[Tomio’s Review] Ni no Kuni: Wrath of the White Witch

1Nome: Ni no Kuni: Wrath of the White Witch
Gênero: JRPG
Produtora: Level 5
Plataforma(s): Playstation 3, Nintendo DS
Versão analisada: Playstation 3, japonesa

O “Dragon Quest” de luxo

Ni no Kuni: Wrath of the White Witch é o resultado da parceria entre a Level 5, de Dragon Quest IX (DS) e Rogue Galaxy (PS2) com o estúdio Ghibli, que fez animações como “A Viagem de Chihiro” e “Princesa Mononoke”. O título foi lançado primeiramente para o portátil da Nintendo, o Nintendo DS, e depois refeito para Playstation 3.

A fantasia mais fantástica

Ni no Kuni certamente possui um dos trabalhos artísticos nos games mais impressionantes dos ultimos tempos, ao menos se tratando dos japoneses. O jogo apresenta um claro cuidado e empenho dos produtores com os mínimos detalhes. No jogo, é possivel encontrar as mais variadas paisagens e climas, ambientes com detalhes que têm vida ou se movem com o vento e personagens que se comportam de acordo com o local e situação, como quando começam a tremer de frio no meio da exploração por estarem em trajes inadequados em um local cheio de neve. Isso tudo é apenas uma parcela do show de imersão apresentado pelo título da Level 5.

Em aspectos técnicos o jogo também não se sai mal, apresentando um cel-shaded, efeitos e movimentação que fazem o jogador pensar que está jogando um legítimo anime da Ghibli. Infelizmente o jogo não se mantém nessa qualidade o tempo todo, apresentando alguns cenários pobres vez ou outra, a nível não muito longe de remasterizações HD de jogos da geração passada. Em termos de CGs não há onde botar defeito, pois são simplesmente as animações da Ghibli em uma quantidade considerável ao decorrer da trama.

A parte sonora é outro show a parte, com trilha completamente orquestrada e bem característica do estúdio de animação. Um ponto interessante é que algumas faixas lembram também a trilha de “O Estranho Mundo de Jack”, de Tim Burton com a Disney. Os efeitos sonoros também são bem competentes, e o som ambiente é extremamente bem utilizado, que, combinado com os cenários, criam a atmosfera perfeita para o jogador se sentir dentro daquele fantástico mundo em uma sensação não muito diferente da magia transmitida pelos filmes Ghibli em geral. O único aspecto negativo fica por conta da música de batalha, que ainda é boa, mas um tanto repetitiva depois de um tempo.

O jogo aposta não apenas em técnica e arte, como em cultura também. É possivel encontrar no jogo algumas referências e características da realidade, como a representação de uma cidade americana dos anos 60 e forte utilização de “Manzai”, que é a arte humorística japonesa.

Para adultos e crianças

Ni no Kuni apresenta uma atmosfera com forte ênfase em aventura e sentimentos puros, um trabalho dedicado para toda a família, outro aspecto do estúdio Ghibli. Mas isso não significa que a história é pobre ou boba, pois ela é repleta de reviravoltas, inúmeros momentos de lições e reflexões, muitos jogos de palavras e uma narrativa digna de longa metragem, resultando em um emocionante e excelente material para a criançada absorver e os mais velhos apreciarem. Infelizmente o rítmo cai um pouco na reta final, parecendo ficar um tanto corrido, além do final simples, para não dizer mal detalhado.

Os personagens contam com um excelente trabalho de dublagem dos japoneses e são em geral bem marcantes, sendo fáceis de serem lembrados em pouco tempo. O destaque do elenco vai para o protagonista Oliver, que passa por um amadurecimento tão sutil que quando o jogador menos percebe, está acompanhando o garoto bem mudado – para melhor, é claro. Apesar da boa dublagem, o jogo sofre do fato das cenas dubladas serem raras, chegando ao ponto de algumas cenas principais mudarem repentinamente para apenas texto sem nenhuma lógica.

A passos largos

Ni no Kuni possui uma interface bastante amigável, oferecendo diversos mapas, dicas, indicadores e medidores para o jogador não só evitar se perder, como também para sobrar mais tempo pra fazer diversas atividades ao invés de gastar procurando por elas, ou até mesmo evitar ir ao objetivo sem querer e arruinar seu ritmo de jogo. A produtora não mediu esforços para deixar seu produto agradável, e o resultado é um jogo bastante dinâmico e um dos títulos do gênero com o melhor ritmo de progressão dos últimos anos – o jogo é uma verdadeira caixinha de surpresas que está sempre disposta a surpreender o jogador, seja pelo seu leque extenso de atividades, seja por introduzir recursos e mais recursos mesmo quando se supõe que não há mais o que melhorar, seja pela excelente sensação de interação e exploração.

A principal atividade do jogo é, basicamente, usar magias. Além do uso básico de magias em ataque e cura, Oliver, o protagonista, usa os inúmeros feitiços disponíveis para ir resolvendo os problemas de outras pessoas ou quebra-cabeças para prosseguir, como fazer uma ponte destruída voltar no tempo para ficar usável, usar a magia de fogo para derreter o gelo no caminho, e até mesmo a magia de cura para tratar crianças machucadas. Com esse aspecto há a única parte em que a interface do jogo incomoda um pouco, que é quando o jogador só pode fazer alguma ação depois que faz um breve evento-dica começar antes, não importando se quem joga já sabe ou se já tem o que precisa em mãos. Mas nada que prejudique o andamento geral, já que na maioria das vezes não passa de ter que apenas interagir/conversar com o alvo para iniciar o evento em questão.

As dungeons do jogo são um dos destaques de Ni no Kuni. Além de bem variadas se tratando de ambientação, todas elas possuem desafios diferenciados, seja com puzzles, minigames, labirintos complexos ou armadilhas nos terrenos, além dos óbvios inimigos que perambulam e baús escondidos. Repetição e enjôo certamente não são palavras que alguem vai encontrar no dicionário de quem joga a mais nova obra da Level 5.

As batalhas do jogo, diferente das aparências, são bem complexas e com dificuldade bastante elevada, principalmente a partir da metade do jogo. Ni no Kuni é basicamente em turnos com movimentação livre dentro de uma arena, podendo esquivar de alguns ataques, com outros do grupo controlados pela inteligência artificial. Além de utilizar os personagens humanos, é possível usar os Imajinns, uma espécie de “Pokémon” do jogo. Há inúmeras espécies de Imajinns, além de uma espécie de horóscopo, que influenciam no potencial do monstro com o usuário e no dano desferido ao inimigo. Os Imajinns, capturados em batalhas ou prêmios de eventos, podem ser evoluídos para versões mais poderosas, com direito ao jogador escolher entre diferentes resultados na hora da evolução final. Com a possibilidade de carregar até 3 Imajinns por personagem, mas só usar um de cada vez, o jogo, com sua alta dificuldade, vai fazer o jogador montar bem seu time e suas estratégias, porque, além de cada Imajinn ter um tempo limitado de utilização, todos eles compartilham do mesmo HP e MP do respectivo mestre. Recrutar o máximo de imajinns, mudar a escalação de acordo com o local e situação e tomar o controle de outros humanos da party para usar suas habilidades e imajinns são a chave para prosseguir, ou ao menos não morrer tão facilmente. O único ponto que incomoda um pouco fica na hora de trocar de líder, já que é impossível ir direto para um Imajinn, é preciso primeiro selecionar o humano, e só depois o monstrinho em questão, um tanto burocrático, e faz diferença em lutas decisivas com timings cronometrados.

O jogo também tem uma pitada da série Monster Rancher e dá ao jogador a possibilidade de aumentar os atributos e a afeição de um imajinn alimentando o mesmo. O mais interessante desse sistema, é que quanto maior a afeição do bicho, maiores as chances dele defender ataques dos inimigos automaticamente, por ter uma forte vontade de proteger seu mestre.

O grupo pode ser configurado para agir durante diferentes situações, como lutar sem ligar para MP, lutar dando cobertura ao líder ou lutar com prioridade em cura. Além disso existem os shifts, que servem como ordens de última hora para toda a party entrar na total defensiva ou ofensiva, esse último um ótimo recurso tático contra chefões. Apesar de maleável, o sistema não é completo, tampouco perfeito. A IA leva excessivamente ao pé da letra algumas configurações, como por exemplo um personagem configurado para dar prioridade em cura simplesmente ficar só pronto para curar, mesmo quando o grupo está longe do perigo. A falta de uma configuração para o computador usar itens também pesa em partes mais avançadas de jogo. Pra completar, todas as configurações táticas disponíveis simplesmente não podem ser alteradas fora das batalhas, sendo preciso estar lutando e no controle de um líder para tal. Não apenas as configurações como também as habilidades de cura de outros personagens que não sejam o Oliver não podem ser usadas fora das batalhas, o que deixa o jogo desnecessariamente mais difícil.

A navegação do jogo é feita através do clássico world map. O melhor de Ni no Kuni é a ótima sensação de liberdade, pois o mesmo está sempre “largando” o jogador nos imensos continentes para explorar por extras antes do objetivo, além de muito raramente limitar o caminho a ser percorrido. Pelo contrário, o jogo algumas vezes dá inúmeros objetivos, e deixa a ordem para concluí-los nas mãos do jogador. Além disso, o jogo oferece inúmeros meios de fast-travel, seja por meios de transportes ou magias, deixando o título ainda menos cansativo do que ele já não é.

Expandindo sem parar

Ni no Kuni dura cerca de 40 a 45 horas apenas na campanha principal, tudo dependendo de como o jogador dominou seus Imajinns e outros diversos recursos.

Além do percurso obrigatório, há muitas atividades opcionais esperando pelo jogador, como um cassino, um campeonato ao melhor estilo “Liga Pokémon”, tesouros espalhados pelo mundo a la “Hot and Cold” de Final Fantasy IX (PS1), cavernas e florestas escondidas no world map que guardam baús e índios, elementos enigmáticos como pedras e monumentos que só são explicados bem mais adiante, mais de 300 imajinns para colecionar, um sistema de alquimia que serve para criar melhores equipamentos, itens e comida, e side quests, dezenas e dezenas de side-quests, que são tão variadas em conteúdo que é impossível resumir do que se tratam elas. O mais interessante disso tudo é que a maioria das atividades extras dão recompensas valiosas, com destaque ao sistema de side-quests: a cada quest concluída, o jogador ganha pontos, que podem ser trocados por recursos, como habilidade de correr mais rápido, ganhar mais experiência em batalhas e maiores chances dos inimigos derrubarem itens raros.

Outra dimensão

Ni no Kuni: Wrath of the White Witch é a prova de que o gênero ainda pode evoluir sem se descaracterizar, e de que os japoneses ainda são capazes de produzir excelentes títulos de grande escala, bastando apenas boa vontade. Um título riquíssimo em conteúdo jogável, didático e até mesmo literário, emocionando e prendendo quem joga e quem vê do começo ao fim.

Nota: 9,5

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28 pensamentos sobre “[Tomio’s Review] Ni no Kuni: Wrath of the White Witch

  1. Finalmente o review chegou! hehe

    Adorei, me tirou varias duvidas e revelou varias curiosidades.
    Seria tao bom se mantivessem o audio original e acrescentassem so a legendas ao trazer pro lado de ca. Mas provavelmente vai virar tudo english… e vai demorar ainda mais por isso.

    E essa variedade de coisas pra fazer me animou muito, nao sei se ando trabalhando demais, so sei q atualmente qualquer jogo q fica de muito bla bla bla e repetição eu caio no sono (serio) rs
    Mas boto esse ai!

    • Valeu, Vilela!

      Eu tenho dúvidas de como vão localizar o “Manzai” e toda a característica regional do jogo. Dependendo vai mudar MUITO a atmosfera. É esperar que não mudem pra pior.

      Sobre o jogo, sem dúvidas é um dos melhores dos últimos anos. Come a maioria dos JPRGs de PS2, inclusive. Pacing perfeito também, é o primeiro jogo que consigo fazer todas as side-quests possíveis antes de zerar.

  2. Muito bem escrito, o review.

    Que bom que é um jogo com enredo desenvolvido e design cheio de esmero. Mais uma grande obra de arte para compor o rol de jogos eletrônicos que extravasam, e muito, o simplório limite de regras desprovida de moral e criticismo.

    Que esta “mutação evolutiva” (erroneamente considerada câncer por alguns imbecis) prospere!!!

    Agora, só me resta aguardar lançarem no ocidente pra eu poder conferir se você tem razão! kkkkkkkk Com certeza, ao menos a opinião de este é um jogão, ambos teremos.

  3. Tomio excelente review, que trabalho excepcional serio um dos melhores reviews que ja li, me deixou muito pressionado a jogar este game que tem uma direção artistica que me deixa perplexo, desde Okami eu nao via um trabalho tão singular assim, se diferenciar no meio da multidão esse game faz isso com maestria.

    espero joga-lo logo

  4. Não sei não, Tomio. Eu espero de NnK uma mistura de Final Fantasy, Dragon Quest e Wild ARMs de forma tão grandiosa que (talvez eu queime minha lingua), parece ser o Ultimate JRPG! UHAEUHAUEHUAHEUHAE

      • Quando você disse ter que usar magias pra fazer coisas fora do campo de batalha me veio o Tools de WA na cabeça. E tesouros espalhados no World map é tradição de WA. XP

      • Hum…é verdade, lembra mesmo XD. Mas acho que ainda é um pouco distante dos elementos de WA. O sistema de magias é muito mais unificado, dá a sensação de multi-uso e interatividade mesmo, ao conrário das Tools que são…tools…em WA dá mais sensação de gadget de Zelda. Quanto aos tesouros do world map, acho que também é mais próximo de HaC de FFIX, porque o sistema de NNk é menos cansativo e mais objetivo, graças as trocentas formas de fast-travel que o jogo tem.

  5. Caramba, que review animador!
    Eu estava seguindo as notícias do NNK com certo ânimo, mas com um puta receio por ser um jogo da Level 5 (decepção após jogar o Shitty Knight Chronicles, que comprei e tive nojo após dois dias de jogo, e com o resto dos games da produtora)

    Virou compra certa agora.

    • Já jogou o WKC2, Krod? Esse sim é bom. Inclusive tenho review do 2 aqui no blog XD.

      E finalmente achei alguém não-fanboy de Level-5 além de mim. Tava começando a achar que o problema era comigo de achar os títulos em geral dessa produtora bem meia boca. XP

      • Vixe, o WKC 2 mesmo com um sistema de batalha melhorada, acho que eu não aguentaria por causa da história, além disso, depois de Tornelixo, Neptunia e aquele troço bizarro do Trinity Zill’o, minha obsessão de “ter todos rpgs de ps3” morreu.

        Assim, minha opinião da Level 5 em relação aos títulos que eu joguei, é que eles são todos jrpgs tradicionais maqueados com ou uma histórinha ou arte interessante (Jeanne D’arc) que dão esse aspecto de grande produção (tu bate o olho e sabe que é da Level 5).
        Os games são meia boca, mas o ponto chave é terem um appeal para o público que parte dos outros jrpgs parecem ter perdido.

        Porém, pra mim indepente desse appeal todo, os games após umas 5-10 horas se revelam chatos demais e todos tem um gameplay repetitivo. Até agora pelo menos, espero que o NNK seja diferente.

      • Então, em WKC2 a história só é ruim mesmo na parte que ele ainda é do 1, na segunda parte o enredo melhora MUITO mesmo (apesar de continuar com o selo “enredo Level 5” de qualidade, se é que me entende XD).

        Tornelixo você diz o Ar Tonelico Qoga? Se for, eu gostei bastante do universo e do conteúdo geral XD.

        Putz, e você resumiu EXATAMENTE minha sensação ao pegar um jogo da L5. Jeanne D’arc é o exemplo perfeito de “jogo meia-boca maquiado que enjoa em poucas horas”. Mesma coisa de Rogue Galaxy, que é um tech demo vazio e enredo sofrível, ou Dragon Quest IX, que foi todo voltado pra online/coop e por conta disso tem um conteúdo repetitivo e supérfluo.

  6. Pingback: [Tomio's Review] E.X. Troopers « Jogador Pensante

  7. Terminei a versão americana a 2 dias.No geral,achei o jogo bem Level-5. Enredo beeeeem mediano contado por boas cutscenes,dublagem excelente,final péssimo,sistema de batalha meio reba/enjoativo, trilha sonora excelente,boa variedade de inimigos,bastante fetch quests chatas. Tive uma experiencia parecida com Dark Clouds e Rogue Galaxy.

    Não sei se jogaria de novo,ou mesmo se vou ter coragem de platinar. 😡

    Acho que vou voltar pros Ateliers/Tales of da vida mesmo.

    • Já eu achei o contrário, achei bem distante do nível “Level 5” de qualidade. Tá certo que tem os seus sistemas de sempre, mas achei ele o mais bem implementado da empresa.

  8. Quando disse Dark Clouds,quis dizer o Dark Cloud 1 e 2.

    No geral achei a forma como os personagens bem rasos,e as dungeons curtas demais,também.

    Gostei da arte da Ghibli e do Wizard’s Compendium,no entanto.

  9. Não sei porque,mas tenho impressão que quase todo jogo da Level 5 é assim. Os resources são excelentes,mas a história é tão mediana e a campanha principal é tão simplórias ,que o resultado sai muito inferior ao que poderia ter sido.

    Além dos jogos terem um esqueleto parecido.Quando tive que juntar os pedaços da Morning Star,tive impressão que estava jogando Dragon Quest VIII/IX,ou mesmo Rogue Galaxy(no momento que vc vai forjar a espada colorida lá). Dá pra incluir o Alchemy pot dentro desse esqueleto ”Level-5” também(maioria dos RPGs dela tem)

    Ending me decepcionou horrores 😡

    • A minha visão da L5 é de uma empresa que maqueia jogos muitíssimo meia-bocas com tecnologia pra vender. Foi assim com Rogue Galaxy, Dragon Quest IX, White Knight Chronicles 1, Jeanne Dark. Os únicos que eu realmente aprovo deles são WKC2 e Ni no Kuni, porque dá pra ver que realmente se empenharam.

      E eu nem achei o final tão ruim assim…na verdade achei que fechou bem, não deixou furos, nem deixou com uma sensação de felicidade exagerado. A emoção que teve que ser passada, foi feita muito bem ao longo do jogo.

      Falar de enredo ruim, tem que falar de Rogue Galaxy, que aliás, aquilo não existe em história e personagens…XD

      • Rogue Galaxy foi triste mesmo.Sistema de batalha daquilo simplesmente me enjoou em menos de 10 horas de jogo.

        Confesso que gostei bastante dos mapas do jogo,possui uma boa variedade de armas/itens/inimigos,trilha sonora boa,mas a história é tão brochante….que os fatores ruins superam os bons.

  10. Pingback: Top 10 – Melhores JRPGs para Playstation 3 | Player 2

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