[Neto’s Review] Outland

“If you listen, I will tell you of a man, lost in his world, haunted by dreams of legend.”

ENREDO

Outland é um jogo lançado pela Ubisoft para PSN e XBLA, apenas por download. O enredo jogo foca nos mitos de uma terra fictícia.

Tais mitos são contados muito vagamente e a semelhança do enredo com uma história tribal é imensa. Graças à arte do jogo, é possível ir descobrindo sozinho o que o jogo quer contar, sem que sejam necessários diálogos ou muitas intervenções do narrador.

Outland nos conta a história de um herói que foi escolhido para derrotar duas irmãs místicas que controlam as forças do bem e do mal. Cada mundo do jogo tem suas próprias características e chefes próprios, que são seres místicos geralmente ensandecidos por algum problema. Quando derrotados, surge o narrador do conto de Outland, dando um histórico da batalha do jogador contra o chefe em questão, além de dar uma breve introdução a quem era aquele que foi derrotado.

As Irmãs

Não há muito mais o que se falar sobre o enredo do jogo, visto que é bastante simplista e praticamente inexistente. Não é necessário saber absolutamente vírgula alguma deste quesito para se aproveitar o jogo em sua totalidade. Porém é de se observar que o cuidado com a ambientação do jogo o torna bastante vivo, e isto não está ligado aos gráficos diretamente, mas sim a este caráter do enredo ter um clima todo tribal durante Outland devido a seus cenários, com desenhos nas paredes e afins.

JOGABILIDADE

Para se jogar Outland é necessário ser rápido nos botões de ombro do controle. A característica principal do jogo é alternar entre as cores azul (light) e vermelho (dark), que representam as forças que regem o mundo e são controladas pel’As Irmãs. A necessidade de se alternar as cores vai desde a característica de algum inimigo até ao surgimento de novas plataformas para se acessar a seqüência das fases.

O guerreiro de Outland é munido de uma espada, que será usada durante todo o jogo. O combate é simples, porém com diversas variações possíveis devido aos inúmeros upgrades do jogo. Os upgrades são pegos conforme o jogo vai se expandindo, em locais específicos onde é realizado uma espécie de ritual e então ganha-se o novo poder, como, por exemplo, soltar uma espécie de laser para destruir inimigos fortes, absorver vários projéteis e liberá-los em forma de energia mortal contra seus inimigos, entre outros.

Touchè!

O principal do combate de Outland, no entanto, é observar a cor do inimigo, que, quando vermelho, não é atingido por ataques enquanto o guerreiro estiver em azul, e vice-versa. Parece moleza, mas não é. O reflexo é importantíssimo nestes momentos, pois há uma variedade grande de inimigos para serem derrotados, além do que muitas vezes o jogador se encontrará em posições desconfortabilíssimas, sendo atacado por todos os lados, de projéteis de cores variadas.

Tais projéteis são lançados a todo momento no jogador e fazem parte dos obstáculos do jogo. Assim como contra os inimigos, a cor do guerreiro é importantíssima aqui: projéteis azuis não o atingem quando estiver da mesma cor, e vice-versa. O menor descuido faz com que o guerreiro perca um coração, e este é importantíssimo pois não é sempre que os inimigos dão drop deste porte.

Prepare-se para um verdadeiro inferno.

Além de drop de corações, os inimigos também deixam para trás moedas, que devem ser coletadas ao máximo, pois upgrades de vida e de mana (necessária para dar os poderes especiais obtidos) custam uma oferenda ligeiramente gorda conforme o jogo vai avançando.

O elemento platformer do jogo é predominante, juntamente com o estilo “Bullet Hell” dos projéteis que são lançados sobre o jogador. O guerreiro é um exímio saltador e também um ótimo alpinista, capaz de pular e se agarrar de parede em parede. Além disso, o jogo tem semelhanças com a série Metroid, principalmente devido ao fator do jogo ser não-linear em partes, com locais inacessíveis em fases onde os poderes só serão coletados posteriormente, deixando o jogador curioso para voltar depois; e também devido à presença de um mapa muito à la Metroid. Diferentemente da série da Nintendo, porém, o jogo possui uma espécie de guia que leva ao lugar correto, apresentado como uma folhagem mística que mostra onde ir em seguida.

Os chefes do jogo merecem destaque e são ligeiramente difíceis, às vezes até frustrantes. Exigem estratégia, agilidade e perícia nos controles. Outland não é um jogo para qualquer um, afinal de contas.

Um dos chefes do jogo.

 

SOM

O jogo possui uma trilha sonora bastante tímida, que só se sobressai durante alguns poucos momentos. O que é uma pena, poderia ter sido muito melhor trabalhada neste quesito.

Outland – Boss Track #1

O jogador geralmente é acompanhado, além da tímida trilha, por sons da natureza, de trovões, de vegetação, de chuva, etc. Este efeito é muito bom e combina bastante com o clima do jogo. É o destaque da parte sonora do jogo, os sons ambientes.

Os efeitos de som a cada espadada, a cada troca de cor, a cada pulo, enfim, em geral são muito competentes e não são enjoativos.

VISUAL

Outland é nada menos do que soberbo. É um jogo extremamente colorido, intimista e de se encher os olhos. Por ser um jogo Sidescroller 2D, que geralmente está sendo deixado de lado nesta geração (agora estão voltando com mais vontade, pelo visto), o jogo apresenta um visual de babar.

O destaque vai para os efeitos e para os cenários do jogo. Trovões, a mudança de cor do guerreiro, com muitas luzes e formas geométricas se espalhando ao seu redor, locais muito inspirados e ricos em detalhes deixam a experiência muito mais agradável.

Uau... somente... uau!

Os chefes também são bem caracterizados e cheios de criatividade. O ponto fraco dos visuais fica para os inimigos, que são ou insetos ou algumas poucas variações do mesmo tipo de inimigo. Mas nada que deixe o jogo pior.

VEREDITO

Outland, como já dito, não é um jogo para qualquer um. É uma experiência para quem já está acostumado com videogames e não precisa ficar olhando para o controle para saber o que apertar. Rapidez e reflexo são muito necessários para que seja possível chegar ao final do jogo. Uma pena a trilha sonora ser tão tímida, mas isto é substituído pelos sons da natureza, deixando o jogo mais intimista e desafiador, afinal o cenário é bastante hostil. De resto, um jogo lotado de conteúdo e de coisas para se fazer, com um visual de fazer o queixo cair. Divertidíssimo e desafiador na medida certa!

Um guerreiro entre o a luz e a escuridão.

NOTAS

ENREDO: 7,0/10,0

JOGABILIDADE: 10,0/10,0

SOM: 7,5/10,0

VISUAL: 9,5/10,0

NOTA FINAL: 9,0/10,0

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