[Epoch -The time machine] Vagrant Story

Nome: Vagrant Story
Gênero: Jrpg

Distribuidora: Square-soft Produtora: Square-soft
Plataforma(s): Playstation, Playstation 3 (PSN)

Versão analisada: Playstation one

Bem vindo a Léa Monde

O enredo de Vagrant story é uma de suas principais atrações, desenvolvido para intrigar o jogador no desenrolar da historia cheias de reviravoltas, sem duvidas um espetáculo a parte na obra de Yasumi Matsuno, criador e diretor do game, envolvendo uma complexa trama política em um ambiente medieval.

Valendia é uma terra que sofre anos com uma terrível guerra-civil, onde o coração de tudo está em Léa Monde,que foi uma das mais prosperas e maiores cidades de Valendia. Referencia entre as demais cidades, com seus muros impenetráveis, praticamente invencíveis contra inúmeras batalhas da época. Contudo após um terremoto há mais de 25 anos, está a passar pelos seus piores dias e levando tudo ao caos e desordem.

Asheley Riot, um agente de 20 anos pertencente a organização “valendia Kinghts of the peace” ou VKP, dentro da organização, Asheley é membro de uma divisão responsável por manter a ordem secretamente são denominados de “Riskbreaker”.
Convocado para ir até Léa monde, e investigar uma ligação entre um líder cultista Sydney Losstarot e um renomado membro do Parlamento Valendiano Duque Bardorba.

A trama de Vagrant story de um briga política apesar de complexa e estigante é somente um pano de fundo, para o real objetivo do game no decorrer da obra percebemos que tudo se desenvolve sobre o personagem, Asheley que se tornou agente, mas esqueceu totalmente seu passado. No inicio de sua missão protagonista encontra Sydney, um misterioso líder de um clã, Sydney tem poderes psíquicos e em seu encontro infortuno com o agente utiliza desses artifícios e faz com que o agente comece a lembrar de seu passado e o que realmente aconteceu com a sua família.

Vagrant Story era ambicioso, um produção cara para época, não utilizava CG´s recurso muito usado antigamente para melhorar e facilitar o desenvolvimento da historia,  invés disso utiliza o próprio motor gráfico para produzir as Cut-scene, as falas usam balões com textos, parecendo assim uma historia em quadrinhos. O game tentava unir o que tinha de melhor no universo gamer em um único jogo.

Resident vil, Metal gear solid, Zelda: ocarina of time e Final Fantasy eram absolutos, referencia para todas as novas propriedades criadas, qualquer gamer tinha alguma dessas series como sua favorita. E justamente ai que entra Vagrant story, a Square-soft queria um produto que agrada-se todos estes públicos. Missão nada fácil, e necessitava de alguém competente.

 Matsuno, tinha em suas mãos uns dos projetos mais caros e criativos, era altamente competente para desenvolver o projeto e eterniza-lo na mente dos jogadores, em seu currículo tinha Final Fantasy tatics um hit na era PSX. A cargo de criar o sonho da empresa em realidade, ele usou muito de seu sucesso anterior no coração de Vagrant story que se passa em um ambiente extremamente obscuro e apático, a intenção era manter os jogadores sempre atentos, o game não  tem há disponibilização dos jogadores lojas e nem vendedores. A principal fonte de força são as armas encontradas em baús ou dos inimigos e as customizações das mesmas, um show a parte no projeto, você passará horas e horas disponibilizando a Ashely a melhor arma possível com as possibilidades dentro do menu.

Vagrant Story, é um jogo raro e quase perfeito, com o foco na corrupção política.  Ashley se vê em um jogo de gato e rato, correndo atrás da verdade sobre sua missão e tentando ao menos descobrir o seu passado, mas mesmo tendo uma trama envolvente, o enredo de Vagrant Story não é seu único forte.  O sistema de batalha do game é detalhado e intuitivo, ao vê-lo a primeira impressão e de estar jogando Parasite eve ou similares. Mas em Vagrant Story o sistema é levado ao ápice trazendo inúmeras possibilidades de combos e estratégias ao jogador, deve levar tudo em conta no momento da batalha,a distancia dos inimigos, a arma que está utilizando ao desferir o golpe, tudo em fração de segundos, dependendo da precisão e pericia do jogador combos podem ser criados e maximar seus hit´s no ataque sobre os inimigos.

A customização é rica e inovadora para a época, você tem um leque de inúmeras armas e cristais para fundir e forjar uma nova arma mais forte ou  mais rápida. O jogador poderá escolher desde lutar com os próprios punhos até utilizar armas como bestas, espadas, machados, entre muitos outros, cada um com seu determinado poder de alcance e de dano.

Vagrant Story tem cenários fechados e segue ao estilo de Metal gear solid, aonde cada sala existe um determinado numero de inimigos e segredos, a idéia de ser um mix de inúmeros games se aplica ao cenário também, sempre escuro e tenso, a idéia era transmitir a tensão de residente vil com as surpresas de Metal gear solid.

Os cenários medievais caíram de forma esplendorosa ao estilo de arte do game, com desenhos mais globais o game tentava se distanciar de um produto oriental e ser algo mais comum entre todas as culturas. Os puzzles do game na maioria das vezes com caixas para se empurrar davam uma longevidade a produção, sempre que aparecia um certamente algum item secredo ou nova arma estaria disponível no cenário.

Nos gráficos, a Squaresoft usou e abusou do hardware do PSX fazendo com que o game fique acima de tudo o que tinha de melhor para o pequeno console da Sony. Usando de cores opacas, e com uma câmera que auxilia a magnitude da beleza de Léa Monde, Vagrant Story sem duvidas tem os melhores polígonos já construídos na era 32 bits, muito claro devido a época de seu lançamento em 2000 estavamos iniciando a geração 128 bits, mas Vagrant Story mostrava que ainda sim poderíamos ficar impressionados com um games desenvolvido para a geração dos cd´s.

Tudo estava aqui, o game tem gráficos de ponta, sistema de customização único, personagens carismáticos,som um show a parte, as musicas caiam perfeitamente no clima dos cenários e davam o clima épico necessário, calabouços bem construídos, um ótimo enredo e atmosfera incrível. Mas mesmo tendo um projeto caro e ambicioso desses, com inúmeras notas perfeitas ao longo do planeta e criticas favoráveis. O que deu de errado que Vagrant Story não alcançou nem um milhão de copias vendidas no mundo todo.

O ano de lançamento do game de Asheley foi marcado por muitas novidades com o sucessor de seu console, mas talvez esse não foi o único erro de Vagrant Story, o game pecava por não levar em conta jogadores novatos com pouca experiência em adventures ou Jrpg´s, a customização pode ter afugentado muitos jogadores por parecer complexa demais, o sistema de batalha exige conhecimento com games com danos por pontos e armas necessárias para o momento, e isso era pouco explicado no mesmo, sendo com que alguns jogadores desistisse logo nas primeiras horas. E os próprios cenários um de seus pontos mais altos também pode ter sido um erro, Vagrant story passa a maioria do tempo em ruínas e cavernas, sem uma variação necessária para novos jogadores, o game apostou nos fãs da empresa que eram aficionados por qualquer projeto desenvolvido.

Um game que marcou época, está nas lista de as maiores produções de todos os tempos, com um belo 40/40 na famitsu, e notas altíssimas em outras revistas especializadas, Vagrant story vai te levar a descobrir o que aconteceu de fato a família de Asheley Riot, fará com que você duvide da verdade, te obrigará a ter mais atenção ao mínimos detalhes no cenário, será uma experiência fabulosa, única e para sempre eternizada na memoria daqueles que um dia ousaram encarar os poderes pisiquicos de Sidney em valendia.

Nota: 9,5/10

Abertura original do game

Principais personagens da trama


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5 pensamentos sobre “[Epoch -The time machine] Vagrant Story

  1. Bom jogo, mas demorei 3 anos para começar a gostar depois de começar umas 4 vezes. O chato de vagrant é que você precisa dar um grind enorme para melhorar armas, se não você fica causando 1 de dano em todos inimigos.

  2. Mas o intuito de Vagrant Story é isso mesmo, forçar o jogador a utilizar a customização que ele tinha de melhor na epoca.

    Depois que pega o jeito é muito divertido e simples modificar,mixar e ajustar armas no game.

  3. É com certeza um dos melhores jogos do PSone.
    Demora um pouco para pegar o jeito, especialmente nas “mix” de armas e outros itens. Mas depois, vc vai curtir muito com seu enredo maravilhoso e belos cenários (excelente pra época)
    nota 10 em tudo

  4. Pingback: [Tomio's Review] Bravely Default: Flying Fairy « Jogador Pensante

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