[Neto’s Review] LittleBigPlanet 2

“Do not take lightly your hopes, your ideas, your fantasies. Let them grow. Nurture them. Then your wildest imaginings will soon trip the dream fantastic, soaring into the Wonderplane, and spreading into something altogether… magnificent.”

Capa do jogo

Leitor, este review é unicamente para o modo história do jogo. Eu infelizmente não tenho condições de falar do modo de criação de fases, visto que não tenho paciência! Obrigado e boa leitura!

ENREDO

A seqüência de um dos melhores jogos de 2008 chegou logo no início de 2011. LittleBigPlanet 2, um dos exclusivos de maior peso da Sony nesta geração é um aprimoramento em todos os sentidos do primeiro jogo. Se o primeiro era mais focado no “faça-você-mesmo”, contando com um enredo single-player bastante pobre e pouco desenvolvido, sua seqüência vem muito melhor acabada neste ponto.

O enredo de LittleBigPlanet 2 é apresentado, finalmente, através de cut-scenes (estas podem ser passadas, fique tranqüilo). Inclusive agora os caricatos NPCs possuem falas, e são dubladas! Isto, porém, se restringe às cut-scenes do jogo, pois quando eles precisam dar algum aviso durante a fase propriamente dita, cada um solta um “grunhido” diferente, bem similar ao que se vê nos jogos da franquia Zelda.

Personagens muito mais carismáticos

A palavra-chave para o enredo de LittleBigPlanet 2 é, sem sombra de dúvidas, caricato. Um enredo lotado de referências a história, cultura nerd, cultura geral, enfim. Tudo muito bem caracterizado. Um belo exemplo é Larry Da Vinci, um dos primeiros NPCs encontrado no jogo, que funciona como um guia para o jogador, ensinando-o grande parte dos truques que serão usados. Caracterizado como um homem velho, com barba feita de jornal (sim, você leu bem) e usando óculos 3D, Da Vinci acompanhará o jogador por toda a sua aventura, auxiliando-o.

Larry Da Vinci e sua barba bem informada

O enredo propriamente dito é recheado de non-sense, mas é um non-sense bem utilizado, que é feito só para dar graça e humor ao jogo. Em uma geração lotada de jogos cheios de conteúdo sério, com poucas doses de humor, LittleBigPlanet 2 rema contra a maré e apresenta um jogo cheio de doses de humor e com pouco conteúdo sério. Mas nem por isso o jogo não tem fases de efeito, a narrativa vai se tornando mais séria e urgente conforme o jogador avança.

A história do jogo se passa em Craftworld, o “pequeno grande planeta” onde vive o Sack Boy (ou Sack Thing, como Da Vinci nos chama) e seus companheiros. Tudo ia muito bem até a chegada do Negativitron, uma entidade poderosíssima e com sede de destruição. Daí pra frente, o jogador deve seguir em frente, passando por cada mundo, conhecendo cada NPC, sendo todos eles cruciais para a salvação de Craftworld.

O exército de Sackbots, que auxilia o jogador em momentos de tensão

Apesar de simples, o enredo chega a impressionar, devido ao humor presente nos diálogos, bem como ao conteúdo extremamente sem noção dos vários personagens.

JOGABILIDADE

Apesar de tudo o que foi implementado, essencialmente LittleBigPlanet 2 continua sendo um side-scroller. A maioria das fases do modo história se apresenta desta forma. Se o primeiro jogo da série se baseava apenas no andar-pular-agarrar, fica difícil definir no que se baseia este segundo episódio da franquia.

Há tanto para fazer em LittleBigPlanet 2! O jogo agora apresenta Power-ups, que são basicamente três: o Grapple Hook, Grabinators e Creatinators. O primeiro, como o próprio nome sugere, serve para que Sack Boy se agarre a partes que seriam impossíveis sem o uso dele, criando, assim, uma espécie de “corda” onde o jogador deve combinar seu balanço com o momento certo de pular para a próxima plataforma ou lançar outra vez seu Grapple Hook. O segundo – Grabinators – possibilita uma força extra ao jogador, fazendo com que ele possa pegar coisas mais pesadas e lançá-las com mais força do que o normal (é interessante usá-la quando se joga em modo cooperativo, pois possibilita novas formas de gameplay nas fases jogar o colega longe). O terceiro, Creatinators (e suas variantes) funciona como uma “arma”, tendo o jogador que mirar com o analógico direito e atirar com R1. Com certeza é o Power-up que leva mais tempo para o jogador se acostumar.

Uso do Grapple Hook

Além dos Power-ups, há a adição de seres que Sack Boy pode montar em cima. Há o coelho, que serve para pular e destruir coisas, o cachorro que possui um latido supersônico e uma espécie de rato, que sobe nas paredes e anda com uma velocidade invejável. Além disso, há as abelhas, que são fator crucial de diversão e desafio ao jogo. Com elas, é como se o jogador entrasse em uma fase de shooter de nave antigo, como Gradius, por exemplo, pois a abelha é dotada de uma espécie de tiro, podendo destruir os inimigos que vêm pela frente. Tudo muito intuitivo.

O coelho saltador, excelente para fazer meninas se apaixonarem por videogames (é sério)

Agora o jogo apresenta muitas boss battles. Há pelo menos uma por mundo, todas muito diversificadas entre si, além de desafiadoras (lembrando que desafiador é diferente de difícil). Esta adição deixa o jogo muito mais variado e com muito mais característica de que existe um inimigo a ser derrotado. Além dos chefes de cada mundo, o jogo também conta com alguns sub-chefes, presentes nas próprias fases.

Uma das boss battles do jogo

Tudo poderia ter sido muito melhor explorado, pois os Power-ups só funcionam em partes específicas (aliás, é obrigatório você possuir os Power-ups para passar das partes onde é possível tê-los) e os robôs montáveis poderiam ser mais utilizados. Mas nada disso vai impedir o jogador de se divertir e, acima de tudo, aprender sobre o universo de LittleBigPlanet 2 no modo história (não se deve esquecer que o jogo ainda é sobre criar fases e compartilhá-las com outros jogadores).

De resto, tudo de bom de LittleBigPlanet está presente nesta seqüência: obstáculos, inimigos, polias rodando rápido, objetos para agarrar e arrastar, colecionáveis, pontos, records a serem batidos… e aí há a controversa física da franquia. Mais uma vez, a física é perfeita, para o bem ou para o mal. É aí que deve ser feita a questão: será que uma física fidedigna à realidade é realmente necessária para um platformer? Será que esta física é apenas uma característica para fazer de LittleBigPlanet uma série única ou será que é a necessidade de apresentar algo realista nesta geração?

O Hub World de LittleBigPlanet 2, muito semelhante ao do primeiro

Como isto é um review, eu devo apresentar a minha opinião: a física é exagerada. Não há esta necessidade em um platformer. Chega a tirar a fluidez do jogo. Quantas vezes um pulo é absurdamente menor do que o esperado, justamente por causa da física? O jogador muitas vezes fica confuso com esta física extremamente realista.

No conjunto da obra, porém, a física do jogo não chega a frustrar toda a experiência do jogador. Pelo contrário, chega a ser até mesmo mais um obstáculo a ser batido, o jogador deve aprender a dominar a física de LittleBigPlanet.

Ah, um adendo: quanto mais pessoas jogando LittleBigPlanet no mesmo jogo, principalmente se for em um co-op offline, mais divertido o jogo fica. Vale lembrar que o jogador que quiser uma experiência completa do jogo, vai buscar de todas as formas buscar cada item colecionável que surgir na frente, para poder, então, estilizar seu Sack Boy à sua própria maneira, de todas as maneiras possíveis. E quem tem o primeiro jogo instalado no Playstation 3 será agraciado com tudo o que coletou neste.

Customizando o Sack Boy

SOM

Ah, o trabalho sonoro de LittleBigPlanet 2! Se o primeiro já contava com músicas de alto nível, sua seqüência segue o trabalho e aprimora. Além de músicas licenciadas, o jogo possui músicas próprias, todas acompanhando o clima de cada fase, com tom descontraído na maioria das vezes, com músicas variando de remix de músicas clássicas até o Metal do Nightwish. Afinal de contas, Sack Boy é um personagem extremamente descolado, claro.

O trabalho de dublagem foi muito bem-vindo e bem feito, tornando as cut-scenes bastante interessantes de serem assistidas, além de dar muito mais carisma ao jogo. Certamente foi o que faltou ao primeiro jogo, além de um enredo mais bem trabalhado. Nas fases, os NPCs apenas emitem grunhidos característicos, o que é compreensível, pois geralmente são frases apenas de ajuda ao jogador ou diálogos totalmente sem noção e desconexos, ou seja, que não afetam o enredo do jogo (mas são impagáveis!).

(Walter Murphy – A Fifth of Beethoven, uma das músicas licenciadas que embalam LittleBigPlanet 2)

GRÁFICOS

Colorido! LittleBigPlanet 2 é um jogo extremamente colorido e com uma riqueza de arte que faz qualquer um babar. Em meio a uma geração cheia de jogos monocromáticos, LBP2 vem com uma verdadeira aquarela e inunda os olhos do jogador. Muitos efeitos brilhantes, tudo bastante polido e característico.

O termo “graficoso” certamente não se encaixa em LittleBigPlanet 2. O termo correto é artístico, pois a arte do jogo é suprema, cada fase teve seus detalhes muito bem encaixados e diversificados de uma para outra. Para quem gosta de uma bela arte, este jogo é uma boa pedida, praticamente necessário.

Alto estilo

E é nesta arte que mais uma vez o caráter “sem noção” de LittleBigPlanet 2 aparece mais uma vez. Onde no mundo encontraríamos um ser com barba de jornal e óculos 3D? É de chegar a imaginar que os desenvolvedores do jogo estavam certamente sob efeito de entorpecentes.

Colorido e sem noção

Algumas falhas aparecem para o jogador, como muitas vezes o cenário engolindo parte do Sack Boy, ou durante alguma cena não-jogável o boneco do jogo ficar descontroladamente se mexendo no mesmo lugar. Alguns serrilhados também são vistos ora ou outra.

VEREDITO

Rico! LittleBigPlanet 2 é um jogo rico! Eu diria milionário! Há tanto para se fazer, tantas fases para se jogar! O jogo é curto em seu modo história, admito, mas o valor de replay é alto e, além do mais, há uma tonelada de fases feitas pelos membros da PSN presentes para serem jogadas. Como uma vez foi dito em um comercial para LittleBigPlanet 2, o jogador nunca sabe quando terminou realmente o jogo, pois é praticamente infinito se ele quiser jogar tudo o que foi feito.

As adições foram extremamente bem vindas, podendo agora os jogadores criar fases muito mais complexas e até mesmo jogos inteiros, com diversas fases, além de um modo história muito melhor conectado e contado, dando finalmente o carisma necessário a esta série. Para quem gosta de um excelente multiplayer local, LittleBigPlanet 2 torna-se obrigatório, mesmo com seus problemas de física excessiva. Poucas as felicidades de um gamer são maiores do que pegar aquele maldito item praticamente inalcançável em LittleBigPlanet 2.

Sack Boy, Sack Thing… um personagem e um mundo infinito

NOTAS

ENREDO: 10,0/10,0

JOGABILIDADE: 8,5/10,0

SOM: 10,0/10,0

GRÁFICOS: 9,0/10,0

NOTA FINAL: 9,2/10,0

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9 pensamentos sobre “[Neto’s Review] LittleBigPlanet 2

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