube e um remake no Nintendo 3DS, The Legend of Zelda: Ocarina of Time sobreviveu ao tempo e até hoje é referência de qualidade. Era o que o mundo precisava ver, para reconhecer finalmente que video games também são arte.

Nota: 10/10

Musica tema de The Legend of Zelda: Ocarina of Time

Anúncios

6 pensamentos sobre “[Epoch – The Time Machine] The Legend of Zelda: Ocarina of Time

  1. Pingback: [Consciência Gamer] Nintendo 64 – A revolução tradicional « Jogador Pensante

  2. Pingback: [Neto’s Review] The Legend of Zelda: A Link Between Worlds | Jogador Pensante

  3. Pingback: [Neto’s Review] The Legend of Zelda: Majora’s Mask 3D | Jogador Pensante

  4. Pingback: [Neto’s Review] Bloodborne | Jogador Pensante

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s