[Epoch – The Time Machine] Final Fantasy IX

Final Fantasy IX, lançado em 2000, foi o último jogo da franquia para o Playstation 1, assim como um dos últimos jogos lançados para o primeiro console da Sony.

A trupe

Final Fantasy IX pode ser facilmente resumido em uma palavra: equilíbrio. E ela pode ser interpretada de inúmeras maneiras. Acertando em cheio sua proposta, que é a de agradar todo o tipo de fã, o jogo conta com sistemas clássicos de outros jogos da franquia, mas recriados com o que existia de melhor em tecnologia e mecânicas de sua época, resultando em um verdadeiro clássico moderno. Gráficos, arte, cenas em computação gráfica…todos os detalhes visuais foram tratados com todo o cuidado para fechar a quinta geração de videogames com chave de ouro. Não apenas na parte visual, como a parte sonora também foi muito bem trabalhada e, de quebra, com o lema do jogo, resultando em muitas versões remixadas de faixas clássicas de outros Final Fantasies, além das óbvias inéditas, sendo a grande maioria delas variadas entre belas melodias tristes ou relaxantes. Para completar, o título carrega inúmeras referências aos episódios anteriores da série, tendo desde nomes de itens e locais a personagens e acontecimentos.

Tema do jogo:

Qual o sentido da vida? E da morte? O que é certo e o que é errado? O que é preciso saber, o que é preciso ser feito e o que não é? Filosofia é o termo certo quando o assunto é enredo em Final Fantasy IX. Não fugindo da proposta principal, o jogo conta com uma trama simples e volta com a importância dos cristais à tona, mas essas características não passam de um simples pano de fundo para o mais importante: narrativa e personagens. Final Fantasy IX resgata o story-telling mais adulto e dramático de Final Fantasy IV, apostando bastante nos personagens, que apesar dos aspectos infantis (com direito a visual semi-superdeformed) e história de fundo simples, esbanjam carisma e características únicas graças à personalidade bem trabalhada de cada um deles. Como resultado, foi criado um jogo com história fácil de entender, sem que isso signifique ser menos interessante. É difícil não gostar pelo menos de um personagem quando existe um elenco com figuras como Vivi, o jovem black mage que busca o sentido de sua existência, Garnet “Dagger”, a princesa aventureira e Zidade, o hábil gatuno e protagonista do jogo. Vale lembrar que alguns deles tiveram a aparência, e até um pouco de sua personalidade, baseados em personagens do clássico Mágico de Oz.

Vivi, Steiner, Garnet e Amarant?

Final Fantasy IX mantém o velho sistema de turnos ativos (active time battle), com algumas modificações. A começar pelo sistema de evolução, onde cada personagem tem uma profissão fixa, com habilidades adquiridas utilizando equipamentos específicos e acumulando experiência. Apesar de ser aparentemente limitado, o jogo consegue manter um balanço bastante satisfatório entre os personagens, cada um tendo seus altos e baixos, sendo difícil (ou até mesmo impossível) definir o melhor grupo a ser montado. Não só os personagens como o poder dos golpes em si também foi balanceado, exigindo mais estratégias antes das lutas, montando um grupo eficiente para cada situação, como na luta em si, pegando o tempo e a situação certa de usar os recursos disponíveis. Consequentemente, o jogo ficou um pouco mais difícil que outros capítulos da série, e infelizmente essa característica se mostra instável, tendo tanto situações dificílimas como pateticamente fáceis em algumas passagens. Para aumentar o leque de estratégias, foi adicionado o Trance, evolução dos limit breaks onde o persoangem não utiliza apenas um golpe, mas fica, como diz o nome, em “transe” por alguns turnos, ficando mais poderoso e com habilidades únicas desse momento.

O jogador pode explorar Gaia (nome dado ao mundo de Final Fantasy IX) de forma não muito diferente de outros jogos: Os personagens devem ser guiados em dungeons, cidades e no world map. Em meio a essa atividade, é possível encontrar inúmeras atividades opcionais, que variam desde jogar cartas a caçar sapos em pântanos. Final Fantasy IX certamente possui o acervo mais variado e, principalmente, agradável de side quests até então, tendo muitas delas integradas discretamente na aventura principal para que a jogatina se torne realmente única. Um dos destaques em termos de conteúdo opcional fica por conta da exploração com chocobos, que evoluem através de um sistema de busca de baús. Uma forma genial de aliar processo e recompensa, resultando em uma atividade verdadeiramente prazerosa. Não só de exploração, como a informação em Gaia também é um elemento a levar destaque, com inúmeras localidades, povos e raças distintas, proporcionando uma experiência nova a cada localidade descoberta e a cada nação analisada.

Explorando cada canto do mundo. Literalmente.

Apesar de não ser tão popular quanto seus antecessores VII e VIII, Final Fantasy IX deixou sua marca na história não apenas do console da Sony, como também na geração em que foi lançado, sendo uma prova imóvel do que a Squaresoft era capaz e do quanto ela evoluiu até então, sem, é claro, esquecer da alma da série e de seus milhares de fãs.

Nota: 9,9

Review de Final Fantasy XIII

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11 pensamentos sobre “[Epoch – The Time Machine] Final Fantasy IX

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  2. Cara, essa luta do Alexander é embasbacante, pirei muito na epoca.
    A trilha sonora tb, a musica da tela de start é MUITO “sinistra”, q clima e aquele…? FODA!

    Agora so falta o review do FF6, mas não fale mal! AhauAhauhaUAHUA

    Mais um review bacana, parabens, cara!

    • Valeu!

      É o meu FF favorito XP

      E eu não lembro quase nada do FF6…a mesma situação do Legend of Dragoon e Chrono Cross…só lembro que são bons 😄

      Talvez se for fazer de outro FF, farei do 4 😄

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