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09
set
12

[Especial The Legend of Heroes] Parte 4 – Trilhas alternativas

Uma série de sucesso não poderia ficar de fora do mundo dos spin-offs e adaptações, não é mesmo? Com a série Trails, essa regra foi seguida.

Ys VS Sora no Kiseki: Alternative Saga

Em 2010, meses antes de Trails of Zero, foi lançado o crossover Ys VS Sora no Kiseki: Alternative Saga (Ys VS Trails in the Sky: Alternative Saga, se traduzido), para Playstation Portable. O jogo, como sugere o nome, reúne grande parte do elenco da série Trails com os mais famosos personagens de outro sucesso da Falcom, a franquia Ys. Apesar de ser um spin-off, dá a entender que o jogo se passa perto dos eventos finais de Trails in the Sky Second Chapter.

Em uma batalha

O jogo segue a mesma proposta de títulos como Dissidia Final Fantasy e Tales of VERSUS, reunindo vários personagens famosos de sua produtora em um jogo de luta. Ys VS Trails se destaca com sua jogabilidade fluida e completa, herdada diretamente de Ys, trilha sonora remixada com os maiores sucessos da empresa, o primeiro jogo a dublar personagens da série Trails, o primeiro título da Falcom a apresentar um sistema interno de conquistas, que ajudam a desbloquear extras, e um conteúdo extra invejável, já que o jogo tem como bônus nada menos que vários vídeos, centenas de músicas e artes conceituais de vários jogos da Falcom, um prato cheio para os fãs da empresa. O título também prepara o terreno para Trails of Zero, com a participação do personagem Lloyd Bannings, protagonista da saga Crossbell.

Trails in the Sky The Animation

Em 2011, foi lançado um Original Video Animation (OVA) da trilogia Trails in the Sky, chamado Trails in the Sky The animation. Os dois episódio da animação, produzidas pelo estúdio Kinema Citrus (Tokyo Magnitude 8.0), conta resumidamente os acontecimentos de Trails in the Sky Second Chapter.

Olivier e suas melodias

A animação pode desapontar muitos fãs por não seguir fielmente o enredo do jogo, contendo muitas partes alteradas e até mesmo criadas, além de personagens que deveriam dar as caras não aparecerem até o final. Apesar dos pesares, ainda é uma curta que vale a pena ser visto. Além de ótimas cenas de lutas, usa a excelente trilha sonora original do jogo e o enredo geral ainda é mantido. Fora que, ver como funciona o sistema de orbments, assim como ouvir todos os personagens devidamente dublados, é no mínimo interessante.

Trails of Nayuta

Em 2012, a Falcom lança Trails of Nayuta, um RPG de ação, para Playstation Portable.

Apesar do nome, Trails of Nayuta não tem quase nada do universo Trails, a não ser alguns nomes de mecânicas e a presença de um cameo. O jogo fica muito mais próximo da série Ys, com jogabilidade rápida e fluida, mas em um gameplay muito mais puxado para o arcade.

Gameplay

As partidas rápidas de dungeons e a evolução gradativa do personagem faz de Trails of Nayuta um jogo com ritmo bastante agradável e adaptável ao jogador, A bola fora em relação ao título fica por conta do enredo, que não chega nem perto de ser complexo e grandioso como a série Trails canônica. Os personagens também não ajudam, pois praticamente nenhum ganha aprofundamento o suficiente para o jogador se identificar. Para os fãs da série Trails o título pode desapontar bastante, pois o enredo, que é o principal trunfo da série, não é grande coisa. Mas independente disso, temos um action RPG de alta qualidade, com conteúdo amplo e variado que entrete o jogador até o último segundo, além de outro excelente trabalho da produtora na parte sonora.

Trails of Zero Evolution

Em outubro de 2012, será lançado Trails of Zero Evolution, um remake para o Playstation Vita.

Além dos gráficos melhorados e da trilha sonora remasterizada, o jogo vai contar com um conteúdo mais amplo, como mais minigames, mais side quests, e o principal aspecto: a quest principal completamente dublada. Esse será o primeiro jogo da série a receber dublagem completa, prometendo levar a imersão do enredo a outro nível.

Um dos novos minigames

E assim, encerra o especial sobre a série The Legend of Heroes. Qual será o próximo passo da Falcom? Um novo Spin-off? Remake? Animações? Ou o aguardado oitavo jogo numerado da franquia? A expectativa que os fãs criam sobre a série e a Falcom é a prova de uma empresa competente consegue trazer títulos de qualidade, independente da importância do jogo em questão com a série.

A franquia, em ordem de lançamento:

Duologia Dragon Slayer:

-Dragon Slayer: The Legend of Heroes (1989, PC)
-Dragon Syaler: The Legend of Heroes II (1992, PC)

Trilogia Gagharv:

-The Legend of Heroes III: Prophecy of the Moonlight Witch (1994, PC)
-The Legend of Heroes IV: A Tear of Vermillion (1996, PC)
-The Legend of Heroes V: A Song of the Ocean (1999, PC)

Série Trails – Trilogia Trails in the Sky (Saga Libeel):

-The Legend of Heroes VI: Trails in the Sky First Chapter (2004, PC)
–Trails in the Sky Second Chapter (2006, PC)
–Trails in the Sky The Third (2007, PC)

Série Trails – Saga Crossbell:

-The Legend of Heroes VII: Trails of Zero (2010, PSP)
–Trails of Azure (2011, PSP)

Outros:

-Ys VS Trails in the Sky: Alternative Saga (2010, PSP)
-Trails in the Sky The animation (2011, OVA)
-Trails of Nayuta (2012, PSP)
-Trails of Zero Evolution (2012, Vita)

Especial parte 1

Especial parte 2

Especial parte 3

03
jun
12

[Especial The Legend of Heroes] Parte 2 – Trilhas no céu

Trails in the Sky FC

Em 2004, cinco anos depois de “The Legend of Heroes V: A Song of the Ocean”, a série finalmente ganha seu sexto título: The Legend of Heroes VI: Trails in the Sky, para PC. Ao contrário dos jogos anteriores, Trails in the Sky já surgiu com a proposta de ser uma saga, tendo como maior prova disso as siglas “FC” (First Chapter) após o nome.

O jogo apresenta gráficos totalmente poligonais, personagens com sprites em alta definição com grande número de quadros e câmera livre, além de progressão mais dinâmica e linear, regada a extras, muitos extras.

Muitos podem pensar que o fato do jogo ser linear pode ser um aspecto negativo para um JRPG. Bem, isso não é verdade. Sora no Kiseki possui um pacing bem planejado e balanceado, não atropelando o enredo ao mesmo tempo que dá espaço o suficiente para atividades variadas, exploração e extras. O jogador pode, nos inúmeros meio-tempos da main quest, explorar campos, realizar trabalhos e se aventurar em torres opcionais, completar o bestiário indo atrás dos raros Shining Pombs e degustar os mais diversos pratos e aprender suas receitas, que podem ser úteis na aventura. O mais interessante é que, dependendo de como o jogador realiza alguma coisa no jogo, seja uma escolha certa em uma pergunta ou uma decisão certa em um momento importante, traz diversos resultados posteriormente, geralmente itens e dinheiro extras como recompensa. O jogo também é repleto de conteúdo escondido, que variam desde trabalhos que não aparecem nos quadros da guilda até NPCs que aparecem temporariamente em alguns locais. Outros elementos que enriquecem o universo Trails é a presença de um jornal, que pode ser comprado na maioria dos shops presentes no jogo, e uma série em Novel.

Estelle em uma peça teatral

O sistema de batalhas é um misto de batalhas por turno tradicional com tactics “tabuleiro”. O jogador pode usar magias, skills e se mover por um campo retangular através de quadrados. Um diferencial interessante fica por conta dos S-Crafts (as skills do jogo), que podem ser acionadas através de um atalho e ignorar a ordem de ação da batalha, bastante útil para aproveitar algum bônus aleatório de turno como “10%+ de força” ou “critical hit” e/ou agir antes de algum inimigo perigoso.

Sistema de batalhas

A série roda em torno das orbments, equipamentos que deixam os personagens aptos a usarem magias. O sistema é bastante similar ao de matérias de Final Fantasy VII – o jogador vai equipar nas orbments, quartz, as “materias” do jogo, que variam desde aumento de status como HP e defesa a outros quartz que concedem skills passivas especiais. Esses mesmos quartz concedem magias aos usuários, dependendo da cor, do número e do poder delas. O jogador precisa então pensar bem antes de equipar certas quartz, já que algumas podem ser úteis de stats mas fornecem magias inúteis para o momento e vice-versa.

O enredo de Trails é de início bastante simples, focando as aventuras de um casal de protagonistas, Estelle e Joshua. Ao avançar na história, os personagens vão ganhando um desenvolvimento excepcional, e o enredo, apesar de ter uma atmosfera leve na maior parte do tempo, se mostra algumas vezes sombrio e denso. Como sugere o nome, First Chapter não conclui a saga e termina com revelações e reviravoltas no mínimo impressionantes, fazendo o jogador que acompanhou todas as 60 horas mínimas de conteúdo fique louco pela continuação.

Trails in the Sky SC

Em 2006, dois anos depois do primeiro capítulo, a Falcom finalmente lança a conclusão para a aventura de Estelle e Joshua. Entitulado SC (Second Chapter), o novo Trails não traz apenas uma simples continuação – o jogo se mostra maior e melhor que seu antecessor, em todos os aspectos.

As diversas atividades na main quest também aumentaram em SC. De tempos em tempos o jogador sempre vai encarar uma situação diferente, como logo no início do jogo, onde Estelle perde todo seu equipamento, tendo que se aventurar em uma floresta infestada de monstros para recuperá-lo, por exemplo. O conteúdo extra também não fica atrás, com um leque ainda mais amplo de coisas que podem ser feitas. O jogador pode arriscar a sorte em um casino, realizar os trabalhos opcionais de sempre ou procurar um bom lugar para pescar, citando apenas alguns exemplos.

Um ponto interessante de SC é que tudo tem uma explicação – até a razão do jogo resetar seu orbment e equipamentos anteriores. Mas nem tudo está “perdido”, pois há também adições, como um sistema de crafts combinados entre membros do grupo e um sistema de orbment mais amplo e poderoso, tudo para que o jogador possa aguentar o acréscimo considerável na dificuldade geral do jogo.

O enredo em SC também não fica para trás, sendo muito mais sério, complexo e com uma narrativa mais dramática. O jogo introduz massivamente novos personagens e personagens jogáveis, sem esquecer de trabalhar em seus respectivos backgrounds, desenvolvimentos/amadurecimentos e relacionamentos.

Para completar, a trilha sonora é muito melhor trabalhada no segundo capítulo, sendo difícil escolher uma música predileta.

Trails in the Sky: The 3rd

Todo esse magnífico trabalho não poderia resultar em nada menos que sucesso. Após a excelente recepção dos dois jogos, a Falcom então resolve lançar Trails in the Sky: The 3rd, um ano depois do segundo capítulo. O jogo pode ser considerado mais como um “fandisc”, ou seja, um misto de spin-off com continuação, tendo como maior prova o “The 3rd” no nome, ao invés de “Third Chapter”.

The 3rd ainda consegue manter a qualidade da marca “Trails”, com gameplay variado e um bom número de extras, além de um sistema diferente de progressão: portais que levam a diferentes situações e pontos da história. Por outro lado, nele também fica evidente que a série começou a ficar desgastada, principalmente pela repetição de localidades e desenvolvimento mínimo da maioria dos personagens presentes, tendo foco praticamente apenas nos novos protagonistas, Kevin e Lise.

Kevin e Lise em ação

Apesar de todos os contras, quem se interessar por The 3rd vai encontrar um jogo sólido, com uma história bem contada através de uma narrativa diferente, e um dos trabalhos sonoros mais impressionantes da Falcom.

Assim como a maioria de seus últimos títulos, a Falcom portou a trilogia Trails para o portátil da Sony, o PSP, com um interessante sistema de “herdar” certos feitos de um jogo para o próximo, garantindo itens exclusivos e personagens mais evoluídos logo de início. A trilogia no portátil fez um enorme sucesso e vendeu além das expectativas da empresa japonesa. Animados com o pequeno notável da Sony e com a franquia em si, a produtora de Ys resolve lançar, exclusivamente para Playstation Portable, um Trails novo.

Surge então, em 2010, “Zero no kiseki” (Trails of Zero)

Continua…

Especial parte 1

Especial parte 3

Especial parte 4

30
mai
12

[Especial The Legend of Heroes] Parte 1 – Trilhas da independência

Após o surgimento do fenômeno Dragon Quest em 86, muitas softhouses começaram a copiar a receita do bolo, dando início a era dos JRPGs. Podemos dizer que, sem o trabalho da Enix, não existiriam Final Fantasy ou Tales of. E provavelmente a versão em turnos de Dragon Slayer, a aposta da Falcom, de Ys, para o gênero em 89.

Introdução

Dragon Slayer: The Legend of Heroes foi lançado para os principais computadores de jogos e consoles da época, e não se tratava simplesmente de um clone de Dragon Quest. O jogo possuía gráficos bem coloridos, imagens ilustrando um enredo mais sério e sombrio e, pasmém, a presença de cutscenes dubladas em algumas versões! Três anos depois nasce Dragon Slayer: The Legend of Heroes 2, dando continuidade aos eventos do jogo anterior.

Dragon Slayer: The Legend of Heroes

Para não descaracterizar a série Dragon Slayer, que é originalmente um action-RPG, a Falcom fez do Sub-título “Legend of Heroes” uma série independente. O primeiro fruto dessa independência viria a se chamar “The Legend of Heroes III: Prophecy of the Moonlight Witch”, o primeiro título da trilogia “Gagharv”, para NEC-PC, em 94.

The Legend of Heroes III: Prophecy of the Moonlight Witch

Ao contrário de Dragon Slayer, a trilogia, composta por “The Legend of Heroes III: Prophecy of the Moonlight Witch” (1994), “The Legend of Heroes IV: A Tear of Vermillion” (1996) e “The Legend of Heroes V: A Song of the Ocean” (1999), era uma série morna. Iniciada em 94, a série não conseguia ser mais do que “mais um” no mar de JRPGs presentes no mercado, e se mostrava bastante datado, em gráficos e mecânicas, diante de gigantes como Final Fantasy e Dragon Quest, e ainda mais com a chegada de Tales of e Chrono Trigger em 95. Se é necessário citar algum aspecto positivo, pode-se dizer que seja a ótima trilha sonora, área que a empresa japonesa sempre dominou com maestria, diga-se de passagem. Ainda assim, a trilogia recebeu inúmeros ports e remakes, tendo como algumas plataformas o Playstation e o Sega Saturn.

Os jogadores constantemente ficam confusos quanto à ordem da trilogia, devido a ordem de lançamento ocidental do port para Playstation Portable. No ocidente, “A Tear of Vermillion” foi lançado como o primeiro jogo da trilogia, seguido por “Prophecy of the Moonlight Witch” e depois  ”A Song of the Ocean”. Apesar de não seguir a ordem japonesa, isso felizmente não afeta no entendimento do universo, já que cada jogo é situado em uma era diferente.

The Legend of Heroes OST: 

Em 2004, cinco anos após “A Song of the Ocean”, os fãs finalmente estariam diante do sexto episódio da série: “The Legend of Heroes VI: Trails in the Sky FC”

Continua…

Especial parte 2

Especial parte 3

Especial parte 4




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