[Epoch – The Time Machine] Série Sonic The Hedgehog (16 bits)

Junto ao lançamento do sucessor do Master System, a SEGA decidiu que deveriam criar um outro mascote para a empresa, pois o Alex Kidd não estava chamando a atenção necessária.

Passando Kid Chameleon, Toejam & Earl e Alex Kidd em uma velocidade supersônica, eis que surge a nova cria de Yuji Naka: Sonic, estrelando um jogo de mesmo nome que mudou drasticamente a história dos games.

Sonic The Hedgehog, o primeiro jogo do novo mascote da SEGA para Genesis/Mega Drive lançado em 1991, trouxe um mundo bem vivo e colorido, com muitas coisas na tela ao mesmo tempo, uma trilha sonora que deixavam as pessoas boquiabertas tanto em qualidade sonora como em composição, e velocidade, muita velocidade, aproveitando o melhor do hardware do 16 bits: velocidade de processamento de dados. É inegável que todas aquelas coisas acontecendo na tela em uma rapidez incrível é épico e emocionante (considerando a época), impressionando a muitos e servindo de referências até os dias de hoje.

O jogo é um autêntico platformer, com progressão horizontal da esquera para a direita e uma linha de chegada, assim como os clássicos jogos da série Mario Bros. Os controles de Sonic são fáceis, suaves e intuitivos, tendo apenas um botão de ação: o pulo. Com Ele, o jogador destrói monitores com itens como argolas (as “moedas” do jogo), invencibilidade, vidas extras ou até mesmo escudos especiais. Com o pulo também é possível destruir inimigos, acertando-os em suas superfícies, e atravessar perigosos obstáculos como espinhos e abismos.

O sistema básico do jogo também é regado por idéias únicas e/ou interessantes, como o sistema de energia concedido pelas argolas, onde um encontrão com um inimigo ou uma pisada em um espeto faz o ouriço azul perder todas elas. Vacile novamente sem nenhum anel no score, e a morte o atormentará. A vida dentro d’água para o nosso mascote também não é nada fácil, tendo uma contagem regressiva que causa muito aflição caso o jogador perca muito tempo sem botar a cara de Sonic na superfície.

Assim como os controles, a história em torno da jornada do ouriço azul é bem simples, mas de certa forma interessante, pois divertia enquanto educava as crianças que jogavam: o jogador precisa guiar o mascote para salvar animais que foram capturados por um cientista malvado, que não se importa em machucá-los ou destruir a natureza.

Sonic certamente não segue os padrões dos jogos e personagens convencionais da época: o personagem tem aparência e atitudes um tanto quanto anti-heróicas, e sua aventura se passa por locais bem exóticos, como templos, indústrias e santuários, enfrentando monstros mecânicos.

O jogo também possui um interessante sistema de fases bônus (termine uma fase com, no mínimo, 50 argolas, e terá acesso a ela), onde o jogador é levado a um campo similar a uma mesa de pinball, e o objetivo é coletar uma esmeralda. Ao todo, são 6 esmeraldas do caos, itens especiais escondidos pelo Dr. Robotnik, o já citado cientista, pois nada mais são que artefatos que concediam imenso poder ao portador.

Com um final extra para quem coletar todas as esmeraldas e dificuldade acima da méia, Sonic se tornou rapidamente um clássico e garantiu seu título de mascote da SEGA, esquentando ainda mais uma das eras mais marcantes do entretenimento eletrônico: a rivalidade Nintendo x SEGA.

Tema de Green Hill Zone:

Sonic The Hedgehog 2, lançado um ano depois de seu antecessor, trouxe muitas novidades que melhoraram ainda mais a diversão que a série proporcionava. A começar por um parceiro para o ouriço, o raposa de duas caldas Tails (que muitos pensavam ser fêmea, ou até mesmo namorada de Sonic). Com ele, o jogador é capaz de ampliar ainda mais as possibilidades de gameplay, usando sua habilidade única de voar/planar para alcançar locais altos. Com um segundo controle, a aventura pode ser jogada por duas pessoas em cooperativo ou até mesmo em um versus, para ver quem termina uma fase primeiro, garantindo uma longevidade ainda maior para o título.

Sonic deve enfrentar novamente o maquiavélico Dr. Robotnik e libertar os animais em outra grande jornada. Mas dessa vez o gordinho careca não está sozinho – nasce aqui o Metal Sonic, a mais nova cria do cientista que nada mais é do que uma versão metálica do nosso amigo azul. Infelizmente o jogo só apresenta o personagem nos momentos finais da aventura, em um mano-a-mano com a versão original, para ser mais exato.

Nos controles, uma importante ação foi adicionada: O Spin Dash, que faz o Sonic “carregar” uma corrida para sair em disparada, sem precisar voltar alguns passos para pegar velocidade, o que melhorou drasticamente a fluidez e o dinamismo na hora de jogar. Já a aventura com o Tails, apesar de ser interessante e divertida se jogada com duas pessoas, é bastante limitada e facilita ainda mais a dificuldade do jogo, que já é baixa, pois a câmera fica fixa sempre e apenas no Sonic (player 1), e Tails literalmente nunca morre.

As fases bônus também sofreram uma boa alteração: dessa vez, são uma espécie de pista para os nossos personagens correrem, em uma perspectiva que lembra muito Space Harrier. Chegando até o final, onde é preciso desviar de espinhos e coletar argolas no processo, o jogador é premiado com uma das esmeraldas do caos.

Apesar desta versão possuir os melhores chefões da série, não conseguiu impressionar no som e nas localidades, apresentando trabalhos que causam pouco impacto ao jogador. Em compensação, outra grande surpresa foi adicionada: o Super Sonic, uma verdadeira homenagem a Dragon Ball, pois Sonic fica brilhante, invencível, amarelo e MUITO mais rápido ao coletar as esmeraldas do Caos espalhadas pelo jogo, que agora são 7.

Sonic 2 com certeza tem conteúdo e elementos que surpreendem e, principalmente, entretem muitos, principalmente as pessoas de sua época, fazendo com que grande parte dos fãs o considerem o melhor Sonic de todos os tempos.

Tema de Chemical Plant:

Sonic The Hedgehog 3, lançado em 1994, revolucionou ainda mais as aventuras do ouriço, aproveitando muito mais das capacidades do Mega Drive.

O jogo conta com gráficos mais ricos e detalhados, e até mesmo alguns efeitos visuais, como (pseudo) efeitos 3D. A parte sonora também foi melhor utilizada, tendo assim músicas e efeitos tocando de forma mais cristalina no console. Uma grande novidade, também, foi a inclusão de uma bateria de save no game.

Assim como o primeiro Sonic, a terceira versão trouxe muitos cenários memoráveis e musicas muito boas em termos de composição, tendo como um ótimo exemplo para ambos, Ice Cap Zone, uma área de gélida, onde o ouriço azul já chega de snowboard.

Sonic 3 também trouxe algumas melhorias significantes, como a atenção maior ao fator exploração dos múltiplos caminhos para caçar argolonas (que representam as bonus stages nesse jogo), assim como checkpoints, que dão acesso a outros tipos de bonus stages ao tocá-los com mais de 50 argolas. Para os controles, o pulo “duplo” foi adicionado, garantindo assim que os campos de energia especiais tivessem efeitos únicos.

O jogo mudou também, assim como seu antecessor, a bonus stage, trazendo interessantes arenas esféricas (que podemos ver algo parecido e mais sofisticado hoje, em Mario Galaxy). Além disso, foi adicionado um sistema excelente de transição interrupta de acts, para que o jogo tivesse um pouco mais de drama na história, além de deixar a jogatina ainda mais fluida, com coisas acontecendo até mesmo no fundo da tela, onde o jogador não pode alcançar.

Falando em história, em Sonic 3 as coisas ficam um pouco mais definidas e sérias, com o Dr Robotnik planejando coisas ainda mais malígnas para reerguer sua Deathegg, destruída por Sonic no jogo anterior. Para isso, o cientista engana e manipula Knuckles the Echidna, que se torna rival de Sonic durante toda a aventura.

É interessante lembrar também da polêmica do músico Michael Jackson estar envolvido na parte sonora do game. Não é algo improvável, tendo em vista que o artista já esteve envolvido antes com a empresa na criação da série MoonWalker para Mega Drive e Arcades. Confira o vídeo-documentário abaixo:

Trazendo tudo que Sonic 2 tinha e melhorando consideravelmente, Sonic 3 pode ser facilmente considerado tecnicamente o melhor Sonic da série, junto a Sonic & Knuckles.

Tema de Hydrocity Zone Act 2:

Sonic & Knuckles, continuação direta de Sonic 3 lançada ainda no mesmo ano, conta agora com a ajuda de Knuckles the Echidna, o antagonista do jogo anterior, que percebeu que foi enganado e manipulado por Robotnik e decide ajudar o Ouriço.

Knuckles pula mais baixo e pode planar, além de escalar paredes com suas garras, garantindo assim outra forma de se divertir pelas fases. Nesse jogo, os efeitos (pseudo) 3D foram utilizados mais vezes, assim como a volta de Metal Sonic, um dos inimigos de Sonic em sua segunda aventura. Dessa vez o robô volta mais poderoso, mais estiloso e ainda mais parecido com o mascote azul.

O jogo em geral não se difere muito de Sonic 3, até porque era inicialmente para ambos serem um único game. Os jogadores podem perceber isso por vários aspectos, inclusive pelas special stages, que são iguais nos dois jogos.

Assim como dito anteriormente, Sonic 3 e Knuckles na verdade era apenas um único jogo. A SEGA achou então que ficaria muito extenso, dividindo-os em 2. Para “compensar”, Sonic & Knuckles possui uma curiosa entrada para cartuchos na parte superior, para que Sonic 3 seja acoplado e a aventura possa ser degustada continuamente e por completo, garantindo fases extras e conteúdo extra, como as 7 Hyper Emeralds, fazendo com que Sonic se transforme não em Super, mas em Hyper Sonic.

Além de Sonic 3, os outros dois jogos da série podem ser acoplados no cartucho, garantindo assim, jogar com Knuckles em Sonic 2, e uma série de special stages em Sonic 1. Infelizmente, nenhum outro game pode ser utilizado.

Avulso, Sonic & Knuckles já é um excelente game, mas é com Sonic 3 que ele brilha, se tornando a aventura completa e definitiva do ouriço mais famoso da indústria dos games.

Tema de Flying Battery Zone Act 1:

Nota para a série: 10

Review de Sonic The Hedgehog 4: Episode 1

Review de Sonic Generations

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4 pensamentos sobre “[Epoch – The Time Machine] Série Sonic The Hedgehog (16 bits)

  1. Cheguei a jogar o 1 e o 2.
    E como você bem escreveu, a velocidade de jogabilidade com Sonic, junto com a trilha sonora fazia qualquer um ficar de boca aberta, hipnotizado mesmo. Viciante!
    Me bateu agora uma saudade de pedir dinheiro aos meus tios só pra ir nas games. Era massa demais… Bons tempos.

    Abraços!

  2. Pingback: [Tomio's Review] Sonic The Hedgehog 4: Episode 1 « Jogador Pensante

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