[Consciência Gamer] O legado da sétima geração

Sete gerações de consoles. Sejam portáteis ou de mesa, cada geração teve algo representativo, algo que fosse passado para a frente, nunca esquecido e utilizado cada vez mais. Não se faz muito necessário comentar do legado deixado pela geração 8-Bits, visto que foi a salvação de uma indústria que estava andando em círculos e estava se tornando impraticável antes da chegada do NES, que popularizou de vez os consoles.

A geração 32/64bits, de Playstation e Nintendo 64 deixou, principalmente, o 3D praticável em consoles, que foi carregado pela indústria e permanece até hoje (obviamente), tendo seus maiores expoentes Super Mario 64 e The Legend of Zelda: Ocarina of Time, ambos convertendo suas franquias, anteriormente em 2D, em um 3D que, na época, era infalível e extremamente divertido. Além do que foi nessa geração que vimos direcionais analógicos nos controles e uso do rumble, a função vibratória dos joysticks.

 

3D

Enfim, cada geração contribuiu e deixou algo para a próxima, principalmente no que toca o gameplay. Agora, este post é mais uma reflexão (aliás, todos os desta categoria de posts são) sobre o que a sétima geração de consoles, de Xbox 360, Wii e Playstation 3, nos de mesa, e DS e PSP nos portáteis deixarão para sempre nas marcas dos videogames.

Temos alguns pontos a serem pensados, primeiramente seria melhor pensar sobre gráficos em alta definição. Bom, excelente, tudo lindo, explosões maravilhosas, detalhamento nunca antes visto. Mas será que a “alta definição” é um legado que será passado para a frente ou é meramente um avanço normal de uma geração para a próxima? Com a licença de expressar minha opinião somente aqui, vou usar tudo em primeira pessoa mesmo. Eu acho que os gráficos serão em breve esquecidos quando lançada a próxima geração. Agora, por quê?

Simples, ninguém mais acha os gráficos do Nintendo 64 uma beleza mais. Foi bom pra sua época, mas evolução gráfica é algo que existe desde o início dos videogames. Assim que babarmos com as imagens da próxima geração, toda a alta definição vai ser deixada pra trás e veremos o quanto ainda se podia ir à frente. A prova disso é a própria implementação dos gráficos dos jogos de hoje em si: se Uncharted: Drake’s Fortune era bonito na época de seu lançamento, hoje é só uma sombra perto de Among Thieves.

Na época, era imbatível.

Outro ponto a ser pensado é o do jogo online. Não surgiu nesta geração, já existia antes, por exemplo no Dreamcast, utilizando um modem de 56K, conexão discada mesmo. Mas ok, foi nesta geração que ele se firmou em consoles, principalmente com o sistema impecável da Xbox Live. Pode-se dizer que o jogo online estável em consoles foi criado nessa geração e isto sim é um legado a ser passado à frente, a não ser que você pense que quem criou isso foi os PCs, mas vamos nos manter nos videogames em si.

Agora, a palavra de lei desta geração é interatividade. E quem começou tudo isso foi o Nintendo Wii nesta geração. O sensor de movimentos dele foi extremamente bem sucedido, pelo menos no que tange aos leigos, mas com o Motion Plus tudo ficou mais suave e interativo. Quando se joga Wii pela primeira vez na vida (geralmente o Wii Sports, claro) é clara a interatividade, afinal só é necessário mexer o braço e o Mii dá a raquetada no tênis, ou joga a bola de boliche nos pinos. Tudo prático e, principalmente, interativo. A prova de que isso é importante nesta geração é o surgimento de PSMove e do Kinect (mesmo este último sendo o mais diferenciado, não ter controle e etc., a premissa é a mesma: o movimento).

"Nooooooossa, mexe igualzinho a minha mão!"

Nos portáteis, é mais do que claro: o touch, realizado no Nintendo DS. A prova é o NGP, próximo portátil da Sony, que usará a função, além da ampliação do hardware existente no PSP.

Enfim, na minha opinião, o legado da sétima geração se dá, majoritariamente, aos sensores de movimento, que causam a sensação de interatividade, cada vez melhor conforme vão saindo os jogos, principalmente agora com Kinect e PSMove. Se os jogos para estas funções são “casuais” ou simples, não cabe aqui discutir. Os multiplayers online também serão passados à frente, bem como nos portáteis o touchscreen e o uso da stylus também será sempre lembrado e praticado.

Texto meio bobo, totalmente opinativo e especulativo, mas eu só queria escrever e postar para vocês. São só pensamentos. Obrigado!

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3 pensamentos sobre “[Consciência Gamer] O legado da sétima geração

  1. Um tema sempre interessante de se discutir, mas sempre complicado também. É verdade que so vamos saber de vez qual foi o legado de algo ao fim da geração mesmo, e segundo os cabeças da Microsoft e da Sony, eles nem querem falar de próxima geração ainda ( ao menos em consoles, portáteis já é outra coisa), ou é o que lembro ter lido por ai. Concordo bem com o aspecto dos “novos” (em verdade, já se tentou antes, mas não tinha dado certo…cof Power glove cof) controles e as redes on-line mudaram não só a maneira de se jogar um jogo, mas também a maneira de vender o jogo e novos mercados se abriram, até nos pcs com o steam e tudo mais. Porém eu acho, com ênfase aqui no eu, de maneira alguma isso é uma opinião profissional ou qualquer coisa do gênero, que os gráficos deixam um legado sim! Talvez não seja exatamente um legado positivo, mas um legado de qualquer maneira. Os jogos hoje em dia, aomenos os de grandes estúdios, são um esforço milionário para se fazer, precisando de milhares de pessoas trabalhando arduamente para fazer uma área do jogo, colando texturas, animando movimentos, calibrando físicas, etc. É tão caro fazer um grande jogo como esse hoje em dia, principalmente se a empresa for atrás de criar seu próprio motor gráfico, que essas grandes empresas dificilmente tentam fugir de uma formula que dê certo. Não que inovação e superação não apareça, mas vai ficando cada vez mais complicado convencer os “executivos” a financiar o jogo que não seja só mais do mesmo. Bem, o comentário já ta meio enorme, então acabo aqui falando que de certa forma há um legado nos gráficos, mas talvez seja só o desenvolvimento natural do hobby… Quem sabe?

  2. Não diria só que os gráficos deixam uma marca, mas com o avanço da tecnologia dos consoles, os games estão cada vez mais cinematográficos. É preciso amplo cuidado e vastas equipes para lidar com fotografia, som, enredo, atores (pessoas reais interpretando os personagens – coisa impensável no começo dos anos 90, por exemplo) e tudo mais. Jogos estão se tornando mais e mais grandes obras tão, ou até mais, trabalhosas que filmes. Talvez essa seja uma das grandes marcas dessa atual geração, que gradativamente vem se impondo.

    A interatividade mencionada no texto, para mim, também pensa. Está se intensificando também. Rumo à realidade virtual… aposto que logo ela chega.

    • E aí, Bush!

      Obrigado pelos comentários, são muito importantes para o crescimento do blog!
      Pois é, a cinematografia está cada vez mais em voga, mas isso se iniciou com força lá no Playstation, com CGs maravilhosas que focavam nisso… essa gen só está aprimorando o que já havia começado há muito tempo!

      Abraços!

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