[eziosheep’s review] – jogos pós-apocalípticos Russos

Venho aqui, fazer uma Análise sem Notas de uma série e de um jogo que mudaram minha Vida. Sou muito ligado à temas Russos, e com esses jogos muito aprendi, mesmo sendo com uma Ficção Extrema, eles lhe mostram o modo de pensar dos Russos. Não espero que agrade a todos, fiz o review para me agradar mas acredito que poucos podem ter o mesmo gosto como o meu.

S.T.A.L.K.E.R – Shadow Of Chernobyl/Clear Sky/Call of Pripyat. (GSC Game World)

Quando se tratam de jogos com temas Russos/Soviéticos não existe maior fã que eu. A Série Stalker conta uma história baseada em um filme (STALKER de Andrei Tarkovsky – 1979) onde se passa em uma Zona, excluída do mundo, onde fenômenos que desafiam as Leis da Física e a compreensão dos Humanos acontecem. E qual lugar melhor para se escolher como a Zona do que Chernobyl? Uma área que é de proibida entrada pois existem Níveis de Radiação tão Altos que fariam você se contaminar em menos de quatro horas vagando sem preparo pelas redondezas. A zona, é longa, 30 KM² ao redor da Power Plant de Chernobyl, pegando partes de Zaton, Jupiter (Jupitel em Ucrâniano) e Pripyat (Ficou bem famosa após Call of Duty 4: Modern Warfare). O Ambiente do jogo é algo extraordinário, e rendeu a ele dois prêmios de Melhor Atmosfera do Ano. Você ao mesmo tempo que fica maravilhado com o Detalhe das coisas, fica em alerta pois qualquer coisa pode acontecer, você esta na Zona hora pois! O jogo é um FPS (First Person Shooter – Jogo de Tiro pros Leiguíssimos) e com traços de Survival-Horror (Mutantes bizarros vagam por aí). Os cenários são extensos e o detalhe usado nos Prédios do jogo são verdadeiras Obras de Arte!

(Atmosfera e Detalhe são as marcas desse jogo. Você sente como se estivesse na Verdadeira Pripyat).

O ponto máximo da série foi o Ultimo lançamento, S.T.A.L.K.E.R Call of Pripyat, e que em meu vocabulário não há palavras para definir tal Obra Prima. Nos primeiros jogos da série não havia um foco principal, mas neste o foco vai acabar lhe levando para Pripyat, uma cidade fantasma nas ruínas do antigo Comunismo. A OST (Que por sinal conta com sons no maior estilo Dark-Ambiente chega a causar calafrios) conta com vozes, como se fossem fantasmas, o que lhe da uma sensação difícil de se descrever. Outro ponto alto do jogo é a maneiras que os Soldados são retratados, seus movimentos não são la de ultima geração porém as vozes e as ações que fazem falam por si! Jogando com a linguagem em Russo você sente a entonação que os soldados usam ao falar, bem típico dos russos, e quando os soldados estão relaxando ao redor de uma Fogueira sempre tem um animadão que puxa um violão e começa a tocar melodias com um belo estilo Soviético. As filosofias que o jogo mostram a você são um dos pontos que fazem o jogo merecer tal admiração. O retrato de uma civilização que se julgava ser unida, porém despreparada e com uma ideia muito atrás do tempo em sua mente, e um desastre, que destruiu milhares de famílias pela simples inexperiência e falta de cuidados de certos cientistas. O jogo mostra como a vida humana é simples e como as simples coisas da vida são as melhores.

(Os detalhes de Pripyat tornam o jogo uma Experiência Única. O sistema de tempo é muito bem feito, Céus bem Azuis e noites Estreladas animam sua Jogatina em um lugar tão Mórbido).

A Humanização dos Personagens é algo que nunca havia visto em games deste jeito. Os stalkers são pessoas solitárias, esquecidas pela humanidade, acolhidos pela zona porém sem família, sem terra, e mesmo assim eles conseguem sorrir. A zona transforma as pessoas, depende apenas delas mesmas para escolher se serão Boas ou Más. O jogo conta que Existe uma lenda, a lenda do “Wish-Granter”, uma pedra que pode realizar o seus maiores desejos, porém todos que entraram na aventura de encontrar tal Pedra jamais voltou. O primeiro jogo da série, Shadow of Chernobyl, conta com Dois Finais Originais, e Seis Finais Secundários, onde nestes seis finais a vontade do Personagem o qual o jogador “usou” é a que fala mais alto. Se você era bom ou mal, se você se importava com dinheiro ou com o mundo ao redor. Ou seja, até nos finais os criadores acharam alguma forma de filosofar contigo. Além do jogo ser pouco conhecido, a história por trás da idéia original também.

(Um Stalker deve estar preparado para o que der e vier. Nos vastos campos da Zona, um simples Binóculo pode ser uma Arma que crie uma estratégia incrível de Vitória, basta saber usa-lo com a Mente).

O jogo possui um vasto arsenal, adaptável para qualquer estilo, além das armas o jogo também conta com um Sistema de Customização de Equipamentos, SCE, onde você busca Ferramentas para alguns NPC’s do jogo e eles aprimoram suas Armas com um pouquinho de Dinheiro que você pague á eles (MENTIRA! É super difícil conseguir dinheiro, certos aprimoramentos custam o olho da cara!). É possível também encontrar vários amigos pelo seu caminho na zona, existem grupos vagando por todo lado e se eles forem com sua cara até lhe acompanham ao seu Objetivo! Fazer amigos é sempre uma boa, eles serão muito necessários.

(Neste jogo você não vai querer ser um Forever Alone! A não ser que seja suícida...)

(Opening do 3º Episódio da Série, Call of Pripyat.)

(Opening do Primeiro jogo da Série, Shadow of Chernobyl.)

(Gameplay de Call of Pripyat.)

(Comparação da Pripyat Original com o jogo Call of Pripyat. Detalhes incrívelmente trabalhados!).

(Call of Pripyat – Outro – Tema Final do Jogo, Muito Bonito).

(Call of Pripyat – Intro – Épica, faz jus ao estilo do Jogo).

(Call of Pripyat – Battle Theme 1 – Só porque o jogo é Mórbido não quer dizer que não tenha Ação! As músicas de batalhas são injeções de adrenalina que o jogo Possui para o Jogador)

(Call of Pripyat – Guitar and Harmonica Songs – Como mencionei as vezes Stalkers param para relaxar e tocar músicas, essa é uma coletânea do que pode ser ouvido pela Zona).

METRO 2033: The Last Refuge. (4A Games)

O que você faria se de um segundo para o outro, tudo que você conhecesse estivesse prestes a sumir? Os seres Humanos são como baratas, para sobreviver se enfiariam em qualquer buraco de merda, a velha filosofia do “Melhor escapar fedendo do que morrer cheiroso”. Metro 2033 retrata essa parte Covarde dos Seres Humanos. A Guerra nuclear ocorre e tudo é devastado, dessa forma a vida humana foi tomada por outras espécies que se adaptaram a nova realidade e os poucos homens sobreviventes, vivem em um reduto antinuclear dentro de um metrô. A vida não é fácil quando se vive de tecnologia antiga (Certas armas como o Rifle de Sniper funcionam com “Action Pulp” ou seja, você tem uma câmara de pressão, e geralmente para ter tiros mais precisos precisa puxar uma alavanca da arma para criar pressão! É genial). Assim como Stalker, METRO 2033 tem sua história baseada em um romance de Dmitry Glukhovskiy (Entítulado Metro 2033).

(A primeira vez que você sair do Metrô estará com tanto medo que tentará voltar, mas será tarde demais!).

Assim como Stalker, METRO 2033 é um jogo que combina FPS com aquela pitadinha de Terror. Além de haverem centenas de milhares de mutantes vagando pelas Ruas e tentando invadir o Subterrâneo ainda você está no meio de uma Guerra (Nazistas vs. Comunistas – Mais Combústivel para deixar a história mais Intensa ainda!) Gostoso não? A Atmosfera que o jogo proporciona é muito interessante, a escuridão paira pelo Metrô e os sons são sua maior ajuda para descobrir onde seus inimigos se encontram quando a luz não está a seu favor. Pontos altos do jogo são os Personagens muito bem detalhados, os gráficos são extraordinários, as vozes são muito bem cuidadas, os diálogos são muito bem cuidados e ocorrem mais que normalmente. O trabalho facial é explendido, foram dadas características realmente Russas aos rostos do Soldados, e Alemãs para os Nazistas o que deixa o jogo muito mais interessante.

(Frio? A Adrenalina de enfrentar Mutantes supera Tudo!).

Certos lugares mais próximos da superfície necessitam do uso de uma Máscara de Gás, o que foi a IDÉIA mais bem bolada do Jogo em minha opinião! Além da máscara ficar embaçada, congelada e até rachada você ainda tem que ficar de Olho em um contador do seu Relógio para saber quando o Oxigênio está para Acabar! Agora imagina ficar sem oxigênio no meio de um tiroteio ou sendo atacado por mutantes? Isso torna o jogo muito mais desafiador, em altas dificuldades a escassez do Oxigênio é muito maior e encontrar novas máscaras também.

O que mais me chama atenção nesse jogo, como Stalker, é a Humanização dos Personagens. Os russos, sempre animados, cantarolando, porém com filosofias de vida super sérias são o que mais se vê nesse jogo. Certo momento, você esta encurralado com 3 soldados ao seu lado, prontos para enfrentar uma Horda de dezenas de mutantes, um dos soldados fica morrendo de medo enquanto o outro vira e fala “Não adianta ter medo” e então começa a Cantar, super de boa. Outro ponto que ajuda na hora de sentir o jogo é a OST. Muito bem feita, combina violão, piano, vozes e fazem tudo com uma típica melodia russa, mas sem tirar o terror do Jogo.

(Colocar bala por bala em sua 12 enquanto sua máscara está Congelando e você está rodeado por Mutantes, super Easy).

(Opening de METRO 2033).

(Gameplay METRO 2033).

(Melhor Cutscene que já vi na minha vida! Haha! Nem Call of Duty’s conseguem ganhar).

(Metro 2033 OST – Ending Theme).

(Metro 2033 OST #28 – Don’t Forget) – Lindíssima, tira Lagrimas.

(Metro 2033 OST – Tema Principal).

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3 pensamentos sobre “[eziosheep’s review] – jogos pós-apocalípticos Russos

  1. Bem-vindo ao time, Ulisses! E parabéns pelos reviews, ficaram muito bons!=D

    Apesar de não ser pós-apocalíptico, já jogou Sigularity? Gostaria de ler o que você achou desse também.

    Abs!

  2. Obrigado, un… Eu adoro seus Reviews By The Way. Comprei varios jogos por causa dos seus reviews!

    Pois bem, chegaram a me falar de Singularity e procurei um pouco sobre só que acabei não jogando! Esta naquela lista de Must-Download sabe? Haha.

    Abs (:

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