[Tomio’s Review] Enslaved – Odyssey To The West

Nome: Enslaved – Odyssey To The West
Gênero: Plataforma/Aventura
Produtora: Ninja Theory
Plataforma: Play Station 3, Xbox 360
Versão analisada: Playstation 3

Oi, meu nome é Monkey

Enslaved, da mesma produtora de Heavenly Sword (PS3), é um jogo que conta as aventuras dos personagens Monkey e Trip em um mundo comandado por uma misteriosa organização chamada Pyramid.

Visual do fim do mundo

O jogo possui um trabalho caprichado, que apesar de não oferecer o melhor da tecnologia atual, não deixa a sensação de desleixo ou insatisfação nos quesitos técnicos e principalmente artísticos, com cenários bem coloridos e detalhados, trilha sonora que casa bem com as situações, loadings discretos e personagens com ótimas expressões faciais e dublagens. Vez ou outra, Enslaved apresenta algumas texturas em baixa resolução, ou serrilhados bem visíveis, mas nada que estrague a experiência em geral.

Inspirações do Oeste

Enslaved certamente fascinará as pessoas com a sua proposta principal, que é a de acompanhar os personagens em uma jornada épica repleta de acontecimentos em um mundo pós-apocaliptico. O carisma exótico dos personagens ajudam a deixar a experiência ainda mais interessante. Não bastando apenas a aventura em si, como o final do jogo também é um ponto importante a se considerar pelo impacto causado, seja pelo fator surpresa, seja pelos temas abordados.

Um dos pontos mais interessantes de Enslaved fica com a sua principal fonte de inspiração: A obra chinesa  Jornada ao Oeste.

Jogabilidade escravizada

O jogo consiste em misturar elementos platformer vistos em games como Uncharted e Prince of Persia 2008, com combates corpo-a-corpo em terceira pessoa e uma pitada de tiroteios, tudo isso em uma jornada dividida em capítulos. É louvável como os produtores se empenharam pra toda essa mistura soar como algo natural e, no mínimo, funcional, resultando em um jogo bem variado. Ao decorrer da aventura, o jogador estará diante de várias situações diversificadas, como “surfar” com um dispositivo que lembra um airboard, correr de robôs perigosos e até mesmo perseguições para salvar Trip do perigo.

Enslaved traz também um interessante sistema de coop com outros personagens, utilizando suas habilidades únicas para prosseguir na aventura, como a ajuda de Trip para distrair inimigos enquanto Monkey desarma metralhadoras, por exemplo. Infelizmente o sistema é bem limitado, dando ao jogador possibilidades de ações apenas em locais determinados, e sem a possibilidade de jogar com outra pessoa ou controlar outros personagens.

Através de Trip, Monkey pode também fazer upgrade de seus equipamentos e habilidades com as tech orbs, que estão espalhados pelo cenário ou adquiridos derrotando inimigos. Fazer upgrades é muito importante para prosseguir, pois facilitará e muito a vida do jogador durante as batalhas, que não serão poucas. Além de orbs, há também as máscaras, que fazem Monkey ver alucinações diretamente ligadas a história do jogo.

Nas partes de platforming há também o mesmo fantasma que assombra os jogos da Naughty Dog e Ubisoft: a automatização exagerada. O jogador simplesmente não pode pular para outro lugar a não ser o “local-alvo”, anulando completamente a possibilidade de errar e, consequentemente, diminuindo drasticamente a dificuldade (e a graça) do jogo. Se por um lado é até compreensível visto a proposta do jogo, que foca mais em combates e na narrativa em si, fica claro que era possível deixar o jogo um pouco mais “manual” sem prejudicar a experiência dos gamers mais novatos.

Além da automatização, os jogadores que gostam de fazer 100% precisam se preocupar com mais uma coisa: a ausência de backtracking durante um capítulo. Perdeu algo sem querer e prosseguiu uma área? Terá que começar o capítulo todo de novo.

O jogo também é prejudicado com uma câmera não muito boa, ficando, em certos momentos, sensível demais onde exige precisão, e lenta demais quando é preciso agilidade, além de não acompanhar o personagem principalmente em combates e quebras de tela, fazendo o jogador perder facilmente o controle da situação.

Felizmente os combates são mais bem trabalhados e completos, apesar de não abandonar a simplicidade. Há esquivas, defesas e até cover na hora do “tiroteio” que funcionam muito bem. Com tech orbs o jogador pode aperfeiçoar Monkey para ter mais movimentos e habilidades, que não chega a ser comparável com um action-meele puro como Bayonetta, mas não deixa a impressão de que é algo (muito) raso.

Odisséia de poucas horas

Enslaved é um jogo pequeno, que de certa forma foi uma boa aposta dos produtores para não deixar a experiência cansativa/enjoativa, mas é fato que há conteúdo de menos para proposta demais. Não há muito o que fazer após terminar o jogo, que dura cerca de 6 horas, a não ser coletar orbs, máscaras e ir atrás de conquistas. Para finalizar, quem for atrás dos extras certamente vai ter que suar um pouco a camisa, pois muitos dos orbs estão espalhados miseravelmente pelos cenários, e não há outra maneira de saber se o capítulo já foi 100% explorado a não ser sair do jogo e conferir no menu da tela título.

Fim da jornada

Enslaved – Odyssey To The West, comparado a outros jogos de ação, pode acabar sendo considerado raso. Mas apesar de suas falhas e sua curta duração, consegue entreter o jogador até o final com sua atmosfera única e personagens carismáticos, além de ter um dos finais mais surpreendentes dos últimos tempos.

Nota: 7.5

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5 pensamentos sobre “[Tomio’s Review] Enslaved – Odyssey To The West

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  3. Tomio, como vc fez (teve disposição) pra pegar todos os ORBs, cara?!! rs
    Achei esse troféu muita maldade, o sistema de divisão de capitulos é tosco e só dar p ver a qntidade de itens coletados APÓS sair da fase FAIL demais…

    • Sabe que tive sorte?XD

      Pq tem alguns que são “malditamente” randoms nas fases, foi sorte pura achar alguns…principalmente os das perseguições. Pelo menos o jogo é curto, durou menos o sacrifício 😄

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