[Fran’s Review] Portal 2

Yes. You’re the tumor. You’re not just a regular moron. You were DESIGNED to be a moron.

Após o final corrido e confuso de Portal 1, só o que restou foram dúvidas sobre o que iria de fato acontecer com a empresa Aperture e com a personagem principal, Chell.

Portal não foi um jogo feito sendo pensado para ser uma série, que exigisse continuações. Mas a reação do público foi tão intensa que a Valve decidiu produzir sua seqüela, que teve seu lançamento com 4 anos de diferença do jogo anterior.

ENREDO

O jogo é dividido em nove capítulos, sendo separados, na maioria das vezes, de forma bem característica. Como, por exemplo, a passagem de uma sala de puzzle para outra ou fazer uma viagem de elevador que exige loadings, sendo algo que mostra claramente a separação desses capítulos, ou seja, não é algo corrido.

Já visto no jogo anterior, Aperture é um lugar que envolve inúmeros mistérios. Dúvidas surgem ao longo do jogo, como qual seria o principal objetivo da empresa, para que servem os testes feitos com a Chell ou até mesmo o que é a GLaDOS.

Os mistérios sobre a Aperture não terminam, mas se tornam algo maior e mais complexo, mostrando e envolvendo uma trama maior do que o esperado. Ao viajar por este mundo subterrâneo, você se depara com certas revelações, como por exemplo, quem é e de onde veio o computador falante que opera toda a empresa, a GLaDOS.

Logo de início, nos encontramos em uma situação parecida com a de Portal 1: estar preso em uma sala, com o destino praticamente traçado.

Chell acaba por fazer um novo amigo, mais um personagem cômico e divertido: Wheatley. Um computador com inteligência artificial que te ajuda a tentar escapar novamente de Aperture, de formas características e hilárias, algo já esperado em um novo Portal. Wheatley te ajuda a hackear portas, mas não consegue fazer isso enquanto você estiver olhando (sim, te faz virar de costas para poder hackear).

Ela é novamente muda, sem falar uma só palavra. Mas isso não interfere em sua interação com a trama já que os outros personagens já falam tudo que precisa ser falado, com um toque de comédia, frieza e sarcasmo.

É claro que Portal 2 conta com um final extremamente épico, como era de se esperar. Uma sacada muito interessante para ter um final inteligente.

JOGABILIDADE

Sem fugir do que era no jogo anterior, ele se baseia na mesma estrutura: usar portais com o ambiente, usando seus recursos, para poder completar um puzzle, seja ele pré-definido ou não.

Ele conta com os mesmos dois portais, só que dessa vez com um número muito maior de objetos, recursos do ambiente em uma Aperture destruída, e salas muito mais variadas e complexas.

Salas que são uma mina de obstáculos, como lasers que saem das paredes que tem que ser combinados com cubos refletores e passados por seus portais devidamente posicionados. Até a própria Aperture destruída se torna um tipo de obstáculo.

Ou até mesmo o uso das invenções perdidas na empresa: o gel que te faz pular mais alto, o que te da mais velocidade e o que te permite criar portais em partes inadequadas. Não são recursos fáceis de usar e controlar, o que torna todos os puzzles mais desafiadores e interessantes.

Muitas vezes é necessária a sacada rápida na hora de fazer um portal para sair vivo, ou completar o puzzle.

SOM

O jogo conta com músicas interessantes e de forma bem encaixada. Sendo elas muitas vezes em forma mais eletrônica, meio que para representar o local onde você se encontra: um lugar dominado por inteligências artificiais em constante destruição, somados a determinação do jogador a escapar de Aperture.

Nem sempre temos alguma música característica em salas que são apenas de puzzles ou algo do gênero. Em geral em momentos de mais tensão e clímax que elas se tornam mais presentes. Claro que em puzzles complexos que exigem muito tempo e dedicação, uma música ambiente bem colocada faz falta.

Da mesma forma, temos músicas orquestradas e bem trabalhadas para retratar certos e específicos momentos que exigem tal dedicação artística.

GRÁFICOS

Portal 2 conta com uma iluminação invejável para muitos jogos atuais, sendo uma bela evolução do que foi apresentado em 2007, no primeiro jogo da série.

Foi claramente bem trabalhado e detalhado para mostrar a destruição de Aperture, que vinha ocorrendo constantemente ao decorrer do jogo. Uma modelagem de objetos e, por exemplo, as expressões “faciais” de Wheatley, que é representada de forma bem interessante.

O trabalho artístico que foi apresentado é de se babar, realmente. Tudo muito bem representado e característico.

É claro que, assim como em todo jogo, possui falhas claras. As plantas mais parecem pedaços de papel flutuantes e, em todo canto que se passa, é possível ver um bando de serrilhados. Lembrando que este review está com foco ao que foi visto no Xbox 360.

VEREDITO

Portal 2 tem um foco completo em interação total do jogador com o ambiente e recursos possíveis para completar diversos puzzles.

Além de ser recheado de aventura e diversão, ele conta com uma campanha exclusiva para o modo cooperativo, que foge de você se divertir sozinho, sendo que agora pode ter um nível maior de diversão e complexidade de puzzles com 2 jogadores e 4 portais.

Para quem procura diversão, é sem dúvidas uma excelente escolha.

NOTAS:

ENREDO: 10,0

JOGABILIDADE: 10,0

SOM: 9,0

GRÁFICOS: 9,0

NOTA GERAL: 9,5

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2 pensamentos sobre “[Fran’s Review] Portal 2

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