[Fran’s Review] God of War III

“My vengeance ends now.”

ENREDO

God of War III tem como foco principal mostrar os acontecimentos finais da interminável saga de Kratos. Tendo em vista seus jogos anteriores, incluindo os lançamentos para o videogame portátil PSP, não poderíamos esperar menos do que o apresentado.

Seus eventos ocorrem em diversos lugares. Entre eles temos o corpo da titã Gaia (como era de se esperar, após o final de God of War II), Inferno de Hades, entre outros.

Este desfecho conta com Kratos viajando em sua insaciável sede por vingança, indo direto em direção a Zeus, custe o que custar. Mesmo tendo grandes desafios e obstáculos, ele segue pistas e vai descobrindo modos de como chegar a Zeus da maneira mais rápida que conseguir. É claro que nem sempre isso ocorre, mas ele se esforça ao máximo, passando por cima de qualquer Deus ou ser vivo que apareça na direção contrária, ou que tente pará-lo.

Tudo por vingança e fim de seu sofrimento.

Sua narrativa é contada de forma simples, basicamente da mesma forma dos jogos anteriores da série. No caso, seria algo sem interrupções, bem direto ao ponto. Informando apenas o lugar que você está, sem divisão por capítulos ou algo do gênero. A mudança de cenário é bem característica para lhe informar algo como se tivesse ido para um outro “capítulo”, mas é algo sutil demais para ser tomado como uma divisão.

Suas cutscenes são bem marcantes, sendo importantes em seu modo de narração. Muitas vezes essas cutscenes podem te levar a um clímax do jogo, ou apenas fazer um tipo de divisão, informar que você está mudando de cenário por algum acontecimento de sua história.

JOGABILIDADE

Não fugindo de seu estilo, como era esperado, temos a mesma mecânica de locomoção e ataque, incluindo apenas upgrades e formas de se utilizar o cenário.

Como por exemplo, herdado do jogo anterior da série, Kratos possui um tipo de asa, que é acionada no “segundo pulo”, o que influencia no modo que ele vai alcançar outros níveis de altura. Isso é visto em meios de se alcançar um cenário que está em um nível acima, sendo que a única maneira de se chegar lá é usando sua asa em uma corrente de vento.

Incluindo em novas habilidades, Kratos adquire ao longo do jogo novas armas para ter uma variante em sua mecânica. Provavelmente para não tornar o jogo algo tão repetitivo.

A cada arma, o combo torna-se algo diferente e característico. Ou até muitas vezes precisando de uma arma específica para avançar ou matar um certo inimigo. Nos deparamos inúmeras vezes com pedras inquebráveis, que barram nossa passagem, e a única maneira de passar é usando o Punho de Hercules.

A cada upgrade que se faz, utilizando seus orbs obtidos ao matar inimigos, ou quebrar itens do cenário, eleva a possibilidade de combos a se fazer com determinada arma.

Assim como nos outros jogos da série, temos uma certa barra de poder, que ao acioná-la, Kratos passa a usar a espada que usou contra Zeus em God of War II, sendo intocável e muito poderoso.

Cada uma dessas armas pode acabar tendo um objetivo diferente ao longo do jogo. Como já foi citado o Punho de Hércules para determinada ação, existem momentos em que precisamos de uma certa arma, usada de certa forma, para matar certo oponente.

Variedade. Sim, é algo que faltava durante as batalhas dos jogos anteriores.

Dessa vez, ela é muito mais presente. Temos uma variedade maior de inimigos, desde bruxas a harpias (que são usadas como artifício de cenário). Cada um com sua característica, e exigindo uma diferente habilidade para se derrotar.

Cada bossbattle é única, com um gameplay diferenciado e característico, misturando as QTEs e CGs na batalha em si, torna de cada uma dessas batalhas, contra cada grande deus, algo marcante e somado a uma experiência epicamente inesquecível.

Sem esquecer dessa característica marcante, temos as famosas QTEs. No caso, seriam os momentos que, durante uma “cutscene” ou um momento de clímax, aparecem botões para ser apenas pressionados, ou apertados repetidamente, na tela do jogador. Era algo já esperado, e fundamental para que fosse um verdadeiro jogo da série God of War.

SOM

Seguindo a linha do tema, a mitologia grega, foram feitas, por um competente compositor, as músicas de forma mais sombria. Algo que fosse marcante e definisse certo momento bem caracteristicamente.

Cada batalha principal possuindo uma certa música definida, faz com que a experiência seja mais marcante.

GRÁFICOS

God of War III possui um visual bem detalhado, dentro do possível, e mostrando uma boa iluminação.

Assim como era de se esperar, estamos vendo muito mais inimigo na tela, e muito mais (aquilo que todos os fãs mais queriam ver) sangue. Com seu poder gráfico, podemos ver o que realmente é algo de uma nova geração.

Não era possível ver antes algo como a batalha contra o titã Cronos. Algo tão bonito visualmente, e com tanto conteúdo, não era algo simples de uns tempos pra cá. Muitos inimigos ao mesmo tempo, somado com acontecimentos pré-definidos do próprio titã, enquanto você está batalhando em cima dele.

O ambiente está bem feito, mas ainda possui falhas. Como pedaços do cenário que não foram tratados da forma que deveriam, não receberam um cuidado final adequado. Como um todo, não paramos para ver, mas as pequenas falhas acabam sendo de um certo incomodo. Algo sutil, mas perceptível.

Restos de batalhas são vistas em todos os cantos, somado a destruição que a falta de deuses vai fazendo, tornando de tudo um clima muito mais característico. Muito bem representado.

VEREDITO

Terminando a série de forma invejável, God of War III é exatamente aquilo que os fãs esperaram. Intrigas, mistérios e descobrimentos. Tudo num conjunto interessante e bem trabalhado. Nada como a sensação de se sentir na pele de Kratos, que está simplesmente caçando Zeus.

Dentro de seu estilo, este jogo acaba agradando vários tipos de jogadores. Entre esses e outros motivos que é algo que todo jogador deve ter como experiência.

NOTAS

ENREDO: 9,8

JOGABILIDADE: 9,7

SOM: 9,5

GRÁFICOS: 9,5

NOTA FINAL: 9,6

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