[Tomio’s Review] El Shaddai: Ascension of the Metatron

Nome: El Shaddai: Ascension of the Metatron
Produtora: Ignition Entertainment
Gênero: Plataforma/Ação
Plataforma(s): Playstation 3, Xbox 360
Versão analisada: Playstation 3, japonesa

Megatron?

El Shaddai: Ascension of the Metatron é o mais novo trabalho da Ignition Entertainment para consoles HD, apresentando um jogo com temática cristã.

Patapon?

El Shaddai logo de cara chama muita atenção pelo seu trabalho artístico: o jogo apresenta cenários completamente abstratos, fazendo o jogador se sentir literalmente dentro de um quadro diversas vezes. Não apenas o visual em si, como a variedade de cenários são um dos trunfos do jogo. São muitos ambientes diferenciados, alguns tão extremos que chegam a mudar totalmente a atmosfera principal do jogo, fazendo o jogador nunca ficar de vista cansada. Além disso, o jogo também é tecnicamente muito bonito, apresentando um dos cel shadings mais belos da geração.

A trilha sonora também merece destaque, com músicas que não têm medo de variar bruscamente para acompanhar os cenários e/ou situações, sendo quase todas orquestradas, inclusive. Efeitos sonoros e dublagem foram igualmente bem executadas, tendo seu potencial elevado ao máximo em sistemas Home Theater.

Pokémon?

El Shaddai conta uma história baseada em obras cristãs, incluindo a bíblia, trazendo personagens e figuras conhecidas por grande parte da população, como arcanjos, anjos caídos, Deus e Lúcifer.

O jogo carrega um elenco impar, com presenças divinas e importantes sendo representadas das formas mais inusitadas e bizarras possíveis na maior parte do tempo. Apesar de todo o exotismo, o jogo não deixa a peteca cair em relação a interação deles com a história, resultando em um enredo sólido e um tanto sério.

A narrativa é outro ponto bizarro a ser destacado. O jogo constantemente põe os personagens e o próprio jogador em situações inesperadas e variadas, como Lúcifer congelando o jogo para conversar com Enoch, o protagonista, ou iterromper uma cutscene do nada para “conversar” com o próprio jogador em relação ao jogo, como exemplos. A narrativa, assim como os personagens, não são afetados negativamente pelas anormalidades, revelando informações necessárias na hora certa e de forma satisfatoriamente clara.

Infelizmente o jogo perde um pouco o ritmo no terço final, parecendo com que tudo seja meio corrido para a vida dos personagens. Outra bola fora fica por conta da ausência da opção de pular cenas durante a primeira partida.

Goemon?

El Shaddai pode ser considerado um meio termo entre Action Melee e Plataforma, recheado de variações de gameplay.

Na parte da ação, o jogo apresenta um combate bastante simplificado, já que são utilizados apenas quatro botões: pulo, ataque, defesa e purificação. Esse último serve para roubar armas dos oponentes e “renová-las” para não perder eficiência, ou mesmo não quebrar. Apesar de toda a simplicidade, o jogo não deixa de ter um sistema bem amplo e completo, com esquivas, contra-ataques, quebra de defesa, dribles, e até reviver caso morrer, tudo dependendo de combinações de botões, ou mesmo apertá-los em timings diferentes. Um destaque para o jogo fica para a completa ausência das tenebrosas Quick Time Events, o que é bastante raro para um jogo do gênero. Outro destaque fica por conta das armas, que proporcionam jogabilidades bastante distintas entre elas, sendo uma similar a espadas, outra com base em defesa e outra a base de projéteis. O jogo também usa uma característica de uma das armas para progressão de fase, mas infelizmente a idéia é praticamente desperdiçada, pois é usada uma ou duas vezes, e com apenas uma das armas. Além disso, o arsenal é limitado em variedade, e também bastante desbalanceada, sendo possível terminar o jogo aproveitando o potencial de apenas uma delas.

El Shaddai também sofre da falta de variedade de inimigos, que basicamente variam em menos de uma dezena com skins diferentes.

A parte de plataforma se divide em duas etapas: as partes em campos 3D e 2D. A principio o jogo engana, parecendo que o level design é simples e as partes de pular rasas por se tratar de um jogo onde o principal atrativo é a ação, mas logo a verdade vem à tona: El Shaddai aproveita bastante de sua própria temática abstrata, criando fases psicodélicas e plataformas espalhadas de forma bizarra e inteligente, criando fases bem desafiadoras em partes mais avançadas. Infelizmente a faca da decisão artística é de dois gumes, pois algumas vezes os cenários atrapalham a visão com suas cores e disposições de objetos, deixando a progressão vez ou outra mais difícil que a encomenda.

Um dos trunfos de El Shaddai certamente é a variação, tanto de cenários como de gameplay. Dividido em capítulos, o jogo praticamente não deixa quem joga cansado, distribuindo bem as cutscenes, partes de lutas, partes de plataforma e algumas outras boas surpresas que ninguém espera durante a aventura (e que não será revelado aqui para não estragar a jogatina de ninguém =]).

Garçom?

El Shaddai dura cerca de 10 horas, além dos seus extras, que se resumem a coletáveis durante as fases, uma espécie de fase bônus onde não é aconselhável morrer dentro dela (ou pode ser que seja uma boa… =]), e novos níveis de dificuldade, além dos troféus e conquistas de cada sistema.

Digimon?

El Shaddai: Ascension of the Metatron certamente é um dos jogos mais diferenciados dessa geração. A começar pelo visual único, passando pelo seu enredo incomum e brilhando por não ter medo de arriscar e variar em vários aspectos.

Nota: 8

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5 pensamentos sobre “[Tomio’s Review] El Shaddai: Ascension of the Metatron

  1. Joguei a demo na PSN, achei o jogo interessante, e o seu review respondeu muitas dúvidas que tive quando joguei: Duração de jogo, variedades de inimigos e armas, etc, etc.
    Quanto ao trabalho artístico, me sinto dividido: Gostei do Cel Shading, mas ele não me faz parar o jogo e falar: “Wow, isso é lindo!”, coisa que aconteceu com os saudosos Okami e Prince of Persia: Prodigy.
    Pelo jeito é curtíssimo o jogo, e me fez perguntar se vale os prováveis U$50 ou U$60 (?) do lançamento. O maravilhoso Outland, (fica a recomendação), tem praticamente a mesma duração por U$10.

    • Eae Khold!

      Então cara, o trabalho artístico é foda mesmo, a demo que ironicamente só mostra a parte mais “meh” do jogo nesse quesito.

      Quanto a comprar esse jogo…bom…é melhor esperar baixar o preço, ou pegar usado, caso a duração seja um problema (tendo em vista que zerei e fiz o review no mesmo dia que comprei…aeaueuhaeuhaeuhaehu XD). Mas pra platinar pelo menos é tenso, no mínimo triplica as horas de jogo.

      E Outland ainda jogarei, quando a psn japa voltar e resolver vende-lo XP

  2. Comecei a jogar só agora. Realmente a demo era bonita, mas meus Deus! O jogo em si tem partes MUITO mais lindas! fico boquiaberto varias vezes com tamanha ‘bizarrice’!

    o jogo eh simples mas ta bem divertido, ja apanhei varias vezes pros ‘anjos’ ¬¬
    e o Lucifer falando COMIGO eh tenso O___O rs

    • Você não coletou os ossos da Ishtar? Fica muito mais fácil com o que ganha depois de coletar todos (apesar de eu ter descoberto depois de zerar o EXTRA na raça XS XD)

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