[Neto’s Review] Prince of Persia: The Forgotten Sands

“Malik!”

Capa do jogo

ENREDO

Depois do, no mínimo diferente, Prince of Persia de 2008, chega em 2010 The Forgotten Sands, um jogo que segue o estilo da famosa trilogia lançada na geração passada (The Sands of Time, Warrior Within e The Two Thrones). O jogo inicia com o príncipe (um dos príncipes da franquia, já que sempre muda o protagonista, porém ele nunca deixa a realeza de lado) indo ajudar o irmão Malik em uma guerra para defender seu palácio de tropas inimigas. Isto logo é deixado de lado, pois, ao tentar acordar a tropa do Rei Salomão, uma terrível maldição é lançada no reino de Malik, invocando seres perigosíssimos das areias, cujo objetivo é destruir tudo pela frente.

O príncipe, para derrotar o exército de zumbis da areia terá a ajuda de uma mulher ancestral que se diz pertencente aos Djinn, uma antiga raça que costumava controlar a água. Este controle será bem útil ao príncipe, visto que ele receberá vários poderes desta mulher.

O príncipe em vários momentos procura mostrar sua faceta engraçada, soltando algumas piadas. O que acaba sendo engraçado realmente, mas é tudo esperado, é o tipo de fala que o jogador espera. E o mesmo acontece com o enredo do jogo, tudo é muito previsível e o jogo não busca dar nenhuma reviravolta. Talvez a maior seja lá no final do jogo, mas de resto o enredo apresenta-se bastante clichê, mas não chega a ser ruim. É um clichê agradável, é como assistir a um filme de aventura que você sabe o que acontece no filme inteiro, mas assiste por ser agradável. Assim é com The Forgotten Sands.

Artwork do jogo

JOGABILIDADE

O jogo consiste basicamente em dois modos: batalha e plataforma. E não é um jogo fácil em relação aos comandos, pois vários botões são necessários para as diversas acrobacias executadas pelo príncipe. Essa salada de botões afeta um pouco a jogabilidade, pois pode até mesmo ser confuso, visto que em diversas situações o jogador deverá segurar botão para correr pelas paredes, enquanto inicia a apertar outro botão para congelar a água e já começa a pensar quando vai pular. ARGH!, é muita coisa! E chega a ser até frustrante, pois o jogo faz uma bagunça na cabeça do jogador, fazendo-o apertar o botão na hora errada, soltar o botão quando não deve, fazendo o coitado do príncipe cair em abismos, o que força o jogador a voltar no tempo. Além da câmera que se torna fixa em diversos momentos e chega a confundir o jogador, diversas vezes ocorre um pulo errado devido a um direcionamento errado ocasionado pelo posicionamento falho da câmera.

Estes problemas (excesso de botões e câmera fixa em vários momentos) tiram o brilho das partes de plataforma, que são bastante bem desenvolvidos, já que o príncipe é um verdadeiro acrobata: anda pelas paredes, pula de pilar em pilar, dá cambalhotas para escapar de armadilhas mortais e agora tem, com o poder dos Djinn a habilidade de congelar a água. Isto dá enormes possibilidades ao jogo, pois o cenário é cheio de cachoeiras artificiais e chafarizes que saem das paredes que, quando congelados, possibilitam ao príncipe agarrá-los e usá-los como algo sólido, mas tudo isto se torna frustração quando o jogador se vê tendo que pressionar diversos botões, fora quando a câmera fixa não o atrapalha de forma mortal.

Congela, pula, descongela, congela de novo, gira…

Voltar no tempo se faz vital neste Prince of Persia, pois quando se erra, o jogador pressiona outro botão e, então, volta ao último local seguro onde esteve. E o jogador vai precisar muito de fazer isto, já que vai cair diversas vezes até que seu cérebro consiga se acostumar com a infinidade de botões para se apertar.

O jogo também apresenta alguns puzzles, que são rápidos e fáceis de se fazer, mas exigem um quê de percepção (não é nem inteligência) do que fazer. Nada complicado e nada muito presente no jogo, mas ajuda a quebrar um pouco a seqüência plataforma – batalha do jogo.

Em relação à batalha, esta apresenta-se simplória. O príncipe possui três comandos básicos enquanto luta: ataque com a espada, ataque corporal (usado para quebrar defesas dos inimigos) e esquiva. É impressionante como um jogo desse não apresenta uma forma de defesa em pleno 2010. Mas também é algo que não se faz tão necessário, o jogador basicamente ver-se-á apertando o botão de ataque sem parar durante as batalhas, alternando um pouco com o botão de ataque corporal, quando houver um inimigo com escudo. Quanto mais inimigos mortos, o jogador ganha pontos de experiência que, quando atingidos o número necessário, podem ser convertidos em upgrades para o príncipe, desbloqueando ataques especiais, upgrades de HP e pontos para usar magias (tanto ataques especiais quanto poder de voltar no tempo).

Príncipe invocando a armadura de pedra, um dos upgrades do jogo

O impressionante é o número de inimigos na tela que aparecem. São muitos! Geralmente mais de vinte por vez, tornando o combate bastante rápido, porém simples. Há alguns inimigos diferenciados, enormes e que têm ataques mais poderosos, como alguns que correm em direção ao jogador e outros que exigem um ataque mais forte para causar dano.

Vários inimigos na tela

SOM

O trabalho de som do jogo é executado de forma muito satisfatória, com um trabalho de dublagem convincente e uma trilha sonora orquestrada que ajuda a provocar o clima épico que o jogo procura causar. Sons de destruição, passos e ambientes também são bem executados.

(Defying Gravity, música do jogo)

GRÁFICOS

Cenários grandes e bonitos, com um bom trabalho de iluminação e belos efeitos de água. O que se faz necessário, visto que o jogo gira em torno de solidificar a liquefazer a água em geral.

Os cenários são grandiosos

O trabalho facial não é muito bem feito, o príncipe é quase inexpressivo, não é um personagem muito interessante e isto se mostra em suas feições durante o jogo. Enfim, os gráficos são belos, mas alterna entre momentos lindos e bem sacados nos gráficos com momentos de cenários genéricos, como se, quando joga-se The Forgotten Sands, o jogador se sente em cenários já feitos antes tantas vezes. Pelo menos o cenário destruído é extremamente bem feito!

Destruição no muro

VEREDITO

Prince of Persia: The Forgotten Sands é um jogo sem muita expectativa de alçar grandes vôos. É um jogo agradável para quem gostou da trilogia da geração passada, mas sem o mesmo brilho e carisma.

É triste ver uma franquia tão importante quanto Prince of Persia ser tratada com tanto desleixo e possuir um príncipe sem muito carisma em um enredo recheado de clichês e com uma jogabilidade que chega a ser frustrante em vários momentos. Não deixa de ser um bom jogo, mas soa meio ultrapassado para a atual geração. Vale a locação, no mínimo.

Prince of Persia: The Forgotten Sands está disponível para PC, PS3, Xbox 360 (versões HD).

O príncipe observa a guerra no reino do irmão

NOTAS

ENREDO: 6,0/10,0
JOGABILIDADE: 5,5/10,0
SOM: 9,0/10,0
GRÁFICOS: 7,5/10,0
NOTA FINAL: 6,5/10,0

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