[Tomio’s Review] Uncharted: Golden Abyss

Nome: Uncharted: Golden Abyss
Produtora: Bend Studios
Gênero: Ação, Aventura
Plataforma(s): Playstation Vita

Mini Drake

Uncharted: Golden Abyss é o mais novo título de uma das séries mais famosas da geração, além de ser um dos títulos de estréia do novo portátil da Sony, Playstation Vita.

Beleza de bolso

Golden Abyss, por não fazer parte da série principal, não apenas é isento de numeração, como também foi produzido por outra produtora: a Bend Studios, da série Syphon Filter. O estudio fez um excelente trabalho, apresentando um jogo com beleza gráfica comparável a seu irmão mais velho, Uncharted 2. Os detalhes de expressões facias, efeitos e movimentação típicos da série também foram mantidos e muito bem utilizados. Nesse quesito, fica como porém a falta de variedade artística, já que o jogo se passa praticamente em dois tipos de cenários durante toda aventura. Lindas, porém repetitivas localidades.

As músicas do jogo fazem bem a sua parte, tal como os efeitos sonoros, som ambiente e o trabalho impecável de dublagem. O destaque positivo fica para as músicas com coral, que dão bastante ênfase ao clima dos templos, e o negativo para o fato do jogo reaproveitar algumas composições de seus antecessores.

Papo furado

Golden Abyss não especifica sua posição cronológica na série (até porque é um spin-off) e tampouco apresenta personagens conhecidos além do protagonista Nathan Drake e seu fiel companheiro Sullivan.

O título, para uma série que sempre deu ênfase em enredo, falha nesse aspecto, com a falta de importância dos personagens e suas motivações, diálogos sem muita profundidade e o clima morno da história por falta de reviravoltas marcantes, resultando em uma trama que só serve de desculpa para as situações épicas e para o gameplay (um excelente gameplay, diga-se de passagem), no final das contas.

Engordurando a tela de alegria

Golden Abyss conta com mais uma aventura de Drake cheia de ação, quebra-cabeças e escaladas.

O maior destaque do jogo fica por conta da utilização de recursos do Vita: as telas de toque e os diversos sensores, alguns opcionais e outros obrigatórios. Drake pode, por exemplo, realizar escaladas de forma bem mais rápida e dinâmica apenas arrastando o dedo pelo percurso desejado ao invés de apertar botões a cada pulo. Tirando os recursos opcionais de toque traseiro, que mais atrapalham por sempre ter algum dedo encostado, todo o resto dos controles foram muito bem aplicados, fluindo natural e intuitivamente.

A ação no jogo está em um balanceamento excelente, com inimigos aparecendo na hora certa e na quantidade certa, não deixando o jogo monótono, tampouco persistente em uma atividade só. As batalhas possuem o básico de todo jogo de ação, como cover, ação furtiva e corpo-a-corpo, uso de granadas e rifles de franco-atirador. O destaque fica por conta do realismo da mira, onde Drake está sempre tremendo levemente, e todo impacto causado pela arma ou por algum tiro tomado faz sua concentração em um alvo diminuir. Os pontos negativos ficam com o sistema de cover, que dá prioridade em colar na parede mesmo depois que o jogador desfez a ação e está tentando rolar, obrigando Drake a sair de onde está andando e se tornar alvo fácil para os bandidos. Outro ponto a desejar fica com a inteligência artificial inimiga, que não é das melhores no quesito estratégia e uso de cover.

Os quebra-cabeças nesse jogo estão em grande número, e grande parte deles utilizam a tela de toque. O título oferece desde os mais básicos de montar peças, como colar um mapa picado, por exemplo, a mais complexos que necessitam de raciocínio e exploração do ambiente. Felizmente (ou infelizmente) o jogo dá dicas através de diálogos dos personagens para os mais cabulosos.

Os grandes destaques de Golden Abyss ficam por conta do balanceamento e variação de conteúdo e situação, tal como o level design. O jogo conta não apenas conta com tesouros escondidos, como também possui áreas opcionais inteiramente escondidas, algumas por caminhos difíceis de ver, outras literalmente com uma parede de bambu ou pano, que podem ser derrubadas com o uso de um facão, um dos recursos inéditos do jogo.

Orgulho da arqueologia

Golden Abyss dura cerca de 9 horas, e, ao contrário de Uncharted 2 e Uncharted 3, infelizmente não possui um modo multiplayer. Em compensação, o título presenteia seus jogadores com um excelente sistema de tesouros.

O jogo praticamente recompensa o jogador por qualquer ação tomada, desde explorar áreas por tesouros e monumentos até na hora das batalhas, já que os inimigos derrotados podem derrubar seus valiosos pertences.

O sistema de tesouros de Golden Abyss lembra bastante os Riddler Challenges da série Batman Arkham em questão de variedade de atividades. Além de coletar tesouros diretamente dos locais e de inimigos, o jogador pode explorar paredes com escritas anciãs, usar a tela de toque para copiar esse desenho e guardar no caderno de anotações de Drake. É possível também encontrar objetos sujos de pessoas histórias, necessitando polir as mesmas para saber do que se trata. E não para por aí, já que, além disso, Drake pode utilizar uma câmera fotográfica e tirar fotos de locais específicos para suas anotações.

O interessante dos tesouros é que muitos deles estão integrados diretamente com o enredo, e mais interessante ainda, é que até os opcionais têm sua importância, já que cada um deles possui uma breve sinopse do que se trata e um comentário de Drake toda vez que o jogador vai ao menu apreciar suas conquistas arqueológicas.

O barranco amarelo

Uncharted: Golden Abyss é um grande título, com boas adições, ótima interface, gameplay sólido e variado, bom uso de recursos do Vita e extras muito bem aplicados. Possui seus defeitos típicos da série e um enredo fraco comparado aos seus antecessores, mas isso não o faz perder seu brilho e ter menos importância para a estréia do portátil da Sony.

Nota: 9,5

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7 pensamentos sobre “[Tomio’s Review] Uncharted: Golden Abyss

  1. Pingback: [Tomio's Review] Uncharted 3: Drake’s Deception « Jogador Pensante

  2. Cara, Tomio com PSVita ja! *___*
    Pelo review o jogo pareceu melhor do q eu esperava, e essa ‘valorização’ dos tesouros encontrados era uma coisa tão legal em uncharted DF (onde vc ganhava pontos pra comprar skins, armas, videos, artworks, etc depois de zerar), podiam trazer essa formula de volta.

    Ja frequentava aqui assiduamente, agora mais ainda com os reviews adiantados dos jogos do Vita.
    Pegou com quais jogos, Tomio?

    • O sistema de pontuação interna voltou, mas não tem números, só as medalhas que pipocam na tela…mais simbólico mesmo.

      Atualmente tô com o UC e com Dark Quest porque tem um ar de Gauntled XD. E tô pensando em pegar Lord of Apocalypse, mas aqueles gráficos de PSP tão ruins de me convencer (mas vai que é um NieR da vida?XD). Queria Gravity Daze, mas só fevereiro…=/ e ano que vem até junho pelo menos vou ter pouco tempo pra jogar, e menos ainda pra reviewar, então é tenso. XS

      Ah, review do Vita nem rola. Já tá cheio de Hands-on do aparelho por ae, não faz diferença….só de que eu tenho em casa e os outros testaram em estande, de resto é o mesmo produto XP.

  3. Pingback: [Jogo do ano] 2012 « Jogador Pensante

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