[Consciência Gamer] Enredos em jogos: importância ou adição?

Enredos são importantes para os jogos? Certamente muitos jogadores já pensaram a respeito ao se depararem com jogos onde a história é quase nula como em Vanquish (Playstation 3, Xbox 360) e em casos contrários, onde a trama dá outro sentido à jogatina e no gameplay em geral, como em Heavy Rain (Playstation 3). Mas, antes de entrarmos nessa questão, vamos entender um pouco melhor a razão da existência de enredos em muitos jogos.

Vanquish (PS3, 360) – o jogo não dá tempo nem para respirar, o que dirá de analisar enredo.

Devido à natureza humana, os enredos de início serviam mais como um motivo lógico (ou não tão lógico assim, em alguns casos) para o que acontecia na tela, que podia variar de uma guerra contra aliens a um encanador bigodudo salvar uma princesa de uma tartaruga superdesenvolvida. Claro, devemos descartar aqui gêneros que dispensam completamente a necessidade de lógica existencial, como no caso de puzzles como Tetris ou jogos esportivos em geral.

Mario: Peach, lá vou eu! (quantas vezes já disse isso…?)

Com o avanço da tecnologia, as histórias passaram a ser não só um pano de fundo, como também um componente para muitos jogos, em especial gêneros como os RPGs e adventures point and click, onde a trama e o gameplay estão intimamente ligados. Obviamente, muitos outros gêneros mantiveram a velha tradição de termos o enredo como um simples pano de fundo pra algum personagem quebrar tudo que vier pela frente. Afinal, a natureza dos videogames nada mais é que ser um entretenimento interativo.

Qualquer desculpa é desculpa para socar o adversário em Street Fighter 4 (PS3, PC, 360). E é isso que importa.

Como não poderia faltar, nem todos os jogos e seus gêneros seguem esses conceitos, tendo exemplos de jogos onde o enredo, por mais pano de fundo que seja, é acima da média, ou até melhor executado que muito jogo focado nisso, como no caso da série Yakuza, um beat’em up com sandbox onde o objetivo primário é socar os adversários de diversas maneiras. Outro exemplo, porém não muito feliz, é Enslaved (Playstation 3, Xbox 360), jogo de aventura e plataforma que traz universo, narrativa e personagens excelentes em troca de um gameplay raso demais para quem é fã do gênero. Do outro lado da moeda, há também diversos casos de JRPGs que se focam em gameplay sendo que a história deveria ser o foco de acordo com sua proposta, como em Final Fantasy XII (Playstation 2), jogo com excelentes mecânicas, conteúdo e um universo riquíssimo, mas com enredo não muito envolvente e péssima narrativa.

Yakuza 4 (PS3) – Exclelente beat’em up e um ótimo enredo de brinde.

Daí, caro leitor, voltamos à questão inicial: enredos são importantes? Bom, com base no que foi dito acima, depende muito. Antes de tudo, há a questão pessoal do jogador. Há aqueles que procuram sempre absorver ao máximo o que o jogo tem a oferecer em conteúdo não-interativo, como aquele que só quer saber de apertar botões e passar o tempo. Há também a questão da proposta de cada gênero, e de cada jogo. É em vão querer histórias bem elaboradas em jogos claramente focados em jogabilidade, que visam um público que não quer saber de lenga-lenga, assim como é em vão querer mecâncias rápidas e recursos completos logo de cara, em um jogo focado completamente em drama e evolução psicológica dos personagens dentro de uma aventura a passos mais curtos.

No final das contas, podemos concluir que sim, são importantes. Apenas em jogos com foco em contar história, mas são. Afinal, falar “dane-se enredo” para JRPGs ou point and clicks seria o mesmo que pedir um hamburguer sem carne em uma lanchonete, não é mesmo?

Vaan: Alguém aí tem carne?

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2 pensamentos sobre “[Consciência Gamer] Enredos em jogos: importância ou adição?

  1. Bom artigo. De fato, cada game tem uma característica ressaltada, e os jogadores devem escolher os games que fazem seu estilo, ou então que fiquem frustrados… Ficar frustrado não é legal, melhor jogar aquilo que gosta e pronto. Eu prefiro games com enredo hipertrofiado, ainda que a jogabilidade seja medíocre, como em Enslaved, jogo que achei muito bom.

  2. Adoro bons roteiros, principalente qndo são bem narrados. Seguindo o exemplo de Enslaved, pra mim um jogaço, q se retirasse o roteiro não valeria nem ser jogado.
    Tb tem o caso de um bom roteiro ser só um brinde, como na série Ratchet and Clank, poderia jogar o jogo facilmente pulando todas as cenas e ignorando o pano de fundo, mas é sensacional poder dar muitas risadas enquanto dou um descanço pros dedos, e um incentivo a mais pra chegar no final do jogo.
    Gosto muito de uma boa história, jogos como Vanquish e S. Mario Galaxy 2 teriam ganhado mais uma “estrelinha” minha se contassem alguma história q me entretesse ou justificasse a jogatina até o final.

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