[Tomio’s Review] Bioshock 2

Nome: Bioshock 2
Produtora: 2K Marine
Gênero: Tiro em primeira pessoa
Plataforma(s): PC, Playstation 3, Xbox 360
Versão analisada: Playstation 3

Morra, Delta!

Bioshock 2 é a continuação do premiado jogo de mesmo nome lançado em 2007 para as plataformas da nova geração. O jogo foi lançado em 2010.

Bem-vindo a Rapture…novamente.

Bioshock 2 leva o jogador novamente à cidade fictícia de Rapture para explorar novas áreas e saber de novos acontenicmentos. Por se tratar de um jogo que reaproveita a ambientação do jogo anterior, Bioshock 2 acaba não tendo o mesmo impacto causado pelo primeiro devido à forte sensação de dejá-vu causado pela direção artística, resultando em localidades não tão memoráveis.

Na parte técnica, o jogo apresenta gráficos a nível do primeiro, o que significa que não houve melhorias significativas além de um leve aprimoramento na iluminação e na física. Da mesma forma, a parte sonora continua em plena forma, representando bem o que ocorre ao redor do jogador com tiros, vozes, grunidos, ruídos e barulho de água, e com músicas que representam a época retratada.

Pai!

Em Bioshock 2, o jogador entra na pele de Subject Delta, que é nada menos que o protótipo da mais nova linha de Big Daddies de Rapture: a série Alpha. Delta, comparado a Jack do primeiro título, perde em velocidade, mas é recompensado com força e resistência. Como um imponente Big Daddy, o jogador deve novamente mergulhar para a utópica cidade de Rapture, dessa vez com habitantes mais conscientes, mas não menos perigosos.

Nesse título, o tema abordado é mais político, além de possuir mais personagens e mais questões decisivas ao jogador – se no primeiro era preciso escolher entre salvar ou não as Little Sisters, agora é preciso não só decidir o destino das pequenas, como também o destino de outras figuras que cruzarem o caminho de Delta, resultando em mais variações de acontecimentos e múltiplos finais. Apesar do acréscimo no elenco, apenas alguns personagens de Bioshock 2 conseguem ter algum diferencial que marque.

Devido às mudanças de gameplay, o jogo acaba deixando de lado grande parte do que marcou em Bioshock – são pouquíssimos os momentos de tensão e de pegadinhas que assustam o jogador desprevenido.

Salve-me, Mr. Bubbles!

Bioshock 2 tem a mesma base do título anterior: encontrar Little Sisters, crianças que coletam ADAM (substância que dá poderes para quem a consome) pela cidade, enquanto realiza outros objetivos dados por NPCs importantes. Por cima disso, foram acrescentados e/ou modificados inúmeros elementos, resultando em uma experiência mais frenética e dinâmica comparada a Bioshock.

Delta possui a habilidade de utilizar armas e plasmids (o equivalente a magias) ao mesmo tempo, dando possibilidades das combinações mais mortais. Elementos como hackear máquinas ou tirar fotos dos inimigos para estudá-los também passaram por reformulações para que seja possível realizá-los sem interromper um combate, resultando em um gameplay muito mais fluido e dinâmico.

Além de mudanças, adições também foram feitas, como novos plasmids, novas armas, novos tonics (o equivalente a habilidades passivas) e novos inimigos, como a temida e poderosíssima Big Sister. O jogo conta também com o sistema de coleta de ADAM, que é nada menos que proteger a Little sister que Delta está tomando conta no momento enquanto ela suga ADAM de cadáveres específicos.

E entram os defeitos. Bioshock 2 possui o mesmo problema de desbalanceamento de recursos do primeiro, tendo apenas um punhado de tonics, plasmids e armas com um custo/benefício incomparável ao resto, além do falho sistema de Vita chambers, espécie de checkpoints que revivem Delta sem nenhum custo ou limite. Ao menos, inimigos mais poderosos não podem mais ser derrotados aos poucos com a ajuda de um Vita chamber, já que estes ficam se curando quando Delta se distancia. Para quem procura um desafio maior, resta desligar o sistema e jogar apenas a base de save/load.

Nós somos uma família!

Bioshock 2, apesar de ainda manter o fator exploração, teve ela reduzida, graças ao corte do sistema de craft do título anterior, que consiste em juntar vários itens para criar munições raras. Sem a busca por itens, só resta para o jogador procurar por audio diaries (monólogos ou gravações de conversas que revelam detalhes da história), ou upgrades de armas, que estão dessa vez limitados, obrigando o jogador a escolher qual arma quer/precisa melhorar – ponto positivo se pensado no fator replay.

O jogo conta também com um modo multiplayer pra quem quiser testar suas habilidades contra outras pessoas, ótima adição que dá vida extra ao título.

Furando a todo vapor

Bioshock 2 é um jogo que foca mais na ação e deixa de lado alguns elementos que fizeram a diferença no seu antecessor, como a ambientação única e nunca vista antes, o clima de aventura e pitadas de survival horror, resultando em “apenas” um ótimo FPS.

Nota: 8,8

Review de Bioshock Infinite

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11 pensamentos sobre “[Tomio’s Review] Bioshock 2

  1. Pingback: [Tomio's Review] Bioshock « Jogador Pensante

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  3. Pra mim o “problema” do 2 é só não ter o impacto q o 1 teve na época. Rapture+Big Daddies tinham uma presença absurda em bioshock, impossivel de ser superada sem mudanças drásticas (será q Infinite consegue?).
    Mas em termos de gameplay B2 tá muito mais profundo e divertido, o multiplayer tb ficou muito bem inserido, like Assassins Creed Brotherhood, q detalham ainda mais a historia principal.
    Em meio a chuva de shooters de guerrinha, Bioshock 2 foi MUITO bem vindo.

  4. Bioshock é tão foda cara…
    tô (re)jogando o 2 aqui, toda hora paro p ver o “cotidiano” dos habitantes de Rapture, os splicers discutindo, conversando, se matando, os Big Daddies e suas little sisters “brincando”, os Brute Splicers resmungando suas inseguranças. Não é um shooter onde os inimigos tão ali te esperando p meter bala, eles tão ali “vivendo” até q vc cruze com eles.
    Acho q esse é o único jogo q eu realmente leio aqueles “logs”, realmente muito capricho na trama e ambientação.

    As partes fora de rapture são lindas demais, uma pena não rolar uns combates submersos.

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