Às vezes você precisa saber que não está no seu momento de jogar algum jogo.

A imagem pode conter: 1 pessoa, em pé, chapéu e atividades ao ar livre

Está acontecendo comigo com Red Dead Redemption 2. O primeiro é o meu jogo favorito da geração passada, joguei no lançamento, amo tudo naquele jogo. Não posso dizer o mesmo em relação ao 2. Mas sei que é um problema meu em relação às mecânicas do jogo.

Jogar RDR2 requer paciência e tempo. Duas coisas que estou sem no momento. E toda vez que pego para jogar, parece que estou fazendo uma obrigação e não me divirto. As animações realistas e lentas, o looting realista e lento, todas as coisas realistas e lentas, enfim, estão me deixando bastante entediado no jogo.

Tem muita coisa em RDR2 que você vê no início e pensa ser muito importante, como ter boa relação com a gangue, doar dinheiro para o acampamento, assaltar os outros pela rua, enfim, coisas que tomam tempo e que, passadas algumas horas de jogo, você percebe que não precisa fazer nada disso… E eu perdi muito tempo fazendo isso. O acampamento não requer atenção especial para as missões principais andarem, ele dá profundidade à narrativa, porque o lance de upar as coisas não tem lá muita necessidade para o que o jogo pede; ter dinheiro é bobagem, não há muito com o que gastar para que o jogo ande.

Já tive momentos desses, de estar tentando jogar alguma coisa, perceber que não era a hora de jogar e falar: “Ok, vamos jogar outra coisa e outro dia volto para isso, com mais tempo, com mais paciência”. Aconteceu, por exemplo, com Deus Ex Human Revolution, na geração passada, que também requer tempo para explorar, e quando voltei para jogá-lo, alguns meses após o lançamento na geração passada, me deparei com um dos melhores jogos que já joguei na vida.

Eu tenho certeza absoluta de que RDR2 merece todos os elogios e as notas 10 que está recebendo. E tenho certeza de que, se as coisas forem justas, vai receber o prêmio de melhor do ano da maioria das publicações, como aconteceu ano passado com The Legend of Zelda Breath of the Wild, e foi incontestável.

Portanto, amigos, devemos saber a hora de parar algo que não estamos gostando, e também a hora de pausar para voltar depois, com outra cabeça, com menos preocupações, com mais tempo… Fim de ano é tenso, eu sou professor, e estou atolado de serviço e preocupação com notas, provas, atividades… E não é uma boa ir jogar RDR2 pensando “Nossa, preciso parar de jogar daqui meia hora para fazer tal coisa”. RDR2 é um jogo de se ligar e só desligar quando quiser, tendo tempo, paciência, e estando descansado. Não é um jogo para passar o tempo, para jogadas rápidas, definitivamente.

Abraços, amigos.

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Comentários sobre o início de Red Dead Redemption 2

Aviso: Não há spoilers da história no corpo do texto além do que já sabíamos por trailers prévios.

Finalmente ele chegou, meus amigos. Red Dead Redemption 2, depois de 8 anos e meio do lançamento do primeiro, que foi um marco para os jogos de mundo aberto e também para os jogos de faroeste, tema tão pouco explorado pela indústria dos jogos, em especial quando comparado a guerras mundiais, alienígenas e zumbis.

A espera de todo mundo não era pouca. As semanas antes do lançamento pareciam meses para todos esperando o jogo. E os dias antes do lançamento pareciam semanas. E aí o jogo finalmente foi lançado, e muita gente que pegou o jogo digitalmente, depois de passar de horas a dias baixando seus quase 100 gigabytes nos seus Xbox Ones ou Playstations 4, ficou acordado até a 1 hora da manhã do Brasil para colocar os dedos no controle e finalmente curtir essa aventura.

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[Review] Yooka-Laylee

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Nome: Yooka-Laylee
Gênero: Plataforma 3D com colecionáveis
Produtora: Playtonic
Plataformas: Playstation 4, Xbox One, PCs, Nintendo Switch
Versão testada: Playstation 4 (ver. 1.0.0)

Yooka e Laylee

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Yooka-Laylee (YL) é o primeiro trabalho da Playtonic, produtora formada por antigos funcionários da formação original da Rare (de Banjo-Kazooie). O jogo é fruto de crowdfundind (programa onde os clientes e potenciais clientes financiam projetos) e foi lançado recentemente para diversas plataformas.

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[Review] The Legend of Zelda: Breath of the Wild

Open your eyes!

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Gênero: Aventura, RPG
Ano de lançamento: 2017
Plataformas: Wii U, Switch
Versão jogada: Wii U
Desenvolvedora: Nintendo EPD
Publicadora: Nintendo

Ah, sim, Zelda! Aquela série que já revolucionou os jogos ao menos duas vezes, e em duas décadas distintas. Em 1986, com o primeiro jogo da série, intitulado simplesmente The Legend of Zelda, um jogo de premissa simples criada ao redor das lembranças da infância do desenvolvedor Shigeru Miyamoto, de quando ele explorava os arredores de sua casa no Japão; e em 1998, com o todo poderoso Ocarina of Time, que até hoje influencia vários jogos de ação em 3D.

Você já parou para pensar quanto tempo faz que a franquia existe? Já se vão trinta e um anos. Isso é muita coisa para um jogo de videogame. É a franquia de RPG mais antiga que ainda está ativa.

Mas nem tudo é revolucionário e maravilhoso na franquia. Ocarina of Time é considerado o melhor jogo da série em quase todas as listas de “Ranking de Jogos da Franquia Zelda”, e é uma posição completamente coerente e respeitável. O problema é que ao mesmo tempo o mesmo criou uma maldição para a série. Vi uma vez um vídeo pelo Youtube onde uma pessoa dizia que o jogo de 1998 era o pior Zelda da série, porque criou uma sombra tão poderosa que os próximos sempre tentaram chegar perto e nunca conseguiram.

E desde Ocarina of Time que a série tenta alcançar novamente esse status de grandiosidade, e por várias vezes falhou. Majora’s Mask foi provavelmente o único da série, de jogos de mesa, que não tentou seguir os passos de seu predecessor, tendo motes bem diferentes.

Wind Waker é um jogo que eu gosto bastante, mas que também fica para trás, e acabou, talvez, revolucionando apenas na popularização dos visuais em Cel Shaded, que são maravilhosos (esse jogo vai ser bonito por muitos e muitos anos, justamente pela escolha do visual).

Twilight Princess é quase um Ocarina of Time parte 2. Até na contracapa do jogo você percebe que ele queria ser um novo OoT (palavras como “The Biggest Zelda Ever Made” denunciam isso). A estrutura é bastante parecida, mas o jogo teve bastante criticismo nos momentos em que Link precisa virar um lobo. E influenciou ninguém.

E o último da série, lançado no Wii em 2011, Skyward Sword, é até bem aceito entre os fãs da série e pela mídia, porém é perceptível como o jogo é limitado em relação à liberdade de gameplay, tendo um hub world travestido de open world, sendo o jogo bastante linear, com um combate pouco empolgante (e era para ser a melhor coisa do jogo, devido aos Motion Controls, o gimmick principal deste Zelda) contra inimigos extremamente defensivos.

A série foi perdendo cada vez mais o status de relevância e de entregadora de legado aos videogames. Desde 1998 que não entrega nada de novidade de longo prazo para a indústria. Isso não seria nenhum problema para quase qualquer outra série, mas para Zelda isso é bem perigoso, pois a série não pode cair na mediocridade. É muito importante e pesada para isso. Junto com Super Mario, é o carro chefe da Nintendo, é aquele jogo que até quem não tem um Nintendo para para observar trailers e novidades.

E então a Nintendo anuncia, em 2013, Breath of the Wild (na época ainda sem título, vulgarmente chamado de Zelda U), para o comercialmente fracassado Wii U. E desde então foram quatro anos de espera, alguns adiamentos e anúncio de lançamento no novo console da empresa, o Switch, no dia em que este era lançado, 3 de março. Mas desde os trailers que eu percebia que esse Zelda estava diferente. Que Breath of the Wild queria algo maior: queria deixar a sombra de Ocarina of Time para trás. Ainda bem.

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O Jogador Pensante agora está na Epic Play!

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Olá, amigos!

Há algum tempo iniciamos um processo de transferência do Jogador Pensante para o Epic Play, uma rede excelente sobre games e entretenimento em geral.

Nossa equipe continua a mesma, e estamos confiantes de que, com essa parceria, iremos crescer cada vez mais. Continuamos sendo o Jogador Pensante, só que em um novo portal agora!

Espero que possamos contar com sua visita e interação por lá, pois continuaremos a trazer conteúdo de qualidade!

Você nos encontra aqui: http://epicplay.com.br/jogador-pensante/.

Um abraço, nos vemos no Jogador Pensante na Epic Play!