[Tomio’s Review] Uncharted 3: Drake’s Deception

Nome: Uncharted 3: Drake’s Deception
Produtora: Naughty Dog
Gênero: Ação, Aventura
Plataforma(s): Playstation 3
Versão analisada: Americana

Indiana Drake

Uncharted 3 é o mais novo jogo da Naughty Dog para playstation 3, a mesma produtora da série Crash Bandicoot para Playstation 1 e Jak & Daxter para Playstation 2. Apesar da numeração e de recordar diversos elementos de seus antecessores, o jogo, assim como Uncharted 2: Among Thieves, não necessita do conhecimento de qualquer jogo para ser jogado satisfatoriamente.

Da neve para a areia

Uncharted 3 logo de cara já chama a atenção pela sua beleza, tanto artística como técnica. O título deixa o jogador boquiaberto por diversos fatores, como o excelente trabalho com texturas, iluminação, expressões faciais, variação de localidades, efeitos de água e areia e atenção aos pequenos detalhes como uma movimentação específica para cada situação apresentada pelo personagem, para citar apenas alguns exemplos. Apesar de quase imperceptível, é possível encontrar alguns serrilhados e algumas movimentações estranhas nos personagens vez ou outra, mas nada que chame a atenção. Fora esses detalhes, não há mais nada que possa ser considerado um defeito, e o resultado final nada mais é do que um dos melhores trabalhos visuais já feitos para o console HD da Sony.

A parte sonora também não fica atrás, com músicas orquestradas que combinam perfeitamente com cada situação, efeitos sonoros convincentes e som ambiente que não deixa o jogador na mão quando é preciso.

Os caçadores de aventuras

Uncharted 3 conta as aventuras de Drake, um anti-herói no melhor estilo “Indiana Jones” de ser, com muita aventura, mistérios, perigos, descobertas e reviravoltas.

Um dos aspectos que chamam a atenção no jogo (e causa muita controvérsia, diga-se de passagem) é seu estilo de narrativa, dividido tanto em cutscenes cinematográficas como em partes do gameplay, com o jogador controlando o protagonista durante as cenas, deixando o título mais imersivo tanto em gameplay quanto na história.

O elenco do jogo é composto por personagens em sua grande maioria carismáticos, muitos deles bem humorados e todos com um excelente trabalho de dublagem. Infelizmente isso não esconde a falta de aproveitamento de alguns deles, como os vilões em relação às suas informações, e a de personagens secundários, que simplesmente somem no meio da trama.

Rambo nas horas vagas

Uncharted 3 é basicamente dividido em 2 partes: a de ação e tiroteio, e a de aventura, com escaladas, mergulhos, exploração e resolução de puzzles.

A parte de aventura é bem básica, com escaladas que fluem quase que automaticamente devido a um sistema simplificado que não faz depender de muitos botões, status de personagens e nem mesmo habilidade de quem joga. O sistema de mergulho também é outro ponto bem simples, mas este consegue ser mal explorado, sendo utilizado pouquíssimas vezes no jogo. A exploração já é um pouco melhor, com tesouros (os extras do jogo)  espalhados pelos cenários, alguns muito bem escondidos. O único porém de caçar tesouros é a dificuldade desnecessária que é visualizá-los, pois são basicamente pontos piscantes na tela, fazendo valer mais a pena arrastar o personagens pelos cantos para ele passar por acaso em cima de algum tesouro que simplesmente usar os olhos. Por fim há alguns puzzles, uns bem básicos de puxar alavancas e outros mais avançados que necessitam de lógica além das dicas dadas ao decorrer do jogo. Em suma, a parte de aventura, apesar de ter propósito mais puxado para dar ênfase na narrativa, pode soar como um ponto negativo para aqueles que procuram por um desafio de verdade em “platforming”.

A parte de ação é dividida pelo combate com armas e corpo-a-corpo. O tiroteio do jogo é bem completo e com um bom arsenal a disposição de Drake, com locais parar cobertura, cenários interativos e devoluções de granada. É possível, inclusive, utilizar elementos da parte de aventura (atirar pendurado, por exemplo) para tirar vantagem da situação. Os poréns ficam por conta da mira, que dá a péssima sensação de não ter diagonais, dando um aspecto “quadriculado”, e o cover, que possui uma área de ativação excessivamente larga que faz Drake ser “sugado” na cobertura errada por esta estar mais próxima, por exemplo.

O corpo-a-corpo consegue juntar três qualidades: é simples, funcional e completo. O jogo proporciona através de três botões ataques, contra-ataques, arremessos, agarrões, utilizações de itens do cenário e até mesmo ação furtiva. Um exemplo perfeito para se ter uma idéia de como é o sistema de batalhas de Uncharted 3 é o sistema da série Batman Arkham.

Um dos maiores destaques de Uncharted 3 certamente é sua variedade de situações, que por sua vez influenciam diretamente no gameplay. Se já não bastassem a grande gama de desafios proporcionados por diversas mecânicas do jogo, o último lançamento da Naughty Dog não mede esforços para surpreender o jogado a cada novo momento, deixando o titulo, no mínimo, quase impossível de ser considerado entediante, ou enjoativo em qualquer aspecto.

Por fim, a inteligência artificial do jogo não é das melhores. Apesar do jogo manter os inimigos agressivos e bem distribuídos pelos cenários, eles muitas vezes não tomam atitudes muito inteligentes, acabando por, vez ou outra, “deixar o traseiro” fora do cover, jogar granadas fáceis de devolver ou mesmo expor seu corpo sempre nos mesmos pontos.

Marco…? Marco…?

Uncharted 3 dura cerca de 8 horas sem contar a exploração por tesouros. Para aqueles que gostam de fazer 100%, há também os troféus, que exigem terminar o jogo mais uma vez no modo mais difícil e outros pequenos desafios, os chamados stunts em outros jogos.

Além da campanha singleplayer, o jogo apresenta um multiplayer bem variado e robusto, que conta com online, offline, versus e co-operativo, o que dá uma extendida considerável na vida útil do título.

Oh crap!

Uncharted 3: Drake’s Deception não chega a estar entre os melhores do ano como Batman Arkham City e Dark Souls, mas nem por isso deixa de ser um grande título. Um jogo muito bonito, com um bom desafio, bem detalhado e bem intrigante.

Nota: 9

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13 pensamentos sobre “[Tomio’s Review] Uncharted 3: Drake’s Deception

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  3. Só pra constar q eu adoro essa franquia com todas as minhas forças.
    Adorei U3, tão bom qnto os antecessores, com muitos novos elementos q tornaram o jogo ainda mais dinamico e divertido tb. Narrativa? Meu Deus! Os caras da ND tão indo longe hein… U3 eh o mais bem narrado de todos (os jogos q ja joguei). O povo q reclama do ‘cancer’ vai infartar se jogar U3. rs

    Claro, tem seus defeitos, mas ainda assim ta entre os TOPs da gen muito facilmente.

    Agora vou atualizar a ‘mirinha pro U2’, buscar a platina e brincar um bocado no multiplayer. =D

    • Já deram um jeito naquela mira horrível? XD Bom saber, gostei bastante do multi dele, tá bem mais, digamos, “profundo” que o do 2. Vamos marcar ae qualquer dia!=D

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