[Tomio’s Review] Vanquish

Nome: Vanquish
Produtora: Platinum Games
Gênero: Tiro em terceira pessoa
Plataforma(s): Playstation 3, Xbox 360
Versão analisada: Playstation 3

Insert Coin

Vanquish, segundo trabalho para consoles HD da Platinum Games (Bayonetta), traz uma ação frenética de tirar o fôlego, não ficando atrás do título anterior. Dessa vez, o título chega oficialmente pelas mãos da própria produtora para os dois consoles, tendo em vista a péssima recepção e o trabalho precário da SEGA ao portar Bayonetta para Playstation 3.

Press Start

Vanquish é um TPS (third person shooter, ou tiro em terceira pessoa) mesclado com uma pitada de ação melee. O jogo certamente atiçará a memória de muitos jogadores com o design da armadura do protagonista, que lembra muito os saudosos Tokusatsus, ao mesmo tempo que os ratos de fliperama também se sentirão em casa, com todo o ar de jogo arcade que o título carrega consigo. Tudo isso resultou em um jogo de ação desenfreada, quase sem dar tempo do jogador respirar, com as mais variadas situações e mudanças de gameplay.

Os gráficos de Vanquish podem ser resumidos em uma palavra: cinza. Pelo menos 80% do jogo estará dominado por esta tonalidade devido à localidade em que nosso herói se encontra. Apesar de ter boas texturas e modelagens, é inegável que uma leve variada nos cenários seria muito bem-vinda, mesmo levando em conta a história do jogo.

Já os efeitos especiais são um show a parte, com explosões imensas, tiros por todos os lados e outras mil coisas acontecendo na tela, desde torres rolando ladeira abaixo até naves colossais planando rasteiro sobre sua cabeça. O mais impressionante de tudo é que quase todas as coisas que ocorrem na tela estão ao alcance do jogador, seja para ativar, destruir ou simplesmente morrer ao encostar, por exemplo.

A parte sonora faz bem o seu trabalho com música eletrônica, que combina muito bem com o estilo de jogo. Apesar de combinar, é fato que as composições não são algo a serem destacadas, já que elas casam até demais com o jogo, fazendo os jogadores simplesmente esquecerem que existe uma trilha sonora quase o tempo todo, já que os tiros e explosões são bem mais emocionantes.

A inteligência artificial também não é das melhores, com inimigos que passeam pelo cenário em meio a um tiroteio ou se escondem numa barricada com o traseiro à amostra, e aliados que estão ali para serem atingidos e resgatados por você, isso mesmo jogando no nível mais difícil.

Press a buttom to skip scene

O jogo certamente não é dos melhores no quesito enredo. Aqui temos o velho clichê EUA vs Russia, onde o jogador é um americano, claro. Há reviravoltas no meio da trama, mas nada que surpreenda, e muitas vezes são coisas previsíveis.

Apesar do fraco enredo, os personagens seguram bem as pontas, com carisma o suficiente para, pelo menos, lembrarmos dos nomes deles. A qualidade das cutscenes e o trabalho de dublagem, por outro lado, é bastante satisfatória. Vanquish é um claro exemplo de que o gênero não precisa de uma razão racional para meter bala nos inimigos além de bons controles e conteúdo jogável que prenda.

Select a weapon

A jogabilidade de Vanquish roda em torno do ARS, ou Augmented Reaction Suit, a armadura do personagem. Com ela, o jogador é capaz de realizar uma série de ações baseadas em Overheat, ou seja, se abusar, a armadura ficará temporariamente desativada e deixará Sam, o protagonista, vulnerável a ataques. Entre as opções na roupa de utilidades, temos um dash, um melee superpoderoso, um sistema de upgrade de armas e um efeito que deixa o jogo em câmera lenta com os pontos-fracos dos inimigos à amostra, no maior estilo bullet time.

A progressão do jogo é dividida por acts, que por sua vez são divididas por missões, tudo de forma contínua e interrupta, lembrando os melhores Shoot’em ups dos arcades. Para completar ainda mais a nostalgia, há um sistema de pontos por inimigos destruídos e um sistema de upgrade de armas, que melhoram sua eficiência quando box de upgrade ou armas repetidas são coletadas, assim como o jogador tende a perder parte dessas melhorias e pontos cada vez que morre.

Em grande parte do tempo, o jogador estará acompanhado por esquadrões controlados por inteligência artificial. Apesar de estarem aptos a danificar inimigos, o real propósito deles é serem atingidos pelos adversários, sem ironias. Cada vez que o jogador resgata um soldado ferido, o NPC recompensa Sam com um item aleatório. Referências a Metal Slug? Quem sabe.

A ação do jogo é geralmente pressionada por número de inimigos e não estratégia, devido à fraca IA. Felizmente, Vanquish traz uma grande variedade de robôs para destruírmos, desde pequenas metralhadoras flutuantes a gigantes que podem ter partes de seus corpos destruídos. Não só os inimigos, como também as armas estão em grande quantidade e variedade. Algumas bem criativas, como uma lança-serra no maior estilo Ratchet & Clank.

Infelizmente alguns pontos poderiam ser melhores, como uma liberdade maior de melee, um botão específico pro “bullet time” (já que este é acionado por um movimento inteiro) e a adição de blindfire. O sistema de pontos ser utilizado para compra de novas armas ou munição entre uma missão e outra também poderia contribuir para um gameplay mais intenso e gratificante. Mas nada que chegue a prejudicar o jogo como um todo.

Continue?

Vanquish dura cerca de 6 a 8 horas, se jogado no normal ou hard. Apesar da ausência de um modo multiplayer (que certamente ficaria capado, desbalanceado, ou, no mínimo, estranho), o jogo possui alguns extras interessantes que podem entreter o jogador por mais umas boas horas, como caçar troféus escondidos pelo cenário a la sapinhos de Metal Gear Solid 3, os achievements/trophies de cada sistema, e os sádicos modos “God Hard” para a campanha principal e as “tactical challenges”, pequenas arenas com vários rounds e hordas de inimigos. Ambos certamente despertarão o lado masoquista dos jogadores que buscam 100% do que o jogo tem a oferecer.

High Score

Vanquish é outra grata surpresa de Outubro, não apenas para fãs de jogos de ação, mas para todo e qualquer gamer que se preze. Curto, mas as suas poucas horas de duração certamente valerão mais a pena que dezenas de horas de muitos outros games dessa geração.

Nota: 9

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3 pensamentos sobre “[Tomio’s Review] Vanquish

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