[Lestat Review] Fable II

“Who you will be?”

Anunciado em 2006 e lançado em 2008, Fable II é a sequência do sucesso de crítica (e de jogadores) “Fable : The Lost Chapters”. O jogo ficou conhecido pela sua liberdade de escolhas, e pelos dois caminhos de moralidade : Mal e Bem. Seguindo um dos caminhos, sua aparência muda, causando pânico por onde passa, ou reconhecimento. Fable II traz isso de volta, essa sensação de liberdade, mais com muitas melhorias. Aqui fica o aviso : Esse review terá spoilers, mais como é um jogo de 2008, acredito que ninguém irá se importar. E detalhe : Esse mês, Fable III será Lançado, para o PC e X360.

ENREDO
Todos os Fables tem uma ligação entre si, mais apenas no quesito universo. Por exemplo : A Theresa, sua “guildmaster” (algo como Mestre da Guilda), é a irmã do personagem principal do primeiro Fable, e o universo do jogo, Albion, é o mesmo em todos os jogos. A diferença é que aqui,  Fable II se passa 500 anos após Fable I, então a cidade está muito mais desenvolvida, assim como a mentalidade e as armas dos habitantes de Albion. Já temos prostitutas (e travestis), armas de fogo e  invenções como a máquina fotográfica.

Prostitutas de Albion

Nesse novo mundo, jogamos com Sparrow (também chamado de The Hero of Bowestone).  Sparrow é um garoto orfão, que vive com sua irmã, Rose, na cidade de Bowerlake, em Albion. É o típico garoto magro e fraco, que após um evento traumatizante, é resgatado por Theresa e começa a treinar para se vingar. Só que mal sabe ele, que é um descendente do “The Hero Of Oakvale”, e que seu papel é muito mais importante do que ele imagina. A partir dessa introdução, controlamos o nosso herói durante seu aprendizado, crescimento físico, espiritual e emocional, e tudo isso, claro, ao lado do melhor amigo que o homem pode ter: um cão.

Infelizmente, a Main Quest de Fable II é curta, podendo ser zerada em até 12 horas, e também não é dada uma profundidade maior em seus personagens. Muitas vezes, você vai estar se perguntando : “Mais já? Tava ficando bom agora!!”. Mas também, em compensação, a emoção que o jogo te passa, e as escolhas, te fazem pensar e repensar, porque não é apenas o seu destino : é o destino de outras pessoas, e até mesmo da nação de Albion. Muitas vezes, eu me peguei triste, simplesmente por algo que acontece  com um personagem, ou então com puro ódio, devido a ter que me sacrificar em nome de algo maior. Molyneux sabe passar as emoções pro jogador, e isso é fato.

JOGABILIDADE
Um dos pontos mais criticados do jogo foi sua jogabilidade. Não que seja ruim, mais também não é “ótima”. Basicamente, o jogo consiste de 3 botões :

X – Golpes com armas brancas
Y – Armas de fogo
B – Magia

A lista de armas brancas é  limitada, enquanto que as armas de fogo tem uma certa variedade. Muitas vezes, você vai se ver enfrentando grupos de 4 a 6 inimigos, e geralmente você apenas vai usar X. Fica tudo muito massante, sem nenhuma variação de gameplay, sem nenhum aditivo para a diversão do jogador. Temos uma novidade, em compensação, que é o cachorro : Ele, além de te ajudar a encontrar baús escondidos, tesouros, te ajuda a enfrentar inimigos. Mas, ao mesmo tempo que ajuda, atrapalha. Muitas vezes ele fica machucado durante o combate, e você tem que cuidade dele, dar elixir de cura. E além do mais, o fato dele liderar o caminho para você, torna o jogo muito fácil.

Amor e Ódio. Mas ele é o seu único amigo verdadeiro nesse mudo.

Agora, para mim, o pior de tudo não foi o gameplay massante ou o cão que facilita tudo, e sim a “Roda de Expressões”. A Roda de Expressões é simplesmente um sistema de comunicação com a população de Albion, só que aqui, não é usado nada sério, e sim muita macaquice. Poxa, nós somos heróis, e se for para realizar um sistema de conversação com seus habitantes, porque não fazer algo sério? Para se ter uma idéia, existe uma expressão aonde seu herói fica fazendo uma dança russa rídicula. É algo deplorável para um herói.

Roda das Expressões: humilhação e riducularização do Herói

SOM
A trilha sonora do jogo não chama atenção em nenhum momento. Podemos dizer que ela apenas faz seu papel. Muitas vezes, as músicas você vai ouvir apenas durante os loadings, ou em certos momentos, como revelações ou finalização de quests, ficando escondida na maior parte do tempo. Em compensação, a sonoplastia do ambiente, do mundo ao seu redor é bastante realística : você escuta o barulho do rio, o barulho do vento, o som da chuva ao tocar o solo, as copas das árvores, tudo de forma estupenda. Se você usar um sistema de som 5.1 então, a imersão fica gigantesca. Enquanto você anda, vocè pode ouvir as pessoas comentando a seu respeito, e tudo isso é recriado de maneira perfeita em seu home-theater. Vire para a esquerda enquanto algum citadão está conversando com você, e a voz sai perfeitamente pela suas caixinhas esquerdas, enquanto as da direita recria tudo que soa do outro lado. É impressionante.

O som das armas é perfeito. Apoie o rifle no braço direito, e o barulho do disparo irá ensurdecer quem estiver do lado direito da sua sala.

Outro trabalho maestral aqui, é sobre os efeitos de disparos das armas de fogo. Muitas vezes, eu atirava no ar só para ouvir os pássaros assustados, o eco da bala entre a floresta, ou dentro de uma sala vazia.  E não é apenas o som do disparo da arma, é o som também dos golpes com as diversas armas brancas, o bater do aço da espada no aço da armadura de seus inimigos, ou então o som que suas magias emanam, é tudo realmente, perfeito.

Infelizmente, não podemos dizer muita coisa das atuações dos dubladores. Nosso herói praticamente não tem voz, só resmunga. Além do mais, você sempre vai andar por um lugar, e ouvir a voz da sua esposa, ou então do seu amigo de bar, pois as vozes são as mesmas. Claro que é impossível (tá, é possível, mais custaria muito dinheiro) recriar uma única voz para cada personagem, mais também entre um grupo de 3 pessoas, 2 terem a mesma voz, é um pouco demais. Pelo menos, os outros personagens secundários importantes para a história foram bem trabalhados nesse quesito.

GRÁFICOS
Indo direto ao ponto, para quem curte mais gráficos do que outra coisa  nessa geração, Fable II é decepcionante. As texturas do jogo são de medianas para pobre, modelagem de personagens é totalmente mediana, a iluminação do jogo é bastante desequilibrada, por vezes sendo escuro demais, e por vezes, claro demais.

Infelizmente, os gráficos de Fable II não fazem bonito.

Agora, o que mais chama atenção em Fable II é  sua direção de arte. O jogo mantém uma direção de arte maravilhosa, usando uma mesclagem de estruturas e visuais góticos com uma espécie de cartoon. Enquanto você explora dungeons, que geralmente são cavernas e tumbas, você observa os detalhes do cenário: gárgulas penduradas nos cantos, estátuas obscuras e por vezes, assustadoras, estruturas designada a rituais… tudo muito interessante e belo nesse sentido.

Estruturas e visual gótico combinado com um estilo meio cartoon faz com que a arte do jogo se sobressaia

VEREDITO
Enquanto Fable : The Lost Chapters trouxe uma inovação em sua época, Fable II é meramente mais um jogo pro catálogo. Não é indispensável, pois as horas que você passa com ele se tornam memoráveis em alguns momentos, mais também não é um jogo que poderiámos apontar como “o melhor que essa gen tem a oferecer”. É um jogo sem muita profundidade, com um gameplay massante e com gráficos medianos, mais que durante o tempo que você passa com ele, se torna algo especial.

NOTAS
Enredo– 8.5/10
Jogabilidade– 8/10
Som– 8.5/10
Gráficos– 7.5/10
Nota Final – 8.4/10

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