[Neto’s Review] Donkey Kong Country Returns

“Woohooo-uh!”

Capa do jogo

ENREDO

Aaah, Donkey Kong! Tantas boas memórias, principalmente da época do Super Nintendo! A seréie “Country”, iniciada em 1994, é tida como uma das melhores em se tratando de platformer sidescroller. Além de ter sido revolucionária no que tange aos gráficos da época.

Desde então, Donkey Kong já pulou de galho em galho: já foi piloto na série Mario Kart, lutador na série Super Smash Bros., tentou o 3D com Donkey Kong 64, teve seu jogo musical com Donkey Konga, enfim… é certamente um dos símbolos da Nintendo, bem como dos videogames. É difícil alguém nunca ter ouvido falar de Donkey Kong.

E eis que em 2010, no final dele, lançou-se Donkey Kong Country Returns, que prometia reviver a série para seus moldes mais clássicos. Como a série do macacão nunca precisou de muito pretexto para ele sair pulando nas cabeças dos inimigos, Returns não foge desse padrão: um vulcão entra em erupção na ilha de DK e de lá saem diversos seres que parecem saídos de um ritual tribal.

Enfim, estes pequenos seres saem causando o terror pela ilha, hipnotizando os animais e fazendo com que eles roubem (adivinhem o quê) as bananas de Donkey e Diddy Kong. Ao tentar hipnotizar Donkey Kong também, um dos seres leva uma senhora surra e aí começa a aventura, tendo o jogador que avançar com os símios até o último chefe, que estará em posse das bananas.

Os heróis - prontos para mais uma longa jornada!

Não tem mais tanto o que se falar sobre o enredo do jogo, mas, dá um desconto, vai! É Donkey Kong, e é sidescroller: o foco está longe de ser no enredo.

JOGABILIDADE

Para quem já jogou a trilogia clássica do Super Nintendo (se você ainda não o fez, vá jogar agora mesmo! Emuladores existem, roms também!), DKC Returns é uma excelente sessão de nostalgia.

O jogador controla somente Donkey Kong e tem a ajuda de Diddy quando este é salvo em algum barril DK, como anteriormente. A ajuda de Diddy serve para seus pulos, onde ele segura Donkey e ativa seu jetpack, dando ao jogador mais tranqüilidade para fazer um pulo e pousar mais facilmente. Além disso, ter Diddy também aumenta a vitalidade.

Pois é, agora a série conta com “corações”, cada macaco tem dois. Perdendo-se os quatro corações, o jogador deve recomeçar do checkpoint (marcados por porcos atrás de balcões espalhados pelo cenário). Ao decorrer das fases, o jogador encontrará corações para recuperar a vitalidade da dupla, bem como diversos outros colecionáveis, como peças de quebra-cabeça, moedas (usadas para compra de artefatos de Cranky Kong), as tão famosas bananas (só posso imaginar que os animais hipnotizados ladrões deixaram várias delas cair), balões de vidas…

Os corações, no canto superior esquerdo.

Donkey conta com dois ataques básicos: pular sobre a cabeça de seus inimigos e a famosa cambalhota. O Wii-mote serve muito bem para jogos platformers sidescrollers, isso já é sabido. Há a opção de se jogar com o Nunchuck também, mas prefiro o jeito clássico, com o controle do Wii virado de lado, como um controle clássico de NES, usando o D-pad para realizar a movimentação do macaco. O problema é que a cambalhota é feita balançando-se o Wii-remote, o que atrapalha um pouco na fluidez do jogo. O combo Nunchuck + Wii-mote faz esta ser mais fácil e intuitiva.

Apesar da temática infantil e da crença de que esse tipo de jogo é fácil e voltado para crianças, Returns é um jogo extremamente difícil e que requer paciência (a vontade de jogar o controle na parede, sem a proteção de silicone, será muito alta diversas vezes). É comum perder mais de quarenta vidas em uma única fase. A Retro merece os parabéns por fazer um desafio viciante para todas as idades. Jogadores veteranos e iniciantes encontrarão espaço pelas várias fases e todos se sentirão desafiados – e não frustrados – pela sua dificuldade. É o tipo de jogo que parece dar risada da cara do jogador a cada vida perdida, e ninguém gosta de levar desaforo pra casa!

Ok, confesso: eu perdi mais de sessenta vidas nessa fase.

A dificuldade reside justamente na diversidade das fases, fator presente desde a trilogia feita pela Rare no Snes. Desde fases comuns baseadas em pular buracos e pular na cabeça de inimigos, passando pelas clássicas fases de carrinho de mina, chegando até fases de foguete, a variedade do jogo é impressionante! Infelizmente as famosas fases aquáticas da trilogia não estão presentes em Returns, o que é realmente uma pena, visto que o ambiente submarino dos três primeiros Country eram simplesmente incríveis e tinham uma atmosfera perfeita, era relaxante até. Os barris de lançamento, cipós, cordas, todos marcam presença em Donkey Kong Country Returns também!

O swing da selva!

Rambi, o rinoceronte é o único animal que está presente e pode ser montado em Returns, em fases específicas. Não entendo por que não foram explorados os outros animais, como o avestruz, o papagaio… enfim, não faz tanta diferença assim, na verdade, mas este é só um apelo de um jogador nostálgico!

Rambi

A cada mundo passado, o jogador deve enfrentar um chefe, que são animais hipnotizados pelos estranhos seres saídos do vulcão. O desafio e a dificuldade são altos nestes inimigos. Requer estratégia e habilidade nos dedos para não perder mais outras quarenta vidas, como aconteceu algumas fases antes…

Um dos chefes do jogo

SOM

A trilha sonora era maravilhosa na trilogia do Snes, então o que Returns faz é dar uma repaginada nela e trazer para os jogadores do Wii. Veteranos facilmente reconhecerão as músicas remixadas de Donkey Kong Country em Returns. Funciona muito bem isso, a Retro acertou nesta escolha, pois o jogo é uma dose profunda de nostalgia.

De resto, os sons ambientes fazem bem seu papel. Barulho de quando se pula sobre o inimigo, barulho do jetpack de Diddy Kong, resmungos de Donkey… enfim, não há muito o que se falar. No caso de Returns, a simplicidade é um ponto a mais para o jogo.

(Eita, nostalgia! O tema de DKC Returns!)

GRÁFICOS

A arte de Returns é simplesmente soberba. Muito colorido, muitas coisas acontecendo no plano de fundo, detalhes pelas fases! É certamente um dos jogos mais inspirados do Nintendo Wii, entrando no topo das melhores artes do videogame, com Super Mario Galaxy.

Os gráficos do jogo fazem lembrar o trabalho da Rare na época, que trouxe ao Super Nintendo um novo padrão gráfico. Returns não faz isso no Wii, claro, mas a inspiração da arte é um charme a mais para o jogo de Donkey e Diddy, que faz o jogo atraente para veteranos e novatos, mais uma vez.

Arte inspirada

Os inimigos, infelizmente, não possuem o carisma e o charme dos Kremlings, da trilogia do Super Nintendo. Infelizmente as comparações são impossíveis de não serem feitas, visto que é o ressurgimento da franquia depois de muito tempo. Mas o jogo é tão divertido que este detalhe passa despercebido depois de um tempo. Afinal, o objetivo dos inimigos é somente terem suas cabeças esmagadas pelos pés de Donkey Kong!

O destaque dos gráficos fica por conta das fases de silhueta, onde somente as sombras dos macacos, inimigos e bananas aparecem, contrastando com um fundo de cores vibrantes. É como colírio para os olhos, coisa muito boa de se ver quando se joga algo do porte de um Donkey Kong.

De encher os olhos...

VEREDITO

Se existe um jogo que faz a ponte “novato-veterano” que o Wii propõe fazer, este jogo é Donkey Kong Country Returns. Além de ter o apelo do macaco mais conhecido do mundo dos videogames, o jogo apresenta um gameplay simples, porém desafiador, apropriado para todas as idades. Poucas são as falhas do jogo, como a ausência de fases aquáticas, tão famosas na série e a pouca inspiração nos inimigos, mas isso é mais por nostalgia do que por uma visão mais crítica, o que é facilmente superado quando se vê a originalidade e diversidade que a Retro Studios colocou em prática no jogo. E você vai querer jogar tudo de novo, principalmente para coletar tudo o que não conseguiu ou fazer aquela fase que você pulou por pegar um atalho com uma chave de Cranky Kong!

Donkey Kong Country Returns é um jogo exclusivo do Nintendo Wii.

Donkey e Diddy

NOTAS

ENREDO: 6,0/10,0

JOGABILIDADE: 9,0/10,0

SOM: 10,0/10,0

GRÁFICOS: 9,5/10,0

NOTA FINAL: 9,3/10,0

PS: Nota do enredo foi descartada, da mesma forma como se fez na análise de Super Mario Galaxy 2.

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5 pensamentos sobre “[Neto’s Review] Donkey Kong Country Returns

  1. Esse jogo é simplesmente foda! EHAUEHEHUAEA
    Morri demais na fase do morcegão, mas acho que não cheguei a morrer 60 vidas O.o Devo ter chegado a umas trinta ehauehaueuaheua
    Nesse jogo era quase toda fase que aparecia o Super Kong querendo ajudar EHUAEHAUEA
    Fora que os time trial desse jogo são difíceis pra caralho, pqp!

    Mas é lindo demais, um dos melhores do Wii com certeza!

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