[Overthinking] Donkey Kong, o traficante de bananas

Você nunca me enganou!

Eis aqui algo que sempre vi claramente nos jogos da franquia Donkey Kong, mas principalmente vou focar neste artigo sobre o primeiro jogo do Super Nintendo, o famoso Donkey Kong Country. Todo o jogo acreditamos estar jogando com um excelente macaco e seu fiel companheiro em busca de um tesouro roubado, a reserva de bananas do macacão, que fica embaixo de sua casa.

Espere. Sim, isso mesmo, embaixo de sua CASA. Para começo de conversa, os únicos que possuem uma residência neste jogo são o próprio Donkey Kong e os macacos ligados a ele. Começa por aí o problema, a ilha é lotada de seres que estão impedindo o macaco de avançar, e eles não têm onde morar (ou alguém viu um Kremling saindo de sua nobre residência reclamar do barulho excessivo e bagunça causados pelo macaco?).

Enfim, não pode ser sadio apenas Donkey Kong e seus familiares e/ou amigos (Funky Kong e Candy Kong) ter onde morar e se proteger da chuva, ou ter uma boa noite de sono. A ilha, como já percebido, possui a face de Donkey Kong estampada nela. Obviamente estamos diante de um tirano, que só pensa em si mesmo e não se importa nem um pouco com o problema dos sem-teto.

Bem, voltamos ao suposto “roubo” das bananas de Donkey Kong. Primeiramente, a quantidade era enorme, o que o torna um belo de um egoísta mais uma vez, quer todo o alimento bananístico para si. Mas daí vem outro ponto que o jogo não explicita muito bem: o “Kong’s Banana Hoard”, o esconderijo das bananas de DK é, na verdade, um depósito para as bananas que posteriormente serão traficadas para as outras ilhas do arquipélago, visto que o macaco conduz experimentos genéticos em suas frutas, deixando-as mais gordas e suculentas do que da concorrência.

A céu aberto, a impunidade reina

Este fato das bananas estarem geneticamente modificadas explica-se pelo fato de várias delas estarem flutuando pelas fases e girando freneticamente. Oras, leitor, aposto que você nunca viu uma banana fazer coisas do tipo, exceto em algum número de mágica do Mister M.

Banana transgênica, sempre um perigo

E o que há de errado que todo mundo nessa ilha odeia o protagonista do jogo? Simplesmente é impossível uma pessoa ser tão odiada desta forma. A não ser, é claro, que ela tenha mandado esculpir na ilha sua face, com dinheiro proveniente da extorsão monetária do povo que por ali mora (aqueles jacarés, as cobras, os esquilos, enfim, todos da ilha). Vê-se claramente que o tráfico faz o sistema da ilha estar nas mãos de Donkey Kong e seus familiares. O velho ancião Cranky provavelmente foi quem iniciou as atividades ilícitas e latifundiárias na ilha, indo contra todas as propostas de reforma agrária que o antigo rei da ilha, K. Roll, havia proposto.

Sim, isso mesmo, K. Roll escolheu o exílio além-mar da ilha que antes era pacífica e vivia em harmonia. Mas partiu com uma idéia, uma revolução em mente, é claro. Compactuou com todas as outras raças da ilha contra o monopólio do macaco tirano chamado Donkey Kong, que obteve, obviamente 100% da aprovação de todos os contactados, visto que estavam totalmente insatisfeitos com o reino de ódio, terror e bananas de DK e seus familiares. Veja só, a plantação de bananas da família Kong se estende por absolutamente toda a ilha. Os pobres moradores não podem trabalhar, cultivar seu próprio sustento e, ao mesmo tempo, têm medo de comer as bananas transgênicas, pois dizem ser cancerígenas.

Animal escravizado e extremamente drogado por Donkey Kong. Perceba seus olhos vidrados.

O tráfico é feito a céu aberto, Donkey Kong, que prefere não contratar ninguém para fazer o serviço sujo, recolhe suas bananas totalmente despreocupado, visto que a polícia foi extinta e o caos reina absoluto. A odisséia faz o jogador pensar que está indo para um bom final, para recuperar a “reserva especial de bananas dos Kong”, quando, na verdade, o jogador está indo cada vez mais a fundo do mundo do tráfico e assiste, sem perceber, à insatisfação da população, que tem que viver nas selvas, cavernas e até mesmo dentro de minas, procurando proteção contra o macaco.

O jogador é forçado a coletar as bananas ilegais de Donkey Kong. Perverso.

Infelizmente, o mal prevalece e no fim do jogo Kong vence o revolucionário e bonzinho K. Roll e acaba por recuperar bilhões de dinheiro em bananas, e assim o tráfico continua. É por isso que nunca zerei Donkey Kong Country, sempre preferi chegar ao final e morrer todas as vezes, faltando um pulo para derrotar o Rei K. Roll, para dar mais emoção à revolução. O final secreto foi retirado do jogo, a pedido dos Estados Unidos, que alegou um perigo comunista com a cena mostrando a igualdade sendo propagada pela ilha com K. Roll a governando, enquanto DK e sua família seria levada até uma das minas, onde lá permaneceriam até pagar o débito para com a sociedade, agora livre do tirano mais peludo de todos os tempos.

O final ruim de Donkey Kong Country

 

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16 pensamentos sobre “[Overthinking] Donkey Kong, o traficante de bananas

  1. Pingback: [Overthinking] Arquivo confidencial – Mario « Jogador Pensante

  2. parece eu e meu primo conversando…. varias ideias e historias na hora sauhauhsaua ainda mais depois de curti “umreggae” ^^ muito boa historia cara… tinha q ta junto jogando um ps3 sauhsausa psn alguem aew ? 😛 a

  3. É só um jogo, se preocupe com o que acontece em torno de nós, embaixo dos nossos olhos, e não em game dos anos 90 😡 Sou louca por Donkey Kong, e isso não me influencia em virar traficante, explorar animais e pessoas :~~

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