[Consciência Gamer] Games: Cultura, arte e perda de tempo

“De novo jogando? Para de perder tempo com isso!” – essa é, com certeza, a frase que todo gamer já ouviu ao menos uma vez na vida. Mas afinal, games são ou não uma verdadeira perda de tempo? Será que esse meio de entretenimento que tanto amamos é todo esse veneno social que parte da população tanto quer nos fazer acreditar?

Ghostbusters – Continuação da franquia apenas nos videogames.

Todas as pessoas possuem passatempos (ou quase todas), afinal, a sociedade atual é tão atarefada que é muito fácil ficar sem tempo e se estressar, e se desligar de suas obrigações tem se tornado cada vez mais vital para o ser humano. Passatempos, ou hobbies, variam de pessoa para pessoa, que passa desde leitura de livros e passeios em parques a praticar algum esporte ou qualquer outra atividade com outras pessoas.

“Assistir televisão ou ouvir música é tão perda de tempo quanto videogames” – é o que muitos podem pensar ao ler o parágrafo acima. Se é verdade ou não, cabe a cada um de nós decidirmos, até porque esse texto não tem como intuito dizer qual entretenimento é melhor e qual é o pior, e sim mostrar para todos, desde leigos preconceituosos a gamers inseguros, que games não são uma simples “perda de tempo para nerds”.Bem-vindo, caro leitor, ao atual e maravilhoso mundo dos games!

Bioshock (PC, PS3, 360)

Com a constante evolução da tecnologia e da indústria de videogames, eles deixaram de ser o passatempo simples, que exercita apenas os instintos humanos (coordenação, lógica e etc) para algo mais complexo, que mistura muitas outras mídias e meios para oferecer ao consumidor um verdadeiro coquetel do entretenimento.

Castlevania: Lords of Shadow (PS3, 360)

O consumidor pode conhecer obras famosas através de games, como em Enslaved (Review 1 2) (Playstation 3, Xbox 360), onde a fonte principal do jogo vem de “Jornada para o oeste”, o romance chinês mais famoso do mundo, ou mesmo conhecer Frederic Chopin e seus últimos momentos em Eternal Sonata (Playstation 3, Xbox 360), além de, é claro, apreciar boa parte das composições de um dos pianistas mais famosos do mundo.

Enslaved (PS3, 360)

Podemos conhecer também ambientações e fatos históricos, como velho oeste através de Red Dead Redemption (Playstation 3, Xbox 360) e sua perfeita recriação da época, ou mesmo apreciar a bela Itália renascentista de Assassin’s Creed 2 e Brotherhood (Review) (PC, Playstation 3, Xbox 360).

Red Dead Redemption (PS3, 360)

Os videogames não se limitam apenas a trazer obras já prontas, como também podem ser o meio perfeito de criá-las, como os poemas abstratos FloW (PSP, Playstation 3) e Flower (Playstation 3), onde versos e parágrafos estão no gameplay, e o eu lírico dos poetas digitais estão, literalmente, em suas mãos.

Flower (PS3)

E não só de informação os videogames são ricos, como também de muito trabalho artístico, como podemos ver em 3D Dot Game Heroes (Playstation 3) que faz alusão a esculturas com peças de lego e derivados, além de recriar os games através do próprio game. Podemos apreciar também o estilo gráfico gravurista de Okami (Playstation 2, Wii), de tecido em Kirby Epic Yarn (Wii) e o trabalho em aquarela de Valkyria Chronicles (Playstation 3, PC), além de inúmeras composições musicais orquestradas, como em Castlevania: Lords of Shadow (Review) (Playstation 3, Xbox 360).

Okami (PS2, Wii)

Para finalizar, temos os games que vão mais além e tentam romper barreiras, como Heavy Rain (Playstation 3), que pode ser considerado um jogo, um filme interativo e até mesmo o equivalente ou evolução de outras mídias e veículos digitais de literatura e entretenimento, como os e-books e os visual/graphic novels.

Heavy Rain (PS3)

E o que podemos concluir com tudo isso? Que games são um meio em constante evolução, e o consumidor só tende a ganhar com isso. A cada dia temos uma fonte cada vez mais rica e completa, onde o limite é, cada vez mais, a ignorância, o preconceito, a curiosidade e a vontade de quem segura o controle em querer que seu hobbie seja considerado ou não uma perda de tempo.

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