[Especial Metal Gear Solid] A quadrilogia

“Snake? Snake! Snaaaaaaaaaaaaaake!”

O que vem na cabeça quando se ouve “Metal Gear Solid”? Ninjas? Armas? Explosões? Espionagem? Enormes máquinas destruidoras? Ou um velho atrás de informações e seguindo sua ideologia? Ao longo da série fomos vendo uma grande evolução no termo de espionagem, ao que se diz em ser um jogo stealth. Muitas vezes sendo chamado até de um “filme”, é uma série rica em enredo, incluindo sua sonoplastia envolvente, sendo contada através de longos vídeos (CG), que tornou tudo mais interessante, de certo modo.

No modo geral, a intenção é de ser um jogo de espionagem, que você precisa ter calma e ser cauteloso ao avançar, podendo passar de várias formas, como matando um inimigo e escondendo seu corpo, fazendo ele ficar desacordado ou até usando outro caminho desativando as câmeras de segurança. É tomado como tema, guerras e como impedir certos artifícios inimigos ao longo das guerras. Até o Metal Gear Solid 4. Sua eficácia no estilo serviu como base para muitos outros produtores, tendo uma mecânica bem complexa e bem trabalhada, onde o jogador não tem que simplesmente apertar um botão para se esconder e depois sair correndo. Exige muita atenção e uso complexo dos artifícios oferecidos.

Este artigo tem como objetivo tratar sobre os jogos da série Metal Gear Solid para console de mesa.

Metal Gear Solid

“I’m not a hero. Never was, never will be.”

Como continuação da série Metal Gear, Metal Gear Solid foi o primeiro jogo em 3D da série, onde seu diretor, Hideo Kojima, teve a primeira oportunidade para trabalhar mais em cima de suas idéias. Foi lançado primeiramente em 1998 para Playstation, distribuído pela Konami.

O jogo se inicia com Solid Snake, que está no sudoeste do Alasca em 2005, enviado pela organização FOXHOUND com um objetivo principal: deter um ataque nuclear. Snake se vê em uma situação complicada, tendo de usar seus conhecimentos de espionagem ao máximo, tem de se infiltrar na base de Shadow Moses e descobrir quais são os planos dos inimigos.
Ao longo de sua aventura, acaba por conhecer Meryl e Otacon, ambos peças importantes ao longo da série, e presencia grandes revelações sobre seu passado, conhecendo seu irmão gêmeo, Liquid Snake que é um dos vilões ao lado de Ocelot.

Utilizando a mesma idéia de jogabilidade dos Metal Gear anteriores, só que dessa vez em 3D, conseguiram impor certo desafio e grande qualidade no gameplay, tendo sua câmera fixa, desafiando o jogador.

Foi um marco muito importante para os games. Ali nascia uma nova série, com novas intrigas e abrindo portas para uma continuação, alimentando o gênero ainda mais.

Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty

“You can find your own name and your own future.”

Lançado em 2001 para Playstation 2, é a continuação direta do Metal Gear Solid, mas dessa vez o protagonista não é o famoso Solid Snake.

Se passa no ano de 2009, começando com Solid Snake se infiltrando em um navio para obter mais informações sobre um possível ataque terrorista, mas dessa vez sem o apoio da FOXHOUND, e sim trabalhando apenas com seu grande amigo Otacon.

Após as informações que encontrou no navio e se deparar com seu irmão, Liquid Snake (depois conhecido como Liquid Ocelot), nos vemos em uma outra situação, infiltrando outra base, com o personagem usado daquele ponto até o final do game. Raiden está com a FOXHOUND, sob comando do Colonel Campbell. Com a ajuda de Snake, Raiden chega ao seu objetivo passando por grandes desafios e descobrindo muitas coisas. Personagens importantes que são encontrados nessa base que está sendo infiltrada, são o Liquid Snake e o terceiro gêmeo, Solidus Snake.

Após muitas revelações e coisas que não faziam sentido, Raiden encontra Snake para finalmente derrotar os Metal Gear, e lá é apresentado a uma espada usada por ninjas, o que terá certo peso em seu futuro.

Por ser um Playstation 2, Kojima teve mais espaço ainda para seus longos vídeos, seu meio de explicar melhor o enredo. Não vimos uma grande diferença no termo de gameplay, tendo a mecânica muito parecida com o anterior, com mudança apenas com adição de uma câmera alternativa para atirar, podendo deixá-la em primeira pessoa com o personagem parado, tendo visíveis melhoras gráficas.

Metal Gear Solid 3: Snake Eater

“Real heroes are never made public.”

Depois de muitos fãs furiosos pelo Metal Gear Solid 2 não ter como protagonista o Solid Snake, tiveram uma surpresa com o terceiro game. Lançado em 2005, ele se passa em 1960, tendo como protagonista Naked Snake.

Diferente dos anteriores, Snake Eater se passa em uma época totalmente diferente, onde seus recursos para infiltrar na base inimiga são outros, mas com uma grande evolução em muitos termos. Não precisamos mais ter a câmera fixa e ter um grande trabalho para sabermos onde estamos indo ou quantos inimigos temos a nossa frente. Dessa vez temos um controle completo de câmera, podendo aproximar do personagem e ver o que tem a sua volta.

Novos recursos de espionagem aparecem para o agrado de todos. Ao invés de ter que se esconder em caixas ou armários, dessa vez você pode se vestir com uma roupa de camuflagem e, aproveitando que está na floresta, se camuflar no ambiente e sua porcentagem de camuflagem aparece no topo da tela, assim você sabe se está bem escondido ou não.

Além disso, podemos, parados, ter um controle muito maior de nossos tiros, tendo a opção de deixar em um estilo FPS e mirar exatamente aonde você quer acertar o inimigo, podendo ser um tiro certeiro na cabeça ou apenas um tranqüilizante na perna, fazendo-o cair em segundos, como também visto em Metal Gear Solid 2.

Foi uma explicação importante e necessária para poder ter continuidade na série, tendo que voltar ao passado dessa forma. Naked Snake é quem originou os gêmeos Solid, Liquid e Solidus Snake, tendo comandado missões de Solid Snake na série Metal Gear.

Sua trilha sonora é muito importante, tendo músicas feitas especialmente para o game e tocadas em momentos em que se encaixam perfeitamente, como a música da introdução, Snake Eater.

Naked Snake passa por muitos desafios ao longo do game, tendo que enfrentar coisas que jamais imaginaria, recebendo no final o título de Big Boss.

Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots

“War has changed.”

Os fãs mal podiam esperar para o desfecho de toda a história, todo o mistério que foi visto, e finalmente chegou para o Playstation 3. Lançado 20 anos após o primeiro Metal Gear, Metal Gear Solid 4 é a continuação direta do Metal Gear Solid 2 e se passa no ano de 2014, tendo início em uma guerra onde todos os soldados são controlados por nanomachines, que controlam suas ansiedades, interação com o grupo, precisão nos tiros e fornece maior resistência física.

O jogo se situa em cinco localidades: Oriente Médio, América do Sul, Leste europeu, Shadow Moses e Outer Heaven.

Com Solid Snake já muito velho, por ser um clone e ter em si o FOXDIE, ele se vê em uma última batalha: parar seu irmão, Liquid Ocelot. Ao longo desse caminho, Snake encontra seu velho conhecido, Raiden, dessa vez em forma de Ninja Ciborgue, que acaba ajudando em certos momentos com suas artes. Snake (ao lado de Otacon) acaba por encontrar muitos conhecidos, tendo que desafiar sua própria condição física. Muitas revelações sobre seu passado são encontradas, o que explica todo o mistério dos jogos anteriores, deixando uma pequena brecha para uma possível continuação, mesmo após todo o desfecho.

A jogabilidade sofreu uma evolução significativa, não precisando mais apenas mirar de perto para conseguir dar um tiro, com novos meios de camuflagem. No início do jogo nos vemos no meio do Oriente Médio, sem ter onde se esconder, eis que nos aparece um novo modo: OctoCamo. Sua roupa muda de cor de acordo com o ambiente, se o jogador quiser.

Snake agora possui uma barra de stamina, parecida com a vista no Metal Gear Solid 3, mas agora ela define o nível de stress do velho soldado. Uma batalha ou ver uma revista pornô pode torná-lo feliz, elevando sua stamina, ou ficar muito tempo escondido ou encurvado acaba diminuindo-a.

Seus longos vídeos podem acabar entediando certos tipos de jogadores, mas para quem gosta de um bom enredo e muito bem contado, esse game fornece isso tudo em primeira mão.

“I’m no hero. Never was, never will be. I’m just an old killer, hired to do some wet work.”

Anúncios

7 pensamentos sobre “[Especial Metal Gear Solid] A quadrilogia

  1. Ótimo texto para uma série perfeita! ^^
    Ainda não joguei o 4, dos 3 MGS talvez possa dizer que meu favorito é o 1 – deve ser pq eu joguei recente -.

    Antes de pegar o 4 vou ver se zero todos os 3 ^^
    Parabéns

  2. Pingback: [Fran's Review] Castlevania: Lords of Shadow « Jogador Pensante

  3. Pingback: [Rodrigo´s review] Ghost Recon: Future Soldier « Jogador Pensante

  4. Pingback: [Consciência Gamer] Journey e a jornada dos jogos « Jogador Pensante

  5. Pingback: [Fran's Review] Metal Gear Rising: Revengeance | Jogador Pensante

  6. Pingback: [Fran's Review] Metal Gear Solid V: Ground Zeroes | Jogador Pensante

  7. Pingback: [Fran’s Review] Metal Gear Solid V: The Phantom Pain | Jogador Pensante

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s