[Neto’s Review] Batman Arkham City

“Have you ever seen a flower die? Watched something that was once beautiful, so full of life, collapse and rot from within?”

Capa do jogo

ENREDO

Batman Arkham City é a seqüência do fenomenal Batman Arkham Asylum, de 2009. A prisão Arkham agora foi movida e não é somente um prédio agora, mas sim uma grande cidade onde os internos ficam livres para andar, matar e fazer outras coisas que os vilões do Batman adoram.

Quem comanda a anarquia toda é o Dr. Hugo Strange, velho antagonista do homem morcego. Durante todo o jogo, ouve-se uma contagem regressiva para algum plano de Strange, que ele chama de Protocolo 10.

Hugo Strange

O objetivo de Batman é descobrir que diabos é esse tal Protocolo 10 a tempo, pois obviamente não é algo saudável. O jogo inicia mostrando Bruce Wayne que agora concorre ao cargo de prefeito de Gotham City, fazendo um discurso sobre o quão errado ele pensa ser a megaprisão Arkham City, que seria uma afronta à segurança dos moradores da cidade de Gotham. Wayne, no entanto, é levado preso para dentro de Arkham City e é aí que o jogo tem início.

Não bastasse o Protocolo 10 de Hugo Strange, o outro foco do enredo de Arkham City vai direto ao Coringa, que está doente por algum motivo relacionado aos eventos ocorridos em Arkham Asylum dezoito meses antes. O palhaço está um trapo, como Batman logo descobre. Por razões que não serão tratadas aqui, o homem morcego adquire a mesma doença do Coringa.

O jogo então se torna uma corrida dupla: impedir o Protocolo 10 de Hugo Strange e encontrar a cura para a doença, que matará o Batman em questão de poucas horas. É no meio dessa corrida que entram famosos vilões do homem morcego no jogo, que podem ajudar ou não o herói.

Provavelmente somente nos jogos do Super Nintendo do Batman que se viu tantos vilões famosos reunidos em um mesmo jogo. Para citar alguns, além de Hugo Strange e Coringa: Arlequina, Mulher Gato, Duas Caras, Pingüim, Sr. Frio, Ra’s Al Ghul e Hera Venenosa [somente jogando as missões com a Mulher Gato, no entanto]. Isso para citar somente os que aparecem de fato nas missões principais, visto que nas secundárias encontram-se outros, como o Charada e Victor Zsaz, por exemplo. Há momentos no jogo onde os vilões se mostram solidários à causa do herói e acabam por ajudá-lo, mesmo após uma boa surra para convencê-los ou por simples jogo de interesses. A Mulher Gato é uma das principais que ajudam o Batman, e isso se vê principalmente jogando a DLC própria da mesma.

Arlequina e Batman

O jogo segue uma trama bastante sombria e séria e que é muito bem trabalhada, com pelo menos duas reviravoltas de fazer o queixo cair, apesar de uma delas ser um tanto óbvia conforme o jogo segue. Além da própria trama contada através das missões principais, o jogo possui várias informações que contam a história de Arkham City e dados sobre os vilões, que são adquiridas através de coletáveis. Tudo adiciona bastante à mitologia da cidade prisão e ao universo do Cavaleiro das Trevas, além de Easter Eggs fantásticos que dão margem a muita especulação acerca de um novo jogo da série, por exemplo.

A narrativa do jogo é muito fluída e mantém o jogador querendo saber o que acontecerá em seguida, visto que os eventos são muito rápidos e interligados.

JOGABILIDADE

Pense em Arkham City como um Arkham Asylum maior e melhorado. As mecânicas não mudam muito, mas os upgrades feitos na mesma são imperdíveis. Agora a prisão é uma gigantesca cidade e o jogo adotou um aspecto de sandbox, similar a Grand Theft Auto 4, Red Dead Redemption e Assassin’s Creed Brotherhood.

Essa escolha de ser um sandbox, e não somente um open world, dá a possibilidade do jogador realizar um grande número de missões secundárias espalhadas pelo mapa e eventos aleatórios como evitar assaltos a presos políticos em Arkham City. Isso deixa o jogo mais variado, profundo e, conseqüentemente, maior.

Batman sobrevoando Arkham City

A movimentação pelo mapa enorme da cidade é melhor realizada planando e lançando o grappling hook em prédios para ganhar velocidade e altitude. Enquanto voando, o Batman pode fazer mergulhos e voltar a planar, ou simplesmente ir em direção ao chão e acertar um vilão, iniciando uma briga em grande estilo.

O jogo apresenta agora uma espécie de bússola que marca onde está o próximo objetivo, que deve ser seguida para se chegar mais rapidamente ao local. No entanto, ela não leva até a porta de entrada do local muitas vezes e o jogador deve pensar por si mesmo como fazer para entrar nos prédios marcados como objetivos. Nada muito complicado, no entanto. Outras vezes o local do objetivo está escondido ou impossível de ser identificado. Nesse caso, o intelecto do Batman age e configura uma possibilidade para chegar ao local. Para localizar o Sr. Frio, por exemplo, é ativado um medidor de temperatura, que deve ser utilizado para encontrar o ponto mais frio de Arkham City, sendo este o provável local do esconderijo do vilão.

O combate continua seguindo a mesma fórmula do anterior, baseada em combos e em contra-ataques. A grande maioria das lutas é realizada com vários inimigos no entorno tentando atacar o Cavaleiro das Trevas ao mesmo tempo e este deve utilizar suas estratégias e acessórios, como a grappling hook, batrangs, entre outros, de modo a melhor combatê-los. O combate agora parece mais fluído e rápido, o que o deixa um pouco mais difícil do que no jogo anterior, mas nada que seja impossível ou frustrante. Muito pelo contrário, o combate é excelente e é um dos maiores destaques do jogo.

Finalizando um inimigo

Os inimigos comuns agora são mais variados e exigem novas estratégias e muito reflexo por parte do jogador. Ao mesmo tempo poderá vir inimigos com roupa blindada contra ataques comuns do homem morcego, outros com escudo e outros com facas, exigindo pensamento rápido e dedos igualmente rápidos.

Muitas vezes o jogador se verá em uma sala ou área (quando nas ruas de Arkham City) onde há inimigos com armas de fogo ou até mesmo snipers. Confronto direto com estes é loucura e levará à morte certa em poucos tiros. O mais indicado no caso é o confronto em stealth, de modo a surpreendê-los silenciosamente. Para tanto, o jogador deve utilizar gárgulas e plataformas que estiverem posicionadas em posição elevada, o que o faz ficar na escuridão e impede que seja visto com facilidade. Caso seja visto realizando alguma execução e identificado, o ideal é subir para estas posições altas e ir alternando entre elas, de modo a fazer os inimigos perderem o Cavaleiro das Trevas de vista.

Para a identificação mais fácil das posições dos inimigos, é ideal a utilização da visão de raio-x do Batman. Muito criticada no jogo anterior, ela está de volta em Arkham City, mas é crucial para a elaboração das estratégias antes de entrar em combate aberto e localização de portas, dutos de ventilação ou falhas estruturais que resultariam na abertura de novas passagens através de explosão. E é muito menos utilizada do que no jogo anterior, diga-se de passagem.

Visão de Raio-X

Os upgrades de combate, armadura e acessórios são na base de pontos de experiência que são obtidos por meio de combate, execuções ou por pegar coletáveis como troféus do Charada. São de importância alta, visto que alguns pontos só são atingidos caso se tenha alguma atualização de acessório, bem como também é importante aumentar a proteção que a armadura do Batman possui tanto para combate quanto contra tiros.

Como no anterior, o Charada continua fazendo suas… ahn… charadas para o Batman. Mas elas só são ativadas através de uma missão secundária. Caso não se passe por missão, o jogo todo se passará sem a intervenção do vilão de roupa verde cheia de pontos de interrogação. Um ponto negativo das charadas é que agora, devido a ser um mundo aberto, uma mesma área possui inúmeras charadas, e essas só são visíveis através do menu de jogo, ficando mais difícil sua localização e por vezes descobre-se uma charada sem nem mesmo saber que havia uma no local.

Batman utilizando um de seus acessórios. Ao fundo vê-se o Charada em uma projeção.

Uma coisa irritante, no entanto, é a impossibilidade de se desligar o rádio comunicador enquanto se está nas ruas ou nos céus de Arkham City. O tempo todo ouve-se a voz de capangas ou de algum vilão falando sem parar. No início é interessante e até mesmo divertido, mas depois vai ficando chato e chega ao ponto de irritar. Ouvir as conversas dos capangas nas ruas a todo momento é até explicável quando próximo deles, mas ficar ouvindo o rádio a todo o momento acaba por ser um tiro no próprio pé, visto que não dá para desligá-lo.

Após finalizado o jogo no Normal ou Difícil, há a opção de um New Game +, onde o jogo reinicia, porém já com todas os upgrades realizados na primeira jogatina e com inimigos mais fortes. É uma boa adição a quem quer uma experiência mais desafiadora ainda do jogo.

SOM

Como anda sendo comum nos jogos dessa geração, Batman Arkham City apresenta uma trilha sonora orquestrada excelente. Músicas perfeitas que casam com as situações, algumas até mesmo apresentando corais, deixando muito mais tensão e adrenalina no jogo.

A theme song orquestrada do jogo

As vozes dos personagens principais são muito boas e transportam bem o caráter e clima de cada um. A voz dos vilões são excelentes, principalmente  do Coringa e do Duas Caras. As vozes dos capangas, no entanto, são muito reutilizadas e é comum encontrar vários capangas que falam com a mesma voz. Não é uma falha grotesca, mas é algo que poderia ter sido melhor realizado.

GRÁFICOS

Sem muita diferença em relação ao jogo anterior nesse quesito, o que é, em partes, uma grande vitória, visto que Arkham City é muito maior e muito mais aberto. O jogo continua escuro e com grandes cenários bem trabalhados e detalhados.

A enorme Arkham City

A versão analisada aqui é a do Playstation 3 e conta com carregamentos de textura perceptíveis em alguns momentos. E em um em especial as texturas demoraram um tempo um tanto grande para carregarem. Nada muito recorrente, no entanto.

Duas Caras muito bem caracterizado

Os modelos continuam emborrachados, e as expressões faciais são, mais uma vez, fracas, com a exceção do Coringa, é claro, que mesmo no jogo anterior já era o único personagem com grandes expressões faciais.

O expressivo Coringa

VEREDITO

O jogo mais ousado de super herói já feito (no bom sentido da ousadia, pois se formos pensar no mau sentido, certamente Superman 64 leva o título) na minha opinião. O jogo é uma excelente seqüência para o já excelente Arkham Asylum e traz um Batman maduro encarando seus maiores vilões.

Batman Arkham City é um jogo obrigatório não só para os fãs do Homem Morcego, mas para todos que curtem um jogo grande, profundo, com ambientação caótica e bem detalhada, tudo orquestrado por uma excelente trilha sonora. Mesmo com suas falhas, é o melhor jogo do ano para este que vos escreve!

Batman Arkham City está disponível para Xbox 360 e Playstation 3 e em breve estará também nos PCs.

O Cavaleiro das Trevas e a Mulher Gato

NOTAS

ENREDO: 10,0/10,0

+ Enredo maduro e mais bem trabalhado do que em Arkham Asylum

+ Todos os vilões principais muito bem trabalhados

+ Jogo detalhista em todos os sentidos na mitologia do universo Batman

+ Reviravoltas no mínimo sensacionais

JOGABILIDADE: 9,0/10,0

+ Combate mais desafiante ainda

+ Jogo extremamente fluído nas missões principais

+ Enorme gama de acessórios e upgrades

+ Missões secundárias empolgantes

+ Muito o que fazer por Arkham City

– Sensação de desorientação em alguns momentos

– Rádio irritante

– Charadas mal explicadas ou mal posicionadas

SOM: 9,8/10,0

+ Trilha sonora orquestrada impecável

+ Vozes dos principais personagens excelentes

– Vozes repetitivas dos capangas

GRÁFICOS: 8,5/10,0

+ Cidade grande e detalhada

+ Modelagem e caracterização fantástica dos vilões e heróis

– Carregamento em real time de texturas em alguns momentos

– Modelos emborrachados e sem boas expressões faciais

NOTA FINAL: 9,5/10,0

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15 pensamentos sobre “[Neto’s Review] Batman Arkham City

  1. Pulei algumas partes com medo de spoiler do primeiro jogo ahuahuahau (só joguei o inicinho do primeiro, ele tá na fila ainda) =P

    Mas como sempre Neto ARRAZAAAAAANDUUUUUU ABÇÇÇÇÇÇ PERFECT RSRSRS ESSAS GIRLS

  2. Pingback: [Tomio's Review] Uncharted 3: Drake’s Deception « Jogador Pensante

  3. preciso de ajuda dos conhecedores do batman arkan city! para fechar todas as missões, falta apenas descobrir onde está o ultimo refén do charada,e para tal, é necessário descobrir os segredos dele que são adquiridos com os internos de cor verde, no entanto, não acho mais esses caras verdes em toda cidade! Serei muito grato pela ajuda!

    • Olha, vou ser bem sincero… eu tenho MW3 e praticamente qualquer jogo que eu pense que foi lançado esse ano passa ele. MUITO FRUSTRANTE. Ele simplesmente é IGUAL ao seu antecessor e seus mapas… são uma bela duma porcaria… tenho também o Battlefield 3 e posso dizer que é no mínimo umas 2 vezes melhor. MW3 realmente nao merece nem estr na lista de indicados para melhor do ano…

      • Concordo com vc, ” lihurnirds ” MW3 não merece estar entre os melhores do Ano, porque ele nem se esforça para chegar á tanto, ao contrário de “Batman-Arkham City” , “Battlefield 3” ou até mesmo, o ANIMAAAAAAALLLLLL, Mortal Kombat 9 !!!

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