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out
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[Félix's Review] Uncharted – Drake’s Fortune

Categoria: Adventure/TPS

Produtora: Naughty Dog

Distribuidora: Sony Computer Entertainment

Plataforma: PS3

Uncharted foi um marco na atual geração. Não apenas por apresentar um dos gráficos mais belos vistos no console da Sony, na terceira geração do Playstation, mas por junto a isso conseguir de forma muitíssimo harmônica reunir um gamaplay divertido, histórias empolgantes e personagens carismáticos.  Com diversas premiações desde seu primeiro capítulo, Drake’s Fortune, até o final da trilogia em Drake’s Deception, Uncharted se transformou em uma das séries mais queridas da geração.

São poucos os proprietários de um Playstation 3 que ainda não desfrutaram da aventura até a lendária Shangri-La ou mergulharam na jornada pessoal de Drake em busca dos segredos do seu anel que o leva rumo ao Iram dos Pilares. Mas, e a primeira aventura do caçador de tesouros? Seria ela memorável que nem suas sequências? Ou apenas um produto bonito para acompanhar o lançamento de um console de nova geração?

A primeira aventura de Nathan Drake começa.

O passado Naughty Dog 

Responsável pela produção de Rings of Power (1991 – Sega Mega Drive) e Way of the Warrior  (1992 – 3DO) foi em 1996 que ficou reconhecida pela produção do famoso Crash Bandicoot. O mais novo mascote da Sony, que daria inicio a uma excelente e longa parceria entre ela e Naughty Dog.

Após duas sequências de Crash Bandicoot  e uma versão “Mario Kart” da série foi a chegada de uma nova geração com o aguardado Playstation 2 que abriu portas para a mais nova franquia da ND, Jak and Daxter. Trazendo excelentes gráficos em um divertido platformer a série cresceu, amadureceu e também rendeu duas sequencias e um jogo de corrida. Por fim, mais uma geração acaba e outra começa em seu lugar. O Playstation 3 se tornou uma realidade e junto a ele estava a Naughty Dog com mais uma série que iria acompanhar o novo console por toda uma geração. Uncharted – Drake’s Fortune.

Nathan Drake é um jovem caçador de tesouros que acredita ser descendente do explorador britânico Sir Francis Drake. Tomando como ponto de partida uma pista, ele parte em jornada com a repórter Elena Fisher na busca do diário de seu antepassado. É claro que o real objetivo de Drake não é apenas encontrar um simples diário, mas sim, usa-lo para alcançar algo muito maior. A cidade de El Dorado.

Crash Bandicoot inicia uma parceria que já dura três gerações.

Em busca da cidade de ouro.

Quando o diário é encontrado logo na introdução da aventura, os reais problemas começam. Desde piratas modernos até outros caçadores que não jogam tão limpo cruzam o caminho de Drake, deixando claro que a busca pela cidade de ouro vai ser bem mais complicada do que supostamente deveria. Para lutar contra os novos inimigos, Drake conta com seu fiel e antigo parceiro e mentor, Victor Sullivan. Um experiente caçador de tesouros (ou seria melhor chamar de ladrão?) que foi responsável por ensinar boa parte do que Drake sabe.

Além da dupla, a repórter Elena Fisher encontra, nessa busca por El Dorado, a chance de uma incrível matéria para seu programa e com isso une forças com Drake e Sullivan em busca da lendária cidade. Ao decorrer da misteriosa aventura algumas revelações mudam o destino dos personagens e os forçam irem muito além do que se era esperado. Uma jornada por riqueza acaba se tornando uma missão para salvar o mundo.

Registrar essa aventura pode ser a maior história da carreira de Elena Fisher.

Beleza e Poder

Não se pode negar que o maior objetivo de Uncharted: Drake’s Fortune é impressionar. Isso fica evidente nos primeiros minutos de jogo. Um lindo mar azul, texturas em alta definição em cada canto, movimentação corporal como poucas vezes vistas antes em um jogo. Até as pequenas explosões causavam efeitos de encher os olhos. O poder do novo console da Sony era finalmente testado em um jogo que para sua época ia muito além do que já se tinha visto.

É bom poder dizer que a qualidade incrível da primeira impressão que o jogo causa se mantém por boa parte da aventura. O jogo é lindo em sua totalidade. Sim, ele possui altos e baixos, mas consegue agradar todo o tempo aos olhos do jogador. Ao decorrer da história nos deparamos com cenários variados e ricos em detalhes e cores. Cor é um ponto em destaque em Uncharted, já que a ND não dispensou o uso delas para deixar o título vivo e animado.

O visual é um dos grandes atrativos de Uncharted – Drake’s Fortune.

A iluminação é algo que vale a pena destacar. Para um começo de geração, o uso de sombras e iluminação dinâmica em consoles tão bem executada como em Uncharted é bem impressionante. Juntando todas essas qualidades fica fácil compreender o por quê dá série impressionar tanta gente desde suas origens.

Outro destaque está na captura de movimentos corporais e faciais, onde, mais uma vez, a série está a frente de muito do que se havia visto até então. Drake possui movimentação corporal extremamente convincente todo o tempo. Desde a forma com que ele se abriga atrás de objetos para sua proteção até à maneira de correr e saltar.

Há uma grande variedade de animações de contexto que deixam todo o trabalho de animação ainda mais realista. Por mais que algumas vezes os movimentos faciais sejam estranhos e artificiais, na maior parte convencem tanto quanto o trabalho corporal, apresentando um excelente resultado com a captura de movimentos.

Elenco trabalhando na captura de movimentos em Uncharted: Drake’s Fortune.

Está VIVO!!! E fala…

Naughty Dog fez um excelente trabalho na caracterização dos personagens de Uncharted em toda a série. Em Drake’s Fortune não foi diferente. Existe quem diga que uma ligação entre personagem e jogador não é importante. Bem, provavelmente quem pense assim nunca jogou Uncharted. Por mais que um jovem bem humorado, caçador de tesouros que não teme o perigo, um velho experiente que atua como seu mentor e a bela moça boazinha que esta na trama para cedo ou tarde precisar ser resgatada, não seja os trio mais original já feito, eles funcionam extremamente bem.

O trabalho de dublagem desempenhado de forma exemplar aliado a um roteiro escrito para ser desde engraçado até assustador consegue manter uma ligação do jogador com a trama de forma muito intensa. É impossível não torcer pelo sucesso de Drake, não querer o bem de Elena ou sentir afinidade com Victor. Os três foram tão bem construídos (embora pouco aprofundados) que simplesmente acabam se tornando memoráveis.

Personagens criam ligação com o jogador por serem interessantes e carismáticos.

Menos conversa. Mais ação!!!

Deixando a parte técnica de lado, e nos aprofundando na jogabilidade, podemos dizer que nesse ponto Uncharted também sai vitorioso. O título é acima de tudo um shooter em terceira pessoa (TPS) com sistema de cover e elementos rasos, mas divertidos, de platformer. Existem momentos onde o jogador se depara com puzzles simples e intuitivos que mesmo não apresentando muita dificuldade deixam o jogo “mais completo”.

Além do sistema de cover o jogador também pode executar inimigos de forma desarmada, seja com ataques furtivos ou lutas de mão limpa. As lutas funcionam com combos simples de dois botões e não apresentam grande variedade de golpes. Mesmo assim, funciona muito bem como um complemento à jogabilidade.

É interessante que ao avançar na aventura o jogador se depara com uma excelente variedade de situações que chega, por vezes, a beirar à troca de gênero, como no caso da reta final onde o jogo mergulha em um clima de survivor horror. A troca entre momentos de combate, platformer e puzzles colabora para que o jogador nunca se sinta entediado ao longo da campanha.

O jogo é basicamente linear, mas apresenta dezenas de tesouros para serem encontrados. Os tesouros, além se garantirem troféus, premiam o jogador com pontos que podem ser gastos em “truques” e modos de jogo, como munição infinita, novos personagens jogáveis e até um Drake obeso, entre muitas outras coisas. Além disso, Drake’s Fortune apresenta dificuldade extra para quem zerar a campanha., o que prolonga a jogatina já que a jornada pode ser concluída pela primeira vez entre 6 até média de 10 horas. Infelizmente a primeira aventura de Drake não possui modo online.

Uncharted – Drake’s Fortune apresenta excelentes mecânicas na hora do combate.

Afinal, vale a pena?

Sem sombra de dúvida vale sim. Uncharted: Drake’s Fortune narra uma aventura muito divertida e possui uma ótima campanha, muito bem estruturada. Para quem já jogou  Among Thieves e Drake’s Deception, ainda sim é um ótima oportunidade de diversão, já que mesmo não possuindo todas as novas mecânicas que a série ganhou ao decorrer dos anos,apresenta os elementos que colaboraram para o sucesso da franquia. Poder conhecer a história que originou toda a saga Uncharted é uma oportunidade imperdível para qualquer proprietário de um PlayStation 3.

Notas

Gráficos: 8,5
Som:9,0
Jogabilidade: 8,5
Diversão:9,5

Nota Final: 8,8

28
jul
12

[Consciência Gamer] Uncharted e seus mundos não cartografados

Provavelmente você já ouviu falar de pelo menos Atlântida, a lendária ilha que foi pela primeira vez comentada por Platão, um dos maiores filósofos que já viveram. E é de senso comum que, se um dia Atlântida existiu, ela afundou no oceano. E em um único dia.

Ninguém nunca viu Atlântida. Ou El Dorado, Shambhala e a Atlântida das Areias. Mas Nathan Drake nos deixou ver e interagir com uma recriação digital das três em suas aventuras na série Uncharted, com muita riqueza de detalhes e com vários takes cinematográficos, sempre dando ênfase à beleza lendária das cidades.

Drake’s Fortune e O Homem Dourado

El Dorado é o nome de um chefe tribal Muisca que teria se coberto em poeira de ouro e mergulhado em um lago de terras altas, como ritual. Depois disso, o nome se tornou uma referência para algum lugar mitológico e desconhecido, onde um rei de ouro governaria.

O ritual de El Dorado representado em uma escultura a ouro.

A cidade fascina desde as viagens dos espanhóis para a Conquista da América, chegando ao ápice dos exploradores Francisco Orellana e Gonzalo Pizarro partirem de Quito, no Equador, em 1541 em uma viagem pelo Rio Amazonas, procurando a tão sonhada cidade do ouro.

Obviamente foi um desastre, mas outros exploradores até mesmo foram mais longe e um deles, Sir Walter Raleigh, em 1595, descreveu El Dorado como uma cidade às margens de um lago chamado Parime, na Guiana. E o senhor Raleigh foi tão eloquente em sua versão da cidade que o tal lago foi impresso em mapas até o início do século XVIII! Sua inexistência foi provada por Alexander von Humboldt durante sua expedição (1799 – 1804).

Em Uncharted: Drake’s Fortune, El Dorado se transformou não em uma cidade, mas sim em um sarcófago de puro ouro e jóias, que possuía uma terrível maldição. Atiçado pelo diário de Francis Drake e também por sua sede de ladrão, Nathan Drake parte em busca de El Dorado, acreditando ser realmente uma cidade perdida. O jogo leva então o jogador a diversas belas paisagens por cenários da América do Sul, até chegar a um templo amazônico onde o sarcófago se encontrava.

El Dorado

Apesar de El Dorado não ser uma localização, o jogo ainda apresenta as noções de paraíso e cidade perdidos, com muitas ruínas com vegetação invadindo, tudo em um solo cheio de mistérios, que é o do coração da América do Sul, nas proximidades da Floresta Amazônica.

Uma das localizações de Drake’s Fortune

Among Thieves e a cidade esotérica

Shambhala não é lá um nome muito conhecido. Talvez você se lembre de Shangri-La, que certamente ouviu esse termo em alguma época de sua vida. O negócio é que Shangri-La é um lugar fictício, harmonioso e místico citado pela primeira vez em Lost Horizon, uma novela escrita por James Hilton. A inspiração para escrever sobre a cidade veio de Shambhala.

Os budistas tibetanos acreditam que Shambhala seja um reino místico escondido em algum lugar da cordilheira do Himalaia. A cidade seria um “lugar de paz, felicidade e tranquilidade”, que é o que Shambhala significa em sânscrito. E para os budistas, hinduístas e taoístas, a cidade seria a capital de outro reino místico ainda maior: Agartha (que você pode conferir em Castlevania Lords of Shadow), que é constituída por oito cidades místicas.

Há várias versões de Shambhala em imagens.

Segundo a crença, Shambhala só podia ser vista por homens com um karma bom, sendo este o significado manifesto da cidade. O caráter oculto dela é de que não seria um local terreno, com acesso geográfico, mas sim um lugar interior, de caráter moral e mental, ou, ainda, um estado de iluminação a que toda pessoa deva inspirar alcançar.

Mas ainda em relação à aparência de Shambhala, segundo o Kalachakra (tempo-ciclo, em sânscrito) budista, esta mudaria conforme o estado de espírito do observador, como escrito por Andrew Tomas em Shambhala – A misteriosa civilização tibetana: “por exemplo, certa ribeira, pura e simplesmente a mesma, pode ser vista pelos deuses como um rio de néctar, como um rio de água pelos homens, como uma mistura de pus e sangue pelos fantasmas esfomeados, e por outras criaturas como um elemento no qual se vive”.

Sua misticidade foi tão difundida que até mesmo ocultistas ligados aos nazistas se interessaram por ela, mas como fonte de poder. E é nessa linha que entra Uncharted: Among Thieves, a segunda aventura de Nathan Drake.

No jogo, Nathan está trabalhando com uma perigosa equipe que está em busca de uma pedra misteriosa chamada Cintamani Stone, que traria poderes enormes a quem a possuísse. Isso causa enorme desastre durante sua busca, até que Nathan descobre a belíssima cidade de Shambhala, onde estaria a pedra.

A entrada de Shambhala em Among Thieves.

Diferente de ser um lugar de paz e tranquilidade, governado por um rei bondoso, o que se descobre é uma gigantesca cidade com inúmeros monumentos e edifícios tomados pela natureza, com guardiões extremamente fortes e poderosos que procuram proteger a cidade a qualquer custo. Talvez algum dia ali essa cidade já tenha sido da forma como os escritos budistas e hindus contam.

A cidade perdida

Drake’s Deception e a cidade na tempestade de areia

De todas, Iram of the Pillars (Irão dos Pilares) talvez seja a mais desconhecida. Também chamada de Atlantis of the Sands (Atlântida das Areias) e Ubar, a cidade foi descrita pela primeira vez há mais de 1400 anos, pelo famoso livro sagrado do Islão Alcorão.

Segundo as crenças islâmicas, o Rei Shaddad de Ubar não acreditou nos avisos do profeta Hud e Deus destruiu a cidade, enchendo-a de areia, para nunca mais ser vista. Acredita-se que as ruínas da cidade ficaram soterradas em algum lugar do deserto de Rub’ al-Khali, na península arábica. A difusão no ocidente de Iram of the Pillars foi principalmente com a tradução do Livro das Mil-e-uma Noites, um dos épicos mais conhecidos da literatura árabe.

Durante algum tempo, acreditou-se ter encontrado a cidade através de escavações feitas pela NASA em um local de poço dos beduínos em Shisr, no Omã, realizadas no início de 1990. Em 1996, outro grupo de pesquisadores desmentiram o feito e disseram que talvez Ubar fosse a atual Habarut, uma cidade do Iémen.

A possível Ubar da NASA.

Foi somente em 2002 que um geólogo concluiu que o local escavado pela NASA não era Iram of the Pillars, mas sim somente um oásis e que a possível ruína de forte encontrada era somente uma construção pequena utilizada por poucas famílias.

Em Uncharted 3: Drake’s Deception, Nathan Drake vai atrás da cidade mais uma vez baseado no diário de Sir Francis Drake. Envolvido em uma trama de crimes maior do que ele, através de uma sociedade secreta, Nathan acaba até mesmo se perdendo e vagando pelo deserto, até encontrar uma trupe de beduínos do deserto e, posteriormente, encontrar Ubar, uma cidade gigantesca, com muitas construções e com sistema de irrigação bastante moderno, o que teria possibilitado a vida no lugar, segundo observado pelo próprio Nathan.

Entrando em Iram of the Pillars.

As aventuras de Nathan Drake conseguem nos levar a lugares fantásticos e extremamente bem construídos. Vale a pena jogar e chegar ao final pelo menos para observar estes mundos jamais vistos por ninguém, mas que habitam o imaginário de muita gente há muito tempo.

12
jun
12

[Choose your character] Nathan Drake

28 de Maio de 2012

Sully trouxe hoje um boato interessante: a existência de um vilarejo Asteca escondido no Guatemala. Acredita-se que, no fim do século XV, alguns dos sacerdotes preveram o perigo que estava para chegar, e se esconderam em terras distantes, sem permissão e consenso do Imperador e de outros membros da nobreza. Estamos no momento coletando mais informações a respeito. Uma civilização dada como extinta há meio milênio está prestes a ser redescoberta. Mal posso esperar!

3 de Junho de 2012

Sully encontrou o primeiro rastro! Trata-se de relatórios de ninguém menos que Fernando Cortez sobre a civilização em questão. Estamos partindo para a Espanha ainda hoje atrás desses documentos. O velho filho da puta já contatou conhecidos que providenciarão o acesso à essas preciosidades. “Você ainda tem muito a aprender sobre essa nossa vida, filho”, disse ele, rindo e exalando seu charuto em minha cara. Haha, aquele bastardo sortudo.

5 de Junho de 2012

Os documentos deixados por Cortez indicam que a chave para a civilização perdida está em uma espada, usada pelo próprio, durante as grandes navegações. Essa espada se encontra atualmente em algum lugar em Zacapa, leste do Guatemala. E lá vamos nós pegar outro vôo. Merda, odeio bancos de aviões. Espero não ter nenhuma parada no meio do deserto de novo.

8 de Junho de 2012

Só pode ser brincadeira, mal começamos a procura pela espada de Cortez, e os malditos mexicanos vieram pra participar da festa. De onde esses filhos da puta souberam da existência dessa espada? Vão balançar chocalhos e sumam daqui!

9 de Junho de 2012

Encontramos a espada! Na verdade, o que importa nela é um mapa escondido debaixo de uma das jóias de decoração da mesma. Com esse bendito pedaço de papel mofado, vamos finalmente encontrar os astecas!

10 de Junho de 2012

Mas o que diabos é esse lugar? Essas pessoas são loucas! Pegaram Sully e o amarraram em uma espécie de cama de pedra. Maravilha, que merda é essa? Não vai me dizer que é sacrifício, como meio século atrás? Pra completar o dia, esses lunáticos não caem com tiros. Isso tá me cheirando muito mal, e preciso fazer algo rápido, antes que esse cheiro piore com sangue de um velho ex-aventureiro.

11 de Junho de 2012

Agora entendo porque Cortez não foi atrás da civilização perdida. Na verdade, ele fugiu de lá, desesperadamente, a ponto de deixar sua espada para trás. Esse povo, antes de abandonar seu reino, levaram com eles um artefato antigo chamado de “Olho de Quetzalcoatl”, um objeto abençoado que concede prosperidade eterna para a nação que a possui, em troca de sangue – ou seja, sacrifícios. Mas havia um grave problema para o pequeno novo vilarejo: eles eram muito fracos e em número escasso comparados a outras nações, impossibilitando-os de capturar inimigos ou até mesmo de se sacrificarem para obter o sangue necessário. Isso fez com que eles fossem amaldiçoados, tornando todos os habitantes daquele pequeno local escondido em escravos, fantoches de seu deus. Agora o artefato está nas mãos dos mexicanos, e a civilização asteca pode, finalmente, dormir em paz. E eu terei de bancar o herói de novo. Deus.

13 de Junho de 2012

Foi uma tarefa hérculea entrar naquele navio, deus! Deveria ter usado um disfarce, tipo, um sombrero. Do que esses bastardos seriam capazes de fazer com aquela coisa? Vender para algum país na áfrica? Se tornar mais do que um bando de piratas e crescer como uma poderosa organização (afinal, criar “sacrifícios” para criminosos seria tão fácil quanto Sully fumar aquele charuto fedorento)? A resposta agora ninguém sabe, pois foi tudo, literalmente, água abaixo. Mais especificamente, no oceano atlântico. E aqui estou, no teco-teco de Sully, sentindo o prazer de viver e ter feito a coisa certa. Creio que estou farto de viver perigosamente a troco de nada, acho que já me aventurei o suficiente. Mas antes de me aposentar, deixa só eu perguntar qual foi a próxima grande descoberta que faz esse velho bastardo rir feito uma criança.

17
dez
11

[Tomio's Review] Uncharted: Golden Abyss

Nome: Uncharted: Golden Abyss
Produtora: Bend Studios
Gênero: Ação, Aventura
Plataforma(s): Playstation Vita

Mini Drake

Uncharted: Golden Abyss é o mais novo título de uma das séries mais famosas da geração, além de ser um dos títulos de estréia do novo portátil da Sony, Playstation Vita.

Beleza de bolso

Golden Abyss, por não fazer parte da série principal, não apenas é isento de numeração, como também foi produzido por outra produtora: a Bend Studios, da série Syphon Filter. O estudio fez um excelente trabalho, apresentando um jogo com beleza gráfica comparável a seu irmão mais velho, Uncharted 2. Os detalhes de expressões facias, efeitos e movimentação típicos da série também foram mantidos e muito bem utilizados. Nesse quesito, fica como porém a falta de variedade artística, já que o jogo se passa praticamente em dois tipos de cenários durante toda aventura. Lindas, porém repetitivas localidades.

As músicas do jogo fazem bem a sua parte, tal como os efeitos sonoros, som ambiente e o trabalho impecável de dublagem. O destaque positivo fica para as músicas com coral, que dão bastante ênfase ao clima dos templos, e o negativo para o fato do jogo reaproveitar algumas composições de seus antecessores.

Papo furado

Golden Abyss não especifica sua posição cronológica na série (até porque é um spin-off) e tampouco apresenta personagens conhecidos além do protagonista Nathan Drake e seu fiel companheiro Sullivan.

O título, para uma série que sempre deu ênfase em enredo, falha nesse aspecto, com a falta de importância dos personagens e suas motivações, diálogos sem muita profundidade e o clima morno da história por falta de reviravoltas marcantes, resultando em uma trama que só serve de desculpa para as situações épicas e para o gameplay (um excelente gameplay, diga-se de passagem), no final das contas.

Engordurando a tela de alegria

Golden Abyss conta com mais uma aventura de Drake cheia de ação, quebra-cabeças e escaladas.

O maior destaque do jogo fica por conta da utilização de recursos do Vita: as telas de toque e os diversos sensores, alguns opcionais e outros obrigatórios. Drake pode, por exemplo, realizar escaladas de forma bem mais rápida e dinâmica apenas arrastando o dedo pelo percurso desejado ao invés de apertar botões a cada pulo. Tirando os recursos opcionais de toque traseiro, que mais atrapalham por sempre ter algum dedo encostado, todo o resto dos controles foram muito bem aplicados, fluindo natural e intuitivamente.

A ação no jogo está em um balanceamento excelente, com inimigos aparecendo na hora certa e na quantidade certa, não deixando o jogo monótono, tampouco persistente em uma atividade só. As batalhas possuem o básico de todo jogo de ação, como cover, ação furtiva e corpo-a-corpo, uso de granadas e rifles de franco-atirador. O destaque fica por conta do realismo da mira, onde Drake está sempre tremendo levemente, e todo impacto causado pela arma ou por algum tiro tomado faz sua concentração em um alvo diminuir. Os pontos negativos ficam com o sistema de cover, que dá prioridade em colar na parede mesmo depois que o jogador desfez a ação e está tentando rolar, obrigando Drake a sair de onde está andando e se tornar alvo fácil para os bandidos. Outro ponto a desejar fica com a inteligência artificial inimiga, que não é das melhores no quesito estratégia e uso de cover.

Os quebra-cabeças nesse jogo estão em grande número, e grande parte deles utilizam a tela de toque. O título oferece desde os mais básicos de montar peças, como colar um mapa picado, por exemplo, a mais complexos que necessitam de raciocínio e exploração do ambiente. Felizmente (ou infelizmente) o jogo dá dicas através de diálogos dos personagens para os mais cabulosos.

Os grandes destaques de Golden Abyss ficam por conta do balanceamento e variação de conteúdo e situação, tal como o level design. O jogo conta não apenas conta com tesouros escondidos, como também possui áreas opcionais inteiramente escondidas, algumas por caminhos difíceis de ver, outras literalmente com uma parede de bambu ou pano, que podem ser derrubadas com o uso de um facão, um dos recursos inéditos do jogo.

Orgulho da arqueologia

Golden Abyss dura cerca de 9 horas, e, ao contrário de Uncharted 2 e Uncharted 3, infelizmente não possui um modo multiplayer. Em compensação, o título presenteia seus jogadores com um excelente sistema de tesouros.

O jogo praticamente recompensa o jogador por qualquer ação tomada, desde explorar áreas por tesouros e monumentos até na hora das batalhas, já que os inimigos derrotados podem derrubar seus valiosos pertences.

O sistema de tesouros de Golden Abyss lembra bastante os Riddler Challenges da série Batman Arkham em questão de variedade de atividades. Além de coletar tesouros diretamente dos locais e de inimigos, o jogador pode explorar paredes com escritas anciãs, usar a tela de toque para copiar esse desenho e guardar no caderno de anotações de Drake. É possível também encontrar objetos sujos de pessoas histórias, necessitando polir as mesmas para saber do que se trata. E não para por aí, já que, além disso, Drake pode utilizar uma câmera fotográfica e tirar fotos de locais específicos para suas anotações.

O interessante dos tesouros é que muitos deles estão integrados diretamente com o enredo, e mais interessante ainda, é que até os opcionais têm sua importância, já que cada um deles possui uma breve sinopse do que se trata e um comentário de Drake toda vez que o jogador vai ao menu apreciar suas conquistas arqueológicas.

O barranco amarelo

Uncharted: Golden Abyss é um grande título, com boas adições, ótima interface, gameplay sólido e variado, bom uso de recursos do Vita e extras muito bem aplicados. Possui seus defeitos típicos da série e um enredo fraco comparado aos seus antecessores, mas isso não o faz perder seu brilho e ter menos importância para a estréia do portátil da Sony.

Nota: 9,5

11
nov
11

[Consciência Gamer] Games: Brincando com a história

E.V.O. Search for Eden

Há tempos os games não trazem apenas o controle de um personagem sob um objetivo, como também dissolvem elementos extras para que o jogador tenha uma experiência mais rica e intensiva. Podemos ver exemplos como E.V.O. Search for Eden (SNES), Spore (PC, Wii) e FloW (PSP, PS3), que usam como tema principal a evolução da forma de vida sob um ambiente. É possível encontrar temas mais específicos, como a introdução ao mundo mitocondríaco com Parasite Eve, ou o tema médico de Trauma Center.

Mas não apenas do lado da ciência os games estão apoiados, como também muito material histórico é relembrado através de polígonos.

Série Uncharted

Um dos exemplos disso é a série Uncharted, protagonizado por Nathan (Nate) Drake, suposto parente de Francis Drake, um famoso navegador inglês do século XVI. A trilogia da Naughty Dog leva Nate para conhecer diversos pontos do mundo atrás de vestígios de aventura de seu parente(?) que, por sua vez, o leva a locais e/ou tesouros jamais vistos pela humanidade. Apesar do óbivo conteúdo fictífio, a série não deve em conteúdo informativo legítimo, como em Uncharted 3, onde os personagens comentam sobre Francis ter sido nomeado pela Rainha Elizabeth I, por exemplo.

Red Dead Redemption

Já a série Red Dead leva o jogador ao velho oeste, muito visto sendo retratado em filmes de “bang-bang”. Em Red Dead Redemption, a representação é bem mais fiel e detalhada, levando o jogador a viver a introdução tecnológica para a terra sem lei norte-americana no início do século XX. O jogador não apenas sente na pele os fatos históricos acontecendo enquanto o enredo flui, como também pode palpar inúmeros elementos que eram mais utilizados ou simplesmente só existiam naquela época.

Série Assassin’s Creed

Com a série Assassin’s Creed, o jogador experimenta diversas eras e fatos históricos, já que em cada jogo é retratada uma em específico. Indo desde a Cruzada dos Reis até a Renascença, o jogador pode aprender jogando detalhes históricos como o surgimento e importância dos templários, o poder e influência da igreja e a importância científica e artística de homens como Leonardo da Vinci para a humanidade.

E essas são apenas algumas franquias que retratam os passos do homem ao longo dos anos, narrando-as da forma mais deliciosa que o próprio já criou: os videogames. A história mudou, e dizer que o atual entretenimento eletrônico não traz benefício nenhum, é passado.




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