[Rodrigo’s Review] Call of Duty Modern Warfare 3

Nome: Call of Duty: Modern warfare 3
Gênero: FPS

Distribuidora: Activision Produtora: Infnity ward/Sledgehammer
Plataforma(s): Playstation 3, Xbox 360, PC, Nintendo Wii

Versão analisada: Playstation 3

770 Milhões de dólares em sua semana de lançamento; 9,3 milhões de jogos vendidos; 3.3 milhões de jogadores online no mesmo dia; Call of Duty: Modern Warfare 3: um fenômeno. Mas tudo isso se equivale à qualidade do game, uma máquina de fazer dinheiro? Sua qualidade se equipara a esses números expressivos, de fazer qualquer filme de Harry potter morrer de inveja?

Analisar COD: MW 3 é uma tarefa, a princípio, simples. O game é continuação da série mais vendida na história dos video games, e analisar MW 3 sem ao menos mencionar a franquia como um todo é quase impossível, devido a dimensão que ela alcança. A série Call of Duty surgiu em 2003, criada inicialmente para ser o mais próximo da realidade das guerras. A produtora Infinity ward jamais poderia imaginar que em 2011 a série chegaria a ser tão importante no mercado. Mas analisar uma série anual não é fácil como parece, pois tive que levar muita coisa em conta, como a evolução da mesma engine, a troca de produtores e o fim de um trilogia dentro da franquia, por exemplo. Modern Warfare 3 fez jus à série e manteve o gás, porém não arriscaram o suficiente para que os fãs mais exigentes acreditassem que Call of Duty pode sim ainda ser referência em FPS.

Inicialmente, você se sentirá confortável em encontrar os mesmos controles dos games anteriores. A jogabilidade da série CoD é intuitiva e MW 3 não poderia ser diferente: manteve muito bem a força que o game tem em seu gameplay, com controles que são de fácil aprendizagem. Sendo assim,  quem ainda não é adepto da franquia, mas joga coisas do gênero, vai se sentir em casa. Mas os problemas começam aí: CoD tem uma jogabilidade ultrapassada e simplória para hoje em dia – a auto-aim chega a ser irritante a todo momento, por exemplo. Basta ativar o zoom do armamento que o foco vai direto no inimigo, não exige sequer que o jogador controle a arma com perícia, apenas leves toques e ativar o botão de tiro, mesmo em níveis mais altos de dificuldade. Isso facilita (e muito) o jogo.

As armas, apesar de inúmeras, não têm sequer danos diferentes entre o mesmo grupo. Armas automáticas todas vão ter o mesmo dano,  a diferença é imperceptível. Não importa se estiver com a AR-15 ou AK-47: tudo continua igual e a mira não vai te atrapalhar pelos solavancos de uma ou outra novamente pelo auto-aim existente. No fim, a escolha da arma para usar não vai interferir muito na jogabilidade, pela igualdade entre elas. É um erro, afinal o mercado de games de guerra é rico e cheio de jogos que fazem isso com maior precisão e qualidade. Deixar a escolha da arma como uma simples troca de roupagem demonstra a falta de atenção a pequenos detalhes. Existem  grupos com diferença de poder de dano: um tiro de RPG é muito maior que uma pistola, mas mesmo assim ainda é pouco se pensarmos que em 2011 com tantas experiências em jogos de guerra ainda existam coisas assim.

MW 3 manteve tudo  o que você já encontrou em qualquer jogo da serie MW, como as explosões e os tiroteios. Tudo é envolvente, o trabalho da Infinity Ward ao lado de Sledghemer foi magnífico. A arte cinematográfica que todos gostam na série continua quase impecável – você vai delirar com a fase do avião em queda (mas provavelmente vai achar desnecessária e ridícula a parte que controla um robô-tanque). Os cenários são bem construídos, te levando direito para o tiroteio, sem enrolação. O terceiro game da franquia foi construído para ser um espetáculo cinematográfico: você realmente vai sentir que muitas partes mereciam estar em inúmeros filmes de Hollywood, pois é tiro para todos os lados. Porém, há momentos frustrantes durante a jornada, com cenários minúsculos e com uma mudança de direção  quase imperceptível.

Um dos problemas mais questionados em CoD é essa linearidade exagerada. Será que o sacrifício do gameplay para o espetáculo vale a pena? A historia continua confusa e irrelevante, não há sequer uma parte que seja de interesse aos jogadores. Em CoD o que realmente importa são as constantes da guerra, porém conseguiram fechar bem a trilogia. As partes finais do game são ótimas e elevam muito a experiência do tiroteio, mas a campanha continua curtíssima. Em níveis mais fáceis, você levará cerca de 6 horas para terminá-lo.

Claro que o sucesso monstruoso de Call of duty não se dá somente ao seu single player. Foi no multplayer que a série cresceu e tornou-se o que é hoje. Em MW 3 tudo é como em seus anteriores,  seu sistema de nivelamento de combate continua sendo muito bem elaborado. Todos os dezesseis novos mapas são divertidos de jogar e com uma enorme quantidade de novos desafios para completar. As recompensas constantemente fazem o jogador procurar jogar mais e mais, pois aparecem a qualquer momento, aumentando seu nível de perícia. Não importa se jogará um pequena partida de minutos ou ficará enroscado por horas, o mulplayer é viciante e vai trazer satisfação sempre.

Call of duty acontece realmente no multplayer, pois tudo foi balanceado e projetado para dar uma experiência agradável e viciante. Novos modos de jogo foram adicionados, e os já existentes mantidos. Ainda existem problemas, mas as melhorias foram significativas e importantes para manter seus jogadores mais exigentes e agradar novos adeptos.

O modo Spec Ops Volt é mais como um passatempo com várias missões do que um modo obrigatório. Por exemplo, você será encarregado de desarmar armas químicas ou atacar silenciosamente um grande número de inimigos. Além disso, há um modo de sobrevivência, onde dois jogadores tentam sobreviver contra ondas intermináveis de inimigos cada vez mais difíceis. Nada original (bem batido por sinal), mas é um tipo de jogo que funciona bem em Call of Duty, e pode ser jogado várias e várias vezes se você se preocupa em chegar ao topo das tabelas classificatórias.

Uma novidade bastante interessante é o modo Call of Elite Duty. Elite é um serviço que funciona como assinatura e é pago, algo similar ao Halo Waypoint da Bungie. Ele manterá todos os seus status organizados e você vai conseguir planejar melhor a sua campanha no multi, com estatísticas interessantes de erros e acertos do jogador, como o seu  kill/death ratio, etc. Você pode sempre verificar seu desempenho em jogos passados, ver exatamente onde você estava morto e o que o matou. Vai conseguir também simplesmente olhar para imagens de mapas com todas as informações, tais como aonde são os pontos que resnascem os jogadores nos vários modos multiplayer. Sendo assim, o jogador será mais capaz de pensar sobre as estratégias e planejamento. Elite é um serviço útil e funcional, os grandes fãs da franquia vão querer assinar.

Mesmo sendo uma franquia riquíssima, Call of duty MW3 falha miseravelmente em seu single player, com uma campanha simples e sem muito significado, com pequenos momentos que realmente foram emocionantes. O desafio continua nulo e os gráficos desafados para padrões atuais – há momentos em que você não acredita que está jogando um game de 2011. Porém, a franquia se mantém firme e constante no multiplayer, o que faz valer a compra do game. Seus novos modos, maior balanceamento entre os jogadores, o Elite e muitos mapas, fazem Call of duty Modern Warfare 3 ser um experiência obrigatoria em jogos online, lembrando que existem já DLCs sendo produzidas para novas partidas online.

COD MW 3 não consegue se distanciar dos erros de seus anteriores, que estão cada vez mais evidentes, porém também manteve tudo o que era muito bom na franquia e turbinou para mais um ano de tiroteios frenéticos. A franquia chegou em seu auge, mas infelizmente este auge nao condiz com todo o potencial da marca. Call of Duty poderia ser muito maior e mais ambicioso do que é, mas infelizmente a dona de seus direitos não pensa no potencial que a franquia tem. Vale a jogatina online, mas o Single player está cada vez mais dispensável.

Nota: 7,0/10

Obs: Amigos esse foi meu primeiro review postado no Blog, é importantíssimo a opinião de todos para futuras melhorias. Agradeço mesmo pela atenção

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5 pensamentos sobre “[Rodrigo’s Review] Call of Duty Modern Warfare 3

  1. Belo review. Eu gostei da sua forma de avaliar através de experiência e gameplay. Fica bem diferenciado do “arroz-com-feijão” das análises por tópicos (gráficos, som, etc).

    Sobre o jogo…eu ainda não me sinto atraído por ele. Pra falar a verdade, por FPS nenhum…talvez por ter coisa melhor pra jogar?XD

  2. Obrigado Tomio, eu realmente foquei nesse estilo de analise, fugindo do comum, com o tempo eu melhoro as minhas analises.

    Sobre os FPS existem muitos que são otimos, mas os famosos Shooter estão cada vez mais passaveis

  3. Nem curto a série, mas sempre acabo jogando mais cedo ou mais tarde (pegando numa troca) so pra finalizar a campanha, geralmente num fim de semana. Entao em algum momento de 2012 vou acabar jogando esse ai tb.
    E gostei do review, parabens (raramente leio reviews de jogos q nao me interessam, mas abri essa excessão/).

  4. Muito obrigado Vilela, a ideia é escrever um review que explique mesmo duvidas que o pessoal tenha para comprar o jogo em questão tentar auxiliar os gamers na hora da decisão.

    O game pela campanha cada vez vale menos a pena, mas se jogou os outros 2 tem que jogar o fim da trilogia neh…

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