[Messias’ review] Super Mario 3D Land

Super Mario 3D Land, sem dúvidas, é um dos grandes lançamentos do ano de 2011, e marca a entrada da grande franquia no novo portátil da Nintendo, o 3DS. Como não podia deixar de ser, é um platformer que segue o glorioso estilo do jogos típicos de Mario. Não espere encontrar alguma inovação mirabolante, ou qualquer outra invenção sagaz e cheia de mistérios. O que temos em SM3DL é o bom e velho Super Mario Bros. 3, misturado com Super Mario World, somado a Super Mario Galaxy, sem, contudo, tornar o jogo um monstro. Na verdade, o nível de dificuldade é agradável e permite a quem joga desenvolver-se no mundo dentro de suas capacidades.

Sendo o jogo um mix de tudo quanto é bom em Super Mario, objetivo precípuo de Super Mario 3D Land é, ao mesmo tempo, passar de fase, e encontrar três moedas-estrela por fase. Há a contagem de tempo, e o saudoso mastrinho, figurinha carimbada em Super Mario Bros. Quanto mais rápido o jogador termina a fase, mais moedinhas ele ganha, e com cem delas é possível ganhar uma vida. No entanto, é necessário prestar atenção no decorrer dos níveis, já que moedas-estrela são imprescindíveis para abrir Castelos do Bowser, e vários níveis-bônus.

Mix de tudo que é bom!

Ao todo, são oito mundos tematizados em planícies verdejantes, desertos, florestas, praias, etc. No entanto, nem sempre as fazes são condizentes com o mundo em que se encontram. Um exemplo é no mundo Koopa Beach, em que existe uma fase que é uma pirâmide, ao passo que no mundo do deserto, não há pirâmide alguma. De certa forma, acaba sendo incoerente. Por outro lado, a incoerência acaba por tornar-se variedade, pois em momento algum o jogador passa fases parecidas. O modelo de mapa seque o mesmo molde de Super Mario Galaxy 2, em que o caminho não passa de uma linha reta, ou seja, não espere um mapa legal como o de Super Mario World.

Enredo:

Em uma noite tempestuosa, Bowser rapta a Princesa Cogumelo novamente, e Mario tem que salvá-la, usando os power-ups, passando por oito mundos diferentes. Os acontecimentos são apresentados através de fotos tridimensionais, que chegam por cartinhas voadoras, e que foram claramente inspiradas naqueles livros infantis de dobras, cujos personagens saltam de seu interior quando abertos. Todas estas fotos mostram a preocupação de Mario em relação a seus amigos, denotando o valor da amizade, um bem valioso a ser ensinado aos jovens, e algo agradável de ver em qualquer ocasião.

O rapto.

Jogabilidade:

Super Mario 3D Land adota um estilo que fundi o 3d, com o 2d, com o 3D. Sim, pois há momentos em que se joga SM3DL como um Super Mario Bros., no caso das fases subterrâneas,  e algumas outras cuja câmera se move da esquerda para direita, impondo um ritmo ao jogador, como no saudoso Super Mario World e suas fases na floresta. Ao mesmo tempo em outras localidades, o jogo dá maior ênfase à tridimensionalidade tornando o game mais próximo de Super Mario Galaxy. Nada que não tenha sido mostrado com maestria nos Super Mario Galaxy 1 e 2, salvo duas exceções: Primeiro o fato de que, como o game destaca bem a tradição sidescrolling da série, é possível, ao apertar a touch screen em botõezinhos virtuais, dar uma espiadinha no que está por vir, ou no que já passou. E, depois, pela inclusão do binóculo que permite ter uma visão panorâmica da fase que facilita a localização de moedas-estrela, muitas vezes, arremessadas pelo próprio Toad.

A ênfase dada ao sidescrolling.

Nível com ênfase na jogabilidade de Super Mario Galaxy.

Também existem fases em que a perspectiva se dá através de uma visão totalmente aérea, e não panorâmica. O importante é deixar claro que o level design arrojado e criativo típico da franquia, com fases em planícies, desertos, cavernas, navios voadores, castelos, casas fantasmas, e até nas nuvens, somado ao efeito de tridimensionalidade estereoscópica propiciada pelo Nintendo 3DS permite uma melhor visualização das fases.

O efeito de estereoscopia dá ao jogador exata noção do posicionamento das plataformas e posição dos inimigos, pois a movimentação e posicionamento destes na tela deixam de ser através da representação de profundidade e passa a se dar através da fática ilusão de profundidade. Essa adição, sem dúvidas, torna mais fácil o controle de Mario pelos níveis, e o jogador não mais precisará ficar olhando para a sombrinha do tijolinho ou da caixa-surpresa para pular em cima dela, já que este efeito dá uma boa noção de profundidade e distância.

Boomerang Mario

Em relação aos Power-Ups típicos de Mario, a estrela da vez é na verdade a folha tanooki, que permite Mario transformar-se em um guaxinim que tem a capacidade planar, facilitando os saltos de plataforma em plataforma. A flor-de-fogo, cogumelo, estrela da invencibilidade, folha-tanooki-estátua e P-Wing, ambas de Super Mario Bros. 3 (esta última, caso Mario morra 10 vezes) também figuram no rol de power-ups. As únicas novidades ficam por conta da super-folha-tanooki, que transmuta Mario em um guaxinim branco e invencível, caso o jogador morrer muitas vezes na mesma fase. E, também, agora a maior novidade, a flor-bumerangue, que veste Mario com a roupa de um dos inimigos do game, o Boomerang Bro. Com ela, Mario pode atirar um bumerangue eficaz contra praticamente todos o inimigos.

Pom Pom e Boom Boom.

Os capangas de Bowser são os de sempre: Goombas e suas variações com asas e rabinhos de guaxinim, Koopas e suas variações, Boomerang Bros, Hammer Bros, Boos (fantasminhas), Plantas Piranha, Cheep-Cheeps (peixinhos), toupeiras, bolas de espinhos, blocos esmagadores, balas de canhão, abelhinhas, cactos e vários outros. Todos típicos de certas localidades, por exemplo, Para Koopas e Para Goombas sempre em localidades entre as nuvens e próximos a penhascos, os Boos, infestando as casas fantasmas, exatamente do modo como todos esperam. O grande Chefão é o Bowser, que só é enfrentado no fim, visto que nos castelos encontramos o que se enfrenta são Magikoopas transmutados em Bowsers com rabinho de tanooki, além dos filhos de Bowser, Boom Boom e Pom Pom, capitães dos navios voadores que se comportam basicamente como em Super Mario World.

Sonoplastia:

A música do jogo é agradável, e combina com o clima de cada fase. Produz uma impressão infantilóide e extremamente fofura. Sim, as músicas, os sons, podem facilmente ser identificados como fofurinhas, sendo que em cada mundo há diferentes músicas, que sofrem variações em cada fase. O bom e velho “It’s me! Mario!” e o “yahoo!” permanecem, assim como as outras frases curtas e monossílabos pronunciados pelos personagens, o que não vai desapontar nenhum fã.

Gráficos:

Os gráficos apresentam serrilhado, no entanto, o efeito de tridimensionalidade estereoscópica deixa o game com um apelo visual bem elevado, ou seja, o 3D deixa o jogo mais bonito, já que o serrilhado existe com ou sem função 3D ativada. O design também é agradabilíssimo, remetendo muito a Super Mario World, com montanhas redondinhas e com olhinhos ao fundo, e também pela presença das casas fantasmas com seus assoalhos que desaparecem e reaparecem. Os cenários são sempre muito coloridos e cheios de vida, já que tudo neles se mexe, e permite interação, inclusive as moitinhas de flores que por vezes, soltam uma moedinha. As cores, aliás, integram a jogabilidade, assim como o efeito de ilusão de tridimensionalidade. Ademais, não há slowdown, nem mesmo screen tearing. O jogo funciona limpo e de modo impecável.

Cenário tropical e muito colorido.

Considerações finais:

 Ainda, sabe-se da existência de mundos secretos, no entanto, o review trata apenas o jogo básico, e ainda assim, foram gastas mais de 4 horas para chegar até o mundo número oito, provavelmente, por culpa da falta de habilidade do analista que vos fala. O que não se pode negar é que o game, apesar de aparentemente fácil, tem bastante conteúdo, e também desafio. É um ótimo jogo, apesar de o Yoshi não figurar como coadjuvante. Pelo menos, é possível jogar com o Luigi. Enfim, é um game imperdível para quem tem um Nintendo 3DS.

Conclusão: EXCELENTE

Obrigado por lerem!!!

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8 pensamentos sobre “[Messias’ review] Super Mario 3D Land

    • Obrigado por ter lido Neto, espero que tenha sido válido. Este game é uma grande adição à biblioteca do 3DS, que carece de games bons em grande quantidade. Mas, ainda assim, o jogo se destaca por si só. Digo, não é um game bom para o 3DS, é um game de fato muito bom.

  1. Bom review.

    Interessante que eles cumpriram com o que disseram, de que o 3D influenciaria na jogabilidade. Se as produtoras se empenharem, podemos considerar o fim de platformers com saltos baseados em sombras.

      • Obrigado por ler André!

        Eu também deposito muita esperança em que bom jogos serão lançados. Tomara que aproveitem bem as capacidades do 3DS!

    • Obrigado!

      Exato Tomio. Li algumas análise dizendo que o 3D estereoscópico não influenciou na jogabilidade. Bem, eu senti diferença no 3D que acabou por facilitar os saltos, justamente pela exata noção de profundidade, e não uma representação “chapada” dela.

      Depois que joguei, não entendi o porquê de considerá-la inútil para fins de jogabilidade. Ora, o 3D estereoscópico é a solução para o fim dos saltos falhos em platformers tridimensionais.

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