[Fran’s Review] Singularity

“Fight the past to save the future. Stop the Singularity.”

Singularity é um dos games que quando se olha os produtores, já não se espera muita coisa. Mas sempre somos surpreendidos por algumas empresas (como a SEGA com o Sonic Unleashed), que costumam estragar séries, mas de vez em quando lançam algo que é no mínimo agradável.

A Raven não tem se mostrado muito eficaz nessa geração, tendo lançado Wolfenstein, que a primeira edição foi um belo marco no mundo dos games. O jogo não teve boas notas, o que foi um ponto a menos para a produtora.

Porém, ao contrário de Wolfenstein,  Singularity se mostrou ser interessante pelos trailers e imagens que foram saindo antes do lançamento. Deixando um pessoal bem interessado, vendo que a Raven pode até fazer jogos bons nessa geração. E ela realmente se mostrou capaz, fazendo um shooter claramente inspirado em Bioshock, ou seja, não tem como dar errado, visto que é uma grande série, cheia de conteúdo. É um shooter muito bem elaborado, sendo os mini-puzzles de ambientes, onde você tem de usar seus poderes adquiridos durante o jogo, bem interessantes e que acaba fazendo com que o jogador tenha que usar a cabeça umas horas, além de só ter que atirar em inimigos humanos e monstros.

O jogo tem um ponto interessante que não foi visto em sua inspiração, que é ter boss battles interessantes (sem desmerecer as Big Sisters do Bioshock 2), usando poderes e sem perder o climax da surpresa e tensão. Sendo o jogo em si tendo um clima interessante, algo de viver no meio de um lugar onde houve um grande número de mortos, onde se percebe claramente a tensão, que é passanda muito bem. Também é visível uma sensação interessante de liberdade, podendo explorar outras salas que não são da linhagem do jogo, caso queira ir atrás de itens ou upgrade para suas armas.

Sendo feita uma certa comparação, algo que me incomodou no jogo, os personagens com quem você interage terem uma programação nada comparada ao que vemos hoje em dia em grandes jogos (bem visível em Modern Warfare 2), que ocorre da seguinte forma, seu personagem estar dialogando com um outro personagem, e ele estar “olhando pra você”, só que já programado para ele olhar para certo ponto, sendo uma suposição de sua posição, acaba sendo uma grande falha que, mesmo sem querer, tira parte da sensação de realidade/liberdade de poder continuar se movendo pelo ambiente com o personagem ainda claramente se direcionando ao seu personagem. Mesmo assim, o jogo tem um bom visual com personagens e ambientes bem detalhados.

Coisas interessantes sobre o enredo aparecem no meio do jogo em forma de notas escritas por pessoas que morreram no local, ou até mesmo revelações sobre o que vem sendo descoberto sobre o enredo com mensagens nas paredes e coisas do gênero, o que deixa bem mais interessante do que só andar e atirar no termo exploração.

Um dos pontos bem interessantes foi ter mais de um final, sendo você tendo a interação com o personagem complexa o bastante, no enredo, de decidir seu destino, sem ser algo já pronto que você é obrigado a engolir, e não tendo que jogar o jogo inteiro novamente para alterar seu destino, sendo só ir ao menu,  Continue Game e pronto, verá seu novo desfecho para a história com novas ações tomadas a seu critério.

A sonoplastia não é o melhor ponto, mas não deixa de ser no mínimo interessante. Sendo cativante em momentos como boss battles ou em partes que são feitas para transmitir a sensação de medo e tensão ao jogador. Nesses pontos ele é muito fiel e manda muito bem, mas a trilha sonora não é tão interessante assim no restante do jogo, onde em momentos de batalhas comuns são apenas batalhas comuns sem muito sal, nesse termo.

NOTA GERAL:

8,5/10

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6 pensamentos sobre “[Fran’s Review] Singularity

    • Foi meu primeiro review!
      É um bom jogo, mas não passa disso.. hoje eu acho que daria uma nota diferente pra ele.. mas as bossbattles são realmente boas.

  1. Depois de muito tempo consegui jogar Singularity e gostei do jogo, Nin. Concordo com os pontos que você comentou no review, e até falo de mais um que me irritou bastante durante o jogo: a falta de legenda. Sim, algo simples, mas no contexto fez falta. Os dubladores tem sotaque russo e em muitas cenas foi uma luta compreender 100% do que eles estavam falando.
    Gostei dos inimigos e a história por trás do jogo, e foi uma surpresa agradável perceber, no final, que o jogador tinha o poder de escolha.
    Outra coisa que senti falta foi a dificuldade no final. No começo, parecia que o jogo seria muito dificil, mas quanto mais poder você ganha, mais fácil se torna. Sei lá, acho que acostumei em ver o contrário.
    Mas é um jogo pra uma nota 8…. 8,5 de fato. E uma pena que passou despercebido de muitos.

    • Foi meu primeiro review, e eu não tinha muito idéia de como dar nota pros jogos, e nem sabia avaliar direito.. só falava do que eu via, mas não manjava muito de termos técnicos.. hoje eu daria um 7, ou no máximo 7,5 pro jogo!
      Achei a história dele bem bacana, mas falhou um pouco na narrativa dela, e a jogabilidade é meio cagada.. meio bugada em umas partes, e fica realmente fácil depois de um tempo.
      É um bom jogo sim, pra passar o tempo!

    • Mara, certeza que não tem legendas? Procurou nos menus? Porque na versão japa é toda legendada, e precisei acionar por menus, então…

      E concordo com a falta de dficuldade. A partir de um certo poder, ela despenca bruscamente, fica MUITO fácil.

      • Não tem, Tomio. Eu procurei em todo lugar. Audio (no lugar mais óbvio) não tem nada sobre as legendas. Em gameplay também não. Eu achei esquisito isso, enfim… aquele sotaque russo e eu me forçando pra entender o que os caras estavam falando.

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