[Fran’s Review] Fallout: New Vegas

“War. War never changes.”

ENREDO

Fallout: New Vegas é um jogo de Action-RPG, sendo, assim como seu sucessor, um diferencial no modo em que é visto esse estilo de jogo.

Ao contrário do que todos pensavam após seu anúncio, Fallout: New Vegas não é uma continuação do Fallout 3, que foi lançado em 2008, mas se passa na mesma época.

O cenário é pós-apocalíptico, que foi construído após uma guerra entre os Estados Unidos e a China, que durou apenas duas horas. Essa guerra é conhecida como Grande Guerra e devastou quase todo o continente, deixando apenas algumas partes não muito afetadas, como Las Vegas, que passou a ser chamada de New Vegas, e Hoover Dam, uma represa que fornece energia para parte da região e também é sede de uma das facções presentes no jogo.

A história começa com o personagem principal, The Courier (O Mensageiro), em um médico, após ter sido encontrado enterrado com dois tiros no rosto. O médico faz alguns testes para ver se lembra de alguma coisa do que aconteceu, mas é um esforço em vão. Ele vai a procura de quem o “matou” e atrás do motivo do assalto.

Ao longo de sua caminhada, são encontradas várias facções, as quais você pode optar por ajudar em seus objetivos, matar seus inimigos, ou até se infiltrar em ambas e criar um acordo de paz. Entre essas facções, temos a New California Republic (NCR), Caesar’s Legion, Robert House, Boomers, Brotherhood of Steel, Followers of the Apocalypse, Great Khans e Enclave Remnants. Entre essas as mais importantes são a NCR, Caesar’s Legion e Robert House, que fazem parte de sua decisão final sobre o caminho que vai seguir, dependendo do que achar mais correto ou se identificar mais, depende do jogador.

Ajudando a facção que quiser vai fazer com que sua reputação seja elevada para tal facção e diminuída para as inimigas, sendo cada escolha algo crucial.

Assim como você pode escolher uma dentre as maiores facções, pode se unir juntamente as outras menores e formar alianças, que serão muito úteis na batalha final, que pode ser resolvida de várias formas, entre elas, pode acabar com uma batalha sangrenta ou apenas com conversa, dependendo de seu skill de Speech ou Barter, você pode acabar conseguindo com que seu inimigo simplesmente desista da guerra, ou se não conseguir, pode partir para a batalha e ver quem é o mais forte.

JOGABILIDADE

Por ser um RPG, tem suas variadas formas de ataque, customização de sua defesa e ataque, juntamente aos seus perks e skills.

Temos a opção de, a cada level avançado, subir 13 pontos do skill desejado, podendo ter vários focos de habilidade. Por exemplo o seu personagem pode ser um mestre em abrir fechaduras e acessar computadores e até ser muito bom no ataque corpo-a-corpo e ser expert em explosivos.


Seus perks te dão habilidades variadas, como ter alucinações e ver coisas anormais e seus companheiros passarem a ser mais agressivos quando uma batalha está sendo perdida.

Uma novidade em relação ao Fallout 3 é o modo Hardcore.
Nele tudo fica mais difícil, seu poder de cura, modo de recuperação dos companheiros, sua munição tem peso no inventário e o jogador tem um medidor de desidratação, onde será preciso comer, beber e dormir.

Neste jogo temos um recurso já visto em Fallout 3, os V.A.T.S., que é basicamente o poder de pausar o estado em que você se encontra e escolher detalhadamente os pontos que você vai acertar seu inimigo, como, por exemplo, você pode escolher dar dois tiros em sua perna para deixá-lo mais lento e em seguida dar mais dois tiros na cabeça do inimigo ao lado, matando-o.

Seus companheiros podem ser adquiridos ao longo do jogo, ou não. Tudo depende do rumo que você tomar. Seus companheiros podem ser encontrados no meio de quests ou até por acaso. Podendo ser desde um cachorro/máquina até um Nightskin, uma raça de mutantes.

Eles são muito úteis quando você se encontra no meio de uma batalha, pois você pode ordenar que sejam agressivos ou não, atacando seus inimigos apenas quando te atacarem ou só por serem inimigos e estarem andando por ali.

Você pode trocar itens com eles, fornecendo o que eles precisam para um melhor desempenho em campo de batalha, ou simplesmente dar a eles uma bebida para que se sintam melhor e lutem com mais vontade e raça.

As armas e armaduras, que podem ser encontrar de várias formas (no meio de quests ou apenas por exploração), são muito importantes se você quiser ter um bom desempenho em campo de batalha, sendo importante que o jogador esteja bem equipado.

Com o uso, eles vão começando a quebrar, tanto as armas quanto as armaduras, e a não ser que você mande reparar, ou consiga reparar você mesmo, o item pode ser perdido.

Suas escolhas são muito importantes, pois a cada diálogo, cada coisa que você opta por dizer influencia diretamente no futuro do jogador, podendo fazer com que ele seja odiado, ser adorado, idolizado ou que seja apenas neutro.

Se cansado de fazer quests e explorar o mapa, pode ir ao cassino e jogar um pouco de Roullete ou Black Jack para descontrair.

SOM

É interessante que tenha, em uma batalha importante ou em um momento crucial do jogo, uma trilha sonora que vá envolver o jogador ainda mais. No começo e no fim do jogo vemos como a música é bem feita e trabalhada, encaixando perfeitamente nos momentos apresentados.

Fora esses grandes momentos da quest principal, o jogo não apresenta muitas músicas. Mas não tema, você pode simplesmente ir no seu Pip-Boy (meio de abrir seu menu de status e equipamentos) e escolher uma rádio que isso irá encher seus ouvidos de boa música. É uma pena que tenha que ligar um rádio para ouvir alguma música no jogo, mas acaba sendo algo interessante de se fazer em momentos de side-quests silenciosas.

A dublagem está muito bem feita e bem sincronizada, onde os dubladores conseguiram representar as emoções dos personagens de forma muito bem executada, sendo possível identificar a emoção que o personagem quer passar só pela sua voz.

GRÁFICOS

Apesar de suas falhas, os gráficos se apresentam muito bem detalhados dentro de seu limite. Por ser um game com esse tamanho e com esse número de coisas possíveis de se fazer e lugares a se explorar, o visual se apresenta muito bem feito, bem detalhado e bem aproveitado. As expressões faciais não são o seu forte, tendo apenas movimento labial, onde sua expressão só é vista através de sua entonação de voz.

Sua arte visual é muito bem pensada e bem feita, mostrando com eficácia sua representação de um universo pós-apocalíptico e executando bem o processo de fazer com que o jogador se sinta dentro de tal universo, vendo coisas conhecidas destruídas e despedaçadas.

VEREDITO

Como sendo um RPG, pode desanimar certos tipos de jogadores, mas por seu estilo diferenciado, que mistura a Ação com o RPG, acaba trazendo para si vários públicos diferenciados. É muito bem trabalhado no meio de exploração, onde são 125 lugares possíveis para se explorar e liberar quests, com um enredo cativante e gráficos interessantes. É a compra certa para quem está procurando uma divertida e longa experiência no mundo dos games.

NOTAS

ENREDO: 10,0

JOGABILIDADE: 10,0

SOM: 8,0

GRÁFICOS: 9,5

NOTA FINAL: 9,3

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2 pensamentos sobre “[Fran’s Review] Fallout: New Vegas

  1. Pingback: [Consciência Gamer] Decodificando clichês « Jogador Pensante

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