[Fran’s Review] Gears of War 3

“What have we got left now?”

Gears of War é uma série de tiro em Terceira pessoa que foi lançada no começo dessa geração, em novembro de 2006. O modo em que o estilo de jogo foi aplicado, utilizando parte da tecnologia da época, acabou por ser um marco e um ícone que serviu de exemplo para outros jogos do mesmo estilo que vieram posteriormente. Gears of War 3 é o desfecho da série, e foi lançado em setembro de 2011.

ENREDO

Seus acontecimentos ocorrem no planeta Sera, que é populada por humanos, e entrou em guerra com a raça subterrânea, os Locust, que subiram para a superfície em busca de uma nova moradia, já que seu lar estava sendo infectado pelo parasita chamado Imulsion. Grande parte dos Locust ficaram fortemente expostos ao Imulsion e acabaram entrando em mutação e se transformando em Lambent, uma forma evoluída dos Locust.

A guerra teve início após um experimento do personagem Adam Fenix, que foi dado como morto após um ataque dos Locust ao seu centro de pesquisa. Seu filho, o protagonista Marcus Fenix, acabou por ser preso por desobedecer ordens e tentar proteger seu pai.

No início da guerra, ele foi solto para poder lutar, e acabou se tornando o principal herói da história.

O jogo é dividido em atos, e dentro deles, capítulos, que são bem característicos em sua mudança, tendo mudança drástica em cenário e acontecimentos. Ao contrário de muitos jogos (Dead Space 2 por exemplo) que você acaba por passar de capítulo sem nem perceber.

Após descobrir informações sobre seu pai, Marcus Fenix tem como objetivo encontrar e utilizar sua pesquisa para derrotar os Lambent e Locust. Dessa forma o jogador pode presenciar várias formas de guerra, destruição e falta de esperança ao perceber que estão em grande minoria, mas com uma grande responsabilidade.

JOGABILIDADE

A mecânica do jogo tem um objetivo básico: andar e atirar. Mas não é apenas por isso que deixou o jogo com uma fama tão grande em ter uma jogabilidade tão fluída e completa.

Em todo canto que vamos, é possível ficar em cover, utilizando qualquer parede ou mureta como uma cobertura para não ser baleado. O jogador pode usar vários meios de abordagem aos inimigos, podendo recorrer a vários tipos de estratégia. Entre elas, é possível apenas andar e atirar em cover; procurar uma rota alternativa para abordar os inimigos de surpresa, deixando-os encurralados; utilizar uma arma de longo alcance e matar mais de um por vez, entre outros vários meios de abordagem que o mapa permite que seja possível.

A inteligência artificial dos inimigos é bem interessante, mas não tão bem executada como o esperado. Os inimigos se ajudam se começam a rastejar, mas não sabem escolher devidamente sua cobertura se você estiver muito perto, sendo que de longe eles só utilizam a cobertura mais próxima e começam a atirar. No geral, é uma boa inteligência artificial, mas nada além disso.

O jogo possui um novo arsenal de armas, contendo todas as que já tinha nos jogos anteriores, somando a novas várias armas que podem ser utilizadas de várias maneiras diferentes. Como um bom exemplo, uma arma chamada Digger, que lança uma granada que passa por baixo da terra até chegar em seu objetivo, sendo que quando chega, ela salta da terra e explode.

A movimentação dos personagens é pesada, devido a sua armadura e equipamentos, o que torna disso tudo um jogo mais brutal e difícil. Raramente você vai passar despercebido.

Assim como em Gears of War 2, este jogo possui também um modo Horda, fora de sua campanha, que foi muito bem atualizado e modificado. Nele podemos criar certos pontos de partida, onde poderemos criar fortificações para nos proteger dos inimigos que vão nos atacar, sendo que a cada inimigo que você mata, dependendo da quantidade de acertos que você deu nele, e dependendo da força do inimigo, você ganha dinheiro para gastar em fortificações, armas e munição. possuindo também, a cada 10 ondas de horda, um chefe (inimigo mais forte) que também é do modo campanha. Armas especiais vão aparecendo conforme as ondas vão passando.

É possível jogar nas Hordas em todos os níveis, tendo até no máximo 50 ondas de horda.

SOM

Gears of War 3 possui uma trilha sonora bem característica, mantendo sua base de música pesada, tensa e tenebrosa que já vêm desde o primeiro jogo da série. Cada parte específica do jogo possui uma trilha sonora característica, que define os acontecimentos, sendo eles pesados ou leves, tristes ou fortes.

É possível identificar um inimigo que ainda nem apareceu  no cenário apenas pelo som. Por exemplo os Tickers, pequenos Locust que são rápidos e explodem quando vão ao seu encontro.

É claro que possui falhas, assim como em todo jogo. Como ter sua cabeça explodida e ainda continuar gritando.

Outro grande exemplo de sonoplastia é a dublagem dos personagens. Está toda muito bem produzida e muito bem sincronizada, mostrando a exata emoção que os personagens tem como proposta de transmitir ao jogador.

GRÁFICOS

O visual deste jogo é provavelmente um dos mais bonitos visto nesta geração até agora, ficando atrás apenas de meia dúzia de jogos para consoles. Ele possui, principalmente, uma iluminação de encher os olhos, de forma nunca vista antes em consoles.

O jogo todo possui uma modelagem muito bem trabalhada (pelo menos nos personagens principais. Já nos secundários o trabalho não foi muito grande), detalhando armaduras, vegetação, animação e praticamente tudo ao seu redor. Apenas falha em certas partes do cenário, como uma parede ou uma esquina, que provavelmente foi deixado de lado por não ser tão perceptível assim.

Suas CGs são bem parecidas com os gráficos in-game, ao contrário de jogos que possuem uma grande diferença entre os dois (por exemplo, Deus Ex: Human Revolution), só são mais detalhados e tem uma animação mais bem produzida. Como por exemplo as expressões faciais, as falas, etc.

Da pra ver que foi uma longa e trabalhosa produção, com um cenário de destruição causado pela guerra muito bem representado e detalhado, com muitos inimigos e modos de ataque diferentes, somados a corpos mortos, mutilados, entre toda a guerra, que é o foco principal do game.

VEREDITO

Como já era de se esperar, foi mostrado, desde os trailers de anúncio, até os trailers de lançamento, um jogo épico e superando as expectativas de todos os fãs. Possuindo uma campanha invejável e, acima de tudo, uma vasta experiência no multiplayer, tornando o jogo cada vez mais longo com expansões e Hordas que não acabam mais. No todo, um jogo que todos devem ter em casa. Não pode ser deixado para trás.

NOTAS

 

ENREDO: 10,0

JOGABILIDADE: 9,5

SOM: 9,5

GRÁFICOS: 9,5

 

NOTA GERAL: 9,6

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2 pensamentos sobre “[Fran’s Review] Gears of War 3

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