[Tomio’s Review] White Knight Chronicles

Nome: White Knight Chronicles
Produtora: Level 5
Gênero: JRPG
Plataforma(s): Playstation 3
Versão analisada: Japonesa

Crônicas do cavaleiro branco

White Knight Chronicles é o primeiro jogo para a nova geração da Level 5, mesma produtora de Dragon Quest VIII e Rogue Galaxy, ambos para Playstation 2.

Inimigos invisíveis

Os gráficos de White Knight Chronicles certamente não são um espetáculo, mas fazem sua tarefa na nova geração, sem queda de frames e com belas cenas em computação gráfica. Corrigindo, quase fazem sua tarefa – o jogo possui sérios problemas de pop in ao longo da jornada, a ponto da party ser atacada por inimigos que simplesmente brotam do nada.

A parte sonora, por sua vez, é bem satisfatória, com som ambiente decente e trilha sonora bastante agradável, lembrando muitas vezes alguns clássicos da Ivalice Alliance, uma das compilações de jogos da Square-Enix. Além disso, o trabalho de dublagem dos personagens também não deixa a desejar, apesar de não ser dos melhores.

Fugitivos da APAE

Heróis que se transformam na era medieval – esse é um resumo básico de White Knight Chronicles. Muitos jogadores podem virar a cara para esse tipo de enredo, mas não é de todo ruim… se os personagens não estragassem tudo. O elenco de White Knight Chronicles é a coisa mais deprimente que pôde nascer em dezembro de 2008, algo que não se via desde Rogue Galaxy. O jogador não consegue captar a alma deles, além de serem extremamente sonsos. A história chega a ficar hilária vendo os personagens atuando em situações idiotas da forma mais demente possível.

Aspirante a Final Fantasy

O sistema de batalha de White Knight Chronicles é bastante parecido com a de Final Fantasy XII (Playstation 2), com a party se movendo livremente pelo cenário e desferindo ataques quando uma barra (que no caso do jogo é um círculo) se preenche. Aqui o jogador mesmo configura seu menu de batalha, colocando suas skills preferidas. Cada skill ou ataque é variado, tendo do tipo perfuração, corte e pancada, alguns custando chips (espécie de sp) ou mp. Apesar do leque de opções, o jogador não precisa se preocupar com essas variações, pois praticamente não se diferenciam em custo-benefício, exceto o modo cavaleiro, onde o personagem fica muito mais poderoso.

A inteligência artificial é um elemento simplesmente lamentável no jogo, a ponto de existirem jogos de Game Boy Advance com configurações de computador mais inteligentes. O jogador verá constantemente seus aliados usando cure III em alguém que levou 1 de dano, fire III em monstros de fogo, entre outras barbaridades. Não há opção de configurá-los além de escolher formações táticas que, novamente, não fazem muita diferença, e montar o menu de batalha dos personagens de uma forma a não fazerem muita besteira.

O mundo do jogo e a exploração são, novamente, parecidos com Final Fantasy XII, principalmente pela extensão das fields e design das cidades. Há uma boa variedade de cenários e os mapas possuem baús e minérios, utilizados para upgrades e forja de equipamentos, bem localizados. Só não há a variedade de inimigos do jogo da Square-Enix. O jogador constantemente encontrará inimigos de um mesmo modelo, diferenciados apenas por cor ou alguns detalhes.

Os equipamentos do jogo são quebráveis, não a ponto de perdê-los para sempre, mas o suficiente para perder quase toda sua eficiência, tendo que visitar ferreiros de tempos em tempos para consertá-los. Cada equipamento muda completamente o visual do personagem.

O sistema de evolução lembra bastante FFXII Interational Zodiac Job System (Playstation 2), com várias classes. A cada level up o personagem ganha pontos para comprar status e skills. Há também um sistema de reincarnação, para ter acúmulo de pontos para personagens mais poderosos no nivel máximo. Seria interessante se as jobs não fossem tão limitadas e simples, pois no final, o jogador praticamente é pressionado a absorver todos os status de todas as jobs e escolher a de ataque físico mais alta como principal para não ter uma diferença enorme de poder na party, tendo um monte de clones no modo online mais tarde.

Apesar de parecer um jogo no mínimo decente, White Knight Chronicles sofre de dois problemas críticos. Primeiro: é extremamente curto, terminando literalmente no meio do jogo sem nenhuma razão e nenhum aviso. Além disso, é também extremamente pobre, sem absolutamente nada para fazer além de prosseguir na história ou jogar o repetitivo modo online.

Extra ôco

No começo do jogo, o jogador é obrigado a criar um avatar, que vai acompanhar o grupo no modo single player. Mais tarde é desbloqueado o modo online.

Além das partidas online em si, há também a Geonet, uma comunidade em forma de facebook para as pessoas se encontrarem, que apesar de ser interessante é um tanto burocrática para as pessoas conseguirem realizar uma simples quest. Cada jogador possui também uma “home” chamada Georama, uma espécie de cidade virtual onde o principal benefício é a aquisição de itens com maior facilidade.

O modo online de White Knight Chronicles lembra muito o universo Monster Hunter (PS2, PSP, PC), tanto em mecânica quanto em ambientação: o jogador se junta com até 3 pessoas para realizar quests. Infelizmente, a Level 5 não soube criar quests variadas e em maior quantidade, tampouco mecânicas mais amigáveis e balanceamento mais adequado de progressão de ranking para que a jogatina ficasse mais atraente e os troféus, o único extra real do jogo, não se tornassem tarefas tão monótonas.

Não foi dessa vez

White Knight Chronicles é basicamente um jogo de 15 horas de duração com muitas falhas, online repetitivo e sem extra algum. Um jogo que mostra vestígios de que terá continuação, mas não consegue transmitir nada além da sensação de ser um jogo incompleto.

Nota: 4

Review de White Knight Chronicles 2

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