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25
abr
13

[Tomio's Review] Soul Sacrifice

12

Nome: Soul Sacrifice
Produtora: Japan Studio
Gênero: Ação
Plataforma(s): Playstation Vita
Versão analisada: Japonesa

Sacrificando almas2

Soul Sacrifice é o mais novo título do pai de Megaman, Keiji Inafune, para o Playstation Vita.

Clique aqui e leia a análise completa!

04
abr
13

[Tomio's Review] Bioshock Infinite

titulo

Nome: Bioshock Infinite
Produtora: Irrational Games
Gênero: Ação/Aventura
Plataforma(s): Playstation 3, PC, Xbox 360
Versão analisada: Playstation 3

Infinito1

Bioshock Infinite é o terceiro título da premiada série da Irrational Games, Bioshock, para os consoles da sétima geração. Mas, ao contrário de seu antecessor, este não prolonga os acontecimentos de Rapture, pois é apresentado ao jogador ambiente e personagens inéditos. Por conta disso, o jogador não precisa ter jogado os outros títulos para aproveitar esse, mas certamente vai gostar muito de um easter egg que Ken Levine deixou para os fãs, contribuindo, inclusive, para a criação de ainda mais discussões e teorias a respeito dos mistérios de Columbia, a cidade flutuante que é palco do jogo.

Clique e confira a análise de um dos maiores lançamentos do ano!

08
fev
13

[Tomio's Review] Yakuza 5

logoNome: Yakuza 5
Produtora: SEGA
Gênero: Beat’em up, Sandbox
Plataforma(s): Playstation 3
Versão analisada: Japonesa

Um sonho1

Yakuza 5, ou Ryu ga Gotoku 5: Yume Kanaeshi Mono (Como um dragão 5: Aquele que realiza sonhos) no Japão, é o quinto título canônico da série para Playstation 3. Além dos cinco jogos numerados, ainda foram lançados um Yakuza na era feudal chamado Ryu ga Gotoku Kenzan, um com temática de apocalipse zumbi chamado Yakuza: Dead Souls, uma subsérie de dois jogos para PSP chamada Kurohyou (Pantera negra) e um jogo para celulares chamado Yakuza Mobile.

Passando cera na madeira2

Yakuza 5, diferente do prometido pela produtora e esperado pelos fãs, não traz uma revolução técnica gritante a ponto de ser chamado de “recomeço”. O título traz gráficos medianos, com muitas texturas fracas, serrilhados e modelagens ruins, coisas já vistas desde Yakuza 3. As sutis diferenças ficam para movimentações de personagens bem mais suaves devido a utilização de captura de movimentos dos atores e iluminação mais realista.

A parte sonora se mantém a mesma, mas nesse caso isso é uma ótima notícia, já que a série sempre trouxe músicas que misturam rock e música eletrônica de alta qualidade.

Entre outras coisas mantidas se encontram os loadings um pouco demorados, instalação obrigatória de 40 minutos, cutscenes pré-renderizadas com personagens bem realistas e a utilização de vozes e imagens de muitos atores japoneses reais para maior imersão e fidelidade na hora de apresentar as cidades baseadas em regiões diferentes do japão, com boa direção artística.

História sem fim3

Yakuza 5 traz novamente o drama da máfia japonesa de forma bem agradável, juntando o universo fictício da série a detalhes de como funciona uma organização e como seus integrantes se comportam, tudo isso em uma narrativa bem simples e de fácil entendimento.

O jogo conta com grande parte do velho elenco, como o eterno protagonista Kiryu e sua filha adotiva Haruka, a muitas caras novas, como Shinada, um ex jogador de baseball e Aoyama, o braço direito do chefão da maior organização do leste japonês. Todos possuem dublagem perfeita, um bom aproveitamento na história e são bem carismáticos, ficando difícil não gostar e se identificar com pelo menos um deles.

Infelizmente o jogo peca muito em sua reta final, contando com sucessivas reviravoltas muito previsíveis ou absurdas e um encerramento claramente incompleto, deixando quase todas as questões sem respostas.

Chuck Norris vs Barbie4

Yakuza 5 mistura um jogo sandbox com o beat’em up, gênero raro hoje em dia. Basicamente, o jogo é dividido em três partes: a pancadaria, a liberdade para fazer o que bem entender nas cidades e o gameplay paralelo do Another Drama.

O jogo traz novamente a progressão vista desde Yakuza 4, ou seja, em capítulos, onde em cada um é utilizado um protagonista diferente. Mas as semelhanças acabam por aí, já que o título não traz os tradicionais quatro protagonistas, mas cinco, cada um com suas características, situações e gameplay, além de cada um estar em uma cidade diferente, totalizando cinco localidades distintas para serem exploradas. O jogo é tabém o primeiro a trazer uma protagonista feminina, Hakura, com gameplay ao melhor estilo Space Channel(Dreamcast) / Bust-a-move (Playstation 1) na hora dos “combates”.

A pancadaria de Yakuza 5 continua de fácil adaptação e completa para os mais experientes, mesmo sendo um beat’em up 3D de câmera livre. Ao andar pelas cidades, os personagens periodicamente topam com malfeitores que logo puxam o jogador pra briga. Ao começar a luta, vale tudo, desde bater diretamente nos adversários a até mesmo usar objetos ao redor, como bicicletas e até motos, tudo pra ser o mais violento possível e, consequentemente, derrotá-los o mais rápido que conseguir. Já Haruka é um tanto diferente, pois a mesma não luta. Ao invés disso, ela enfrenta diversas “batalhas de dança”, onde o jogador precisa encarar um gameplay rítmico de apertar botões na hora certa. É inegável que a parte da Haruka é bem estruturada e até mesmo desafiadora em alguns pontos, mas no final não é algo que tenha o mínimo a ver com Yakuza, tampouco em um numerado, um jogo onde a alma está na luta. Ter que encarar coisas “bonitinhas” em uma série de natureza violenta e adulta pode ser constrangedor para muita gente, e até mesmo um ponto negativo para os mais conservadores.

Apesar de tudo, a parte da ação não deixa de apresentar boas novidades, a começar pela inclusão de diversos novos golpes especiais tão violentos quanto os já existentes, como um de Kiryu onde ele esfrega o rosto dos adversários no asfalto. Outra boa novidade são golpes especiais onde os personagens ficam cobertos por uma aura vermelha, permitindo movimentos únicos dependendo do personagem. Por exemplo, Akiyama começa a emendar combos aéreos e Saejima pega um inimigo caído pelos pés e o usa como arma, rodando 360 graus e acertando tudo que estiver ao redor. Outras mudanças menos importantes, mas também bem vindas, são os momentos na hora de entrar em uma luta sem quebra de tela na maioria das vezes e a capacidade do jogo suportar dezenas de inimigos na tela querendo acabar com o jogador ao mesmo tempo.

A navegação do jogo continua sendo ao estilo sandbox, com pontos marcados no mapa indicando o próximo destino. Nesse meio tempo, é possível fazer outras atividades, como sidequests e outros extras, se alimentar em restaurantes e recuperar energia, reestocar itens de cura e combate e evoluir os personagens com experiência adiquirida durante a jogatina, moldando-os de acordo com a vontade e necessidade do jogador, como energia extra ou golpes novos.

5

Além da rota principal para a progressão, o jogo conta também com o Another Drama, que é um meio termo entre campanha principal e sidequest, já que não é uma atividade obrigatória, mas ajuda bastante a explorar os protagonistas e os personagens ao seu redor. O mais interessante do Another Drama, é que todos eles possuem um gameplay completamente diferente. O de Kiryu é ser motorista de taxi, precisando respeitar as leis de trânsito e tentar ao máximo atender aos pedidos dos passageiros. O de Saejima, por sua vez, é ser caçador em uma montanha de gelo, precisando montar armadilhas, se aproximar com cautela dos animais e dar tiros de espingarda certeiros pra não deixar o alvo fugir. Ao contrário do que possa parecer, todas essas atividades paralelas são bem estruturadas e completas em termos de jogabilidade, não dando a impressão de que estão lá apenas para ocupar espaço.

Apesar do Another Drama ser uma boa novidade, a mesma acabou afetando negativamente o jogo. Durante a campanha principal, o jogador é obrigado a encarar a ser um taxista ou um caçador por um tempo, a fim de receber instruções básicas dos sistemas, quebrando o ritmo e o clima do título até então. Como se isso já não bastasse, o Another Drama em si é muito curto, a ponto de sequer aproveitar todo o potencial que a jogabilidade de cada personagem oferece. Para finalizar, o gameplay da campanha principal é também muito curto, com pouquíssimas lutas obrigatórias e casos extremos de personagens que possuem mais tempo de introdução do Another Drama que a main quest em si.

Parque de  diversões6

Yakuza 5 dura cerca de 50 horas se o jogador for atrás de todas as sidequests e another dramas de cada um dos cinco personagens.

Assim como todos os outros jogos da série, há muita coisa extra para se fazer por todas as cinco cidades, como degustar vários pratos de diversos restaurantes, jogar outros games de verdade, como Virtua Fighter 2 e Taikou no Tatsujin nas casas de fliperama, frequentar bordéis e se relacionar com acompanhantes, pescar em rios ou no mar e até participar de um campeonato ilegal de artes marciais, citando apenas uma pequena parte das atividades do título. Os extras não se resumem apenas às cidades em si, como também há sidequests espalhadas pelo mapa, podendo ser facilmente encontradas através de indicadores. Elas também são bem variadas, indo desde missões de derrotar um grupo de inimigos a atividades que envolvem até mesmo o another drama, variando de acordo com cada personagem. Um dos aspectos positivos de Yakuza 5 é que muitas dessas atividades extras são, ou inéditas, ou reestruturadas dos jogos anteriores, eliminando boa parte do dejá vu que vinha assombrando a série. Outra coisa que incentiva bastante a aproveitar mais o título, é que o jogo oferece diversos prêmios quando o jogador completa uma determinada categoria de um opcional, como por exemplo, ganhar dinheiro ao completar todas as sidequests, ou armas raras ao almoçar em todos os restaurantes de uma cidade.

Mafioso estagiário7

Yakuza 5 conseguiu dar uma boa renovada nos ares da série, que já estava muito desgastada ao longo dos anos. Novas cidades, personagens, sistemas e extras deixaram o título bem agradável mesmo para quem já jogou todos os títulos canônicos. Mas, infelizmente, o jogo não é, e está longe de ser perfeito, devido à curtíssima campanha principal, somada a elementos sub-aproveitados (Another Drama), que não combinam com a série (Haruka) e uma reta final desastrosa, mostrando que o jogo foi claramente produzido às pressas e não houve orçamento o suficiente para ser terminado.

Nota: 7 (incompleto)

08
dez
12

[Tomio's Review] New Super Mario Bros. U

1Nome: New Super Mario Bros. U
Gênero: Plataforma
Produtora: Nintendo
Plataforma(s): Wii-U

It’s me, Mario!2

New Super Mario Bros. U é o mais recente título da série “New Super Mario” para o novo console da nintendo, o Wii-U.

Wa, wa!3

New Super Mario Bros. U segue o estilo dos antecessores, ou seja, o mundo do encanador completamente tridimensional, mas com jogabilidade 2D. Vale ressaltar que é muito gratificante ver um jogo da franquia tendo, finalmente, um tratamento visual em alta definição e com os devidos recursos técnicos avançados, como uma excelente iluminação, física mais apurada, movimentação bem fluida dos personagens e inimigos, e a força que a parte artística ganha, com cores mais vibrantes e nível de acabamento muito maior dos cenários. Outro ponto a ser destacado é o aperfeiçoamento dos pontos de colisão do jogo, aspecto conhecido como “hitbox”. Com precisão muito maior, o jogador vai precisar de pulos e movimentos muito mais milimétricos se não quiser morrer por bobeira.

Voltando à parte artística: outro ponto a ser elogiado, com cenários bem variados e diferentes do que a série costuma apresentar, como uma floresta de soda, uma estrada de nuvens e até mesmo um deserto-sobremesa.

Assim como os outros jogos da série New, os efeitos sonoros continuam os clássicos da série, que não são apenas aceitáveis, como também importantes para a caracterização da franquia. E, também como seus antecessores, as músicas continuam sem inspiração e com os infames, desconexos e irritantes “wa wa”s por todos os lados. Para piorar, grande parte da trilha é reciclagem dos títulos anteriores, fazendo com que a idéia de deixar a tevê muda para ouvir qualquer outra coisa seja muito válida.

Salvando a princesa – Parte 3674

New Super Mario Bros. U conta mais uma vez o bom e velho conto: O encanador bigodudo, com ajuda do seu irmão Luigi e de dois Toads, deve novamente salvar a princesa Peach do tartarugão espinhudo, Bowser. No caso desse título, entretanto, os holofotes vão muito mais para o Bowser Jr., o que não significa nem muda muita coisa, no final das contas. Felizmente, o jogo continua sendo puro gameplay, fazendo com que esse “enredo” seja a desculpa perfeita para a aventura.

Vale lembrar também que o jogo continua com o clima festivo da nova série, com inimigos dançando passinhos ao ritmo das músicas, mudando até mesmo o tempo de pulo algumas vezes.

New Super Mario World5

New Super Mario Bros. U traz uma série de boas novidades – a começar pelo world map, que comporta todas as fases do jogo em um mesmo plano, exatamente como Super Mario World (SNES). E o jogo não se limita somente nas aparências, oferecendo fases com mais de uma saída, muitos caminhos alternativos (literalmente uma bifurcação a cada duas fases), e atalhos, chegando a um ponto onde é possível terminar o jogo sem ver cerca de 2/3 do total de níveis, evitando até mesmo uma região inteira. A cereja do bolo fica por conta da interatividade que o mundo possui, deixando de ser um simples ponto em comum entre as fases – periodicamente, é possível encontrar diversos eventos, como itens coletáveis nos caminhos entre as fases, inimigos perambulando que, se encostados, levam Mario a uma espécie de arena e o recompensam com um power up ao serem derrotados, e até mesmo um ladrãozinho, que entra aleatoriamente em fases já concluídas e exige um pequeno speedrun para ser capturado e liberar, com isso, um power up raro. O melhor desses eventos é que nenhum deles é obrigatório, ou seja, enriquece, mas não atrapalha.

O level design do título é outro ponto a brilhar forte, sendo um dos melhores trabalhos em se tratando de “Mario 2D”. O cuidado com o mapeamento das fases é tão alto que speedrunners, casuais e complecionistas vão poder aproveitar o potencial do jogo nas mesmas proporções, tamanho o número de possibilidades que uma mesma área pode oferecer. Destaque para as casas fantasmas, que sempre se sobressaíram na série, mas conseguiram o ápice em New Super Mario Bros. U, dando nós no cérebro de qualquer jogador descuidado. O jogo é também bastante desafiador, com dificuldade progressiva e perfeitamente balanceada, garantindo muitas mortes, não mais power ups reservas durante as fases e não mais vidas em abundância descerebrada. O jogo é, inclusive, um dos primeiros da série a apresentar lutas contra chefões realmente desafiadoras. Para novatos ou quem tem dificuldades com jogos de plataformas, o título oferece diversas formas de facilitar a vida dessas pessoas, como usar o Gamepad do console para criar plataformas extras ou dar uma demonstração de como passar da fase, com personagem controlado pelo computador. Essas mecânicas, obvia e felizmente, são opcionais.

A jogabilidade é basicamente uma mistura de jogos, sendo um jogo de plataforma 2D com pulos, “bundadas” e chutar paredes para alcançar locais altos. Esse último, por conta do level design avançado e, consequentemente, pulos mais milimetrados, acaba prejudicando os timings algumas vezes, com o Mario escorando nas paredes quando deveria estar saltando, mas nada muito persistente, felizmente.

Para avançar, o jogador conta com diversos power ups, como os clássicos cogumelo, estrela e flor de fogo e outros mais novos, como a flor de gelo, que congela os inimigos e os transforma em plataformas ou até mesmo armas, o mini cogumelo, essencial para descobrir caminhos secretos, e a novíssima roupa de esquilo, que concede ao Mario uma espécie de pulo duplo e a habilidade de planar livremente, um dos poderes mais úteis de toda a série. O jogador conta também com várias espécies de Yoshis, seja para montaria, seja para clarear locais ou até mesmo aprisionar coisas em bolhas. Eles não apenas deixam a vida do Mario mais fáceis durante as fases, como dão novos estilos de jogo e até mesmo são essenciais para descobrir coisas escondidas.

Os inimigos também são, em grande parte, clássicos, como os Goombas e os Koopa Troopas, e algumas caras novas, como um sapo que fica jogando bolas de espinho contra o jogador. Graças ao level design, eles são geralmente uma grande ameaça ao encanador, sempre posicionados em pontos estratégicos para fazer Mario perder seus power ups por qualquer descuido.

1UP6

New Super Mario Bros. U dura cerca de 6 horas, jogado normalmente apenas para ser terminado, ou seja, sem aproveitar todas as fases e sem se preocupar com nenhuma Star Coin, as moedas especiais escondias em todas as fases. Vale lembrar que elas estão geralmente em locais importunos ou de difícil visualização, aumentando ainda mais a dificuldade do jogo para quem for tentar fazer 100%.

Além da campanha principal, o jogo ainda oferece uma região a la Star Road de Super Mario World, que só é acessível ao coletar todas as Star Coins de uma região específica, e o esconderijo do ladrãozinho, contendo recordes de inúmeras ações do jogador durante as partidas.

Mesmo após fazer 100%, ainda há muita coisa a ser feita no jogo, como um “modo desafio”, que reúne uma série de mini missões, como ganhar 3 vidas matando Goombas sem pisar no chão ou um time attack em um pedaço de uma fase,com direito a ranking e ganho de medalhas. O jogo também tem um time attack especial onde o jogo vai acelerando com a quantidade de moedas coletadas, um modo cooperativo para a campanha e um modo competitivo de coletar moedas, similar ao já visto em New Super Mario Bros. Wii ou até mesmo nos Super Mario Advances.

O encanador italiano ressurge.7

New Super Mario Bros. U é um dos títulos de lançamento do Wii-U, e logo de início já ganhou seu espaço. É imperdível para os fãs de Mario, para donos do novo console, para jogadores de platformer e um dos melhores jogos da série.

Nota: 9,8 – “Prazeroso”

Análise de New Super Mario Bros. 2

07
dez
12

[Tomio's Review] Paper Mario: Sticker Star

1Nome: Paper Mario: Sticker Star
Produtora: Intelligent Systems
Gênero: Aventura
Plataforma(s): Nintendo 3DS

Estrela colante2

Paper Mario: Sticker Star (Paper Mario: Super Seal no Japão) é o quarto jogo da série para Nintendo 3DS e produzido pela Intelligent Systems (Fire Emblem, Wario Ware).

De papel3

Paper Mario: Sticker Star traz um visual bem diferenciado, simulando tudo que tem nele como sendo de papel ou papelão. O resultado é bem satisfatório, dando um aspecto convincente do estilo artístico e com gráficos bem coloridos, que combinados com o 3D do portátil, deixam o visual um verdadeiro show de coisas saltando da tela, como um livro de relevo infantil faz. É válido destacar o cuidado que a produtora teve como os pequenos detalhes, como o miolo ondulado que os papelões possuem, ou o aspecto “quebrado” de quando uma folha plastificada é dobrada, por exemplo.

A parte sonora traz os sons clássicos da série. As musicas, por sua vez, são uma boa mistura de jazz, orquestra e clássicos da franquia, deixando a jogatina bastante agradável e envolvente.

O único ponto técnico que deixa a desejar é a distribuição de botões, com o pulo e a ação localizados no mesmo lugar, resultando em muitos saltos indesejados e o Mario fazendo outra coisa quando deveria estar com os pés na cabeça de um inimigo.

Salvando a princesa – parte 3564

Em Paper Mario: Sticker Star, Mario deve partir para uma jornada em busca de seis selos especiais, derrotar Bowser e de quebra salvar a princesa. Como já se pode imaginar, o enredo do jogo não é dos mais inovadores por ser voltado para crianças, mas ainda tem seu charme e pode agradar até mesmo os mais velhos, com várias sacadas e cameos da serie Super Mario e sátiras de coisas da vida real, como quando o Mario faz a tipica pose de jogador de boliche ao resolver um enigma.

O titulo não tenta forcar novos e rasos personagens e limita esse aspecto a praticamente uma única personagem, que é a Kersti, a companheira do encanador durante a aventura. De resto, o jogador verá apenas caras nostálgicas, alguns com suas funções originais, como os Koopa Troopas de inimigos comuns, e outros com personalidade e background, como um Goomba. Isso deixou o jogo bem mais amigável para os fãs da franquia e ao mesmo tempo deu uma cara nova no velho elenco. Vale também destacar o imenso carisma de Mario, mesmo sem dizer uma palavra o jogo todo.

A Sony cria, a Nintendo copia5

Paper Mario: Sticker Star é um jogo de aventura, em grande parte do tempo 2D, bem ao estilo The Legend of Zelda, mas dividido por “fases” (que no caso, são pedaços de terreno) em um world map ao melhor estilo Super Mario World, com direito a saídas secretas e portas escondidas. Essa interface, por incrível que pareça, deu certo mesmo para um jogo do gênero, pois deixa a progressão muito bem organizada, com o jogador sempre por dentro do que já fez ou deixou de fazer, e o melhor: não tira a liberdade para concluir a região que quiser na hora que preferir. Outra coisa que o jogo anula com isso é aquela sensação de estar perdido, coisa típica de jogos de aventura por eles serem geralmente em mundo aberto.

A mecânica principal do jogo roda em torno dos selos, que Mario vai usar para fazer tudo no jogo, como lutar em batalhas e resolver enigmas, encontrando pelos cenários, pegando de inimigos derrotados ou até mesmo comprando em lojas. O sistema fora das batalhas é idêntica (para não dizer cópia) à mecânica de LittleBigPlanet, onde o jogador precisa coletar figurinhas pelos cenários e colá-los em algum outro lugar para poder prosseguir ou liberar um extra. É bem divertido coletar diversos selos e ver para que e aonde eles podem ser úteis, assim como é bem gratificante prosseguir por ter usado o item certo na hora certa, pois o jogo não é apenas isento de lógicas insanas/irreais, como geralmente dá mais de uma opção para resolver os problemas.

O jogo conta com um gameplay bem variado e desafiador em geral, fazendo com que o jogador esteja sempre fazendo alguma atividade difenrente, sempre atento aos truques visuais dos cenários para encontrar extras ou até mesmo prosseguir. Mas, infelizmente, esses, que deveriam ser pontos completamente positivos, acabam tirando a paciência do jogador e trazendo frustração repetitiva e/ou prolongada de vez em quando. Por exemplo, logo no início, o jogador é obrigado a encontrar dezenas de Toads espalhados pela cidade, e enquanto todos não forem encontrados, é impossível prosseguir. Em outro momento, só é possível terminar uma fase e dar continuidade no jogo encontrando uma passagem exageradamente não-intuitiva. O jogador que preferir não apelar para wikipedias e detonados, vai se ver perdendo muito tempo rodando as fases de novo e de novo, por uma coisa que se encaixaria muito melhor como um extra do que algo obrigatório (por exemplo: encontrar metade dos Toads para prosseguir, mas todos para ganhar um item).

Agora, o pior elemento do jogo: as batalhas.

6

O sistema é, a primeira vista, o mesmo de todos os RPGs que tenham o encanador da Nintendo, ou seja: por turnos e baseado em apertar botões no tempo certo para efeitos extras, como defesa adicional ao tomar dano, golpes mais poderosos ou combos com mais hits. Até aí o jogo não decepciona, com boas respostas de controles e várias estratégias para inimigos diferentes, mas os inúmeros problemas começam daí – o título não possui absolutamente nada de RPG a não ser os turnos, ou seja: não existe nível, experiência, habilidades, customização de equipamentos, nada. Tudo que Mario usa, ou melhor, precisa usar, são os selos, e isso significa também que sem selo nenhum (ou apenas os selos errados), o personagem fica completamente inválido em batalhas, restando apenas fugir delas. Uma decisão bizarra de design que falhou miseravelmente, pois tiraram os ataques normais (e infinitos, por lógica) e destruíram um sistema que funcionava tão bem até então, para que um jogo de cartas enrustido fosse introduzido.

Os inimigos não derrubam nada de relevante além de poucas espécies que possuem selos raros (mais para colecionar do que por utilidade, diga-se de passagem). Isso, somado ao fato de não ganhar experiência, resulta em uma atividade, que deveria ser o maior atrativo do jogo, em algo sem propósito algum, desmotivante e pura perda de tempo e recursos, já que os selos que a maioria dos bichos costumam derrubar podem ser encontrados aos baldes nos cenários, e dinheiro pode ser adquirido em abundância toda vez que uma nova fase é concluída.

Para piorar, o inventário é limitado, então o jogador precisa ficar sempre de olho no que carregar, estar sempre organizado para não desperdiçar espaços vazios, já que cada selo possui um tamanho diferente. A princípio isso é um aspecto até interessante, mas apenas no caso de ser bem utilizado, o que não é o caso do jogo, já que ele necessita de selos para fazer tudo, e limite de espaço resulta em mais e mais backtrackings, mais e mais frustração. Pelo menos, ao avançar na campanha, a capacidade total vai aumentando aos poucos.

A dificuldade das batalhas também depende do tipo de selo usado, alguns deixando os inimigos muito mais fáceis. Isso significa também que sem o selo certo, o jogador pode passar por momentos insanos com chefões humanamente impossíveis de serem derrotados, ou que levam uma eternidade e consomem todo o inventário. Esse é apenas outro aspecto interessante que foi perdido pela má utilização, pois o jogo só dá dicas do que se deve usar durante as lutas, fazendo que todas as vezes sejam a base da tentativa e erro. Para piorar um pouquinho mais, o jogo não possui a opção de soft reset, a maior parte das cutscenes não podem ser puladas e o jogo não dá opção de ficar parado durante as lutas (é obrigatório utilizar um selo), então a forma mais fácil e rápida acaba sendo desligar o 3DS e reiniciar o jogo logo após descobrir quais os selos necessários.

Outro problema é a ausência de seleção de alvos quando há mais de um inimigo na tela. As vezes, quase todos estão em posições de defesa/contra-ataque, menos um no fundo da fila, mas não é possível atacá-lo diretamente pois Mario só vai interagir com o mais próximo. Assim, inicia mais uma novela frustrante, com o jogador sendo obrigado a gastar desnecessariamente selos para passar turnos ou selos de ataque em grupo até o alvo resolver ficar vulnerável de novo.

A única novidade de batalha isenta de pontos negativos é um sistema de caça-níquel que pode ser acionado uma vez por turno. Com uma quantidade de moedas, o jogador pode arriscar a sorte para ter diversos efeitos na luta, como paralisar todos os inimigos ou recuperar sua própria energia. Mas o principal ponto disso é outro: com no mínimo 2 ícones alinhados, Mario ganha o direito de agir 2 ou 3 vezes seguidas por turno, idéia bem similar ao Brave/Default de Bravely Default (3DS) e bem útil para terminar as lutas rapidamente se tiver com moedas sobrando no bolso.

Minha coleção de selos7

Paper Mario: Sticker Star dura cerca de 15 horas para abrir todas as fases, descobrir todas as saídas e abrir todas as portas secretas. Curto para um jogo do gênero, ainda mais para um “Paper Mario”.

Fora a campanha e os principais extras, o jogo ainda oferece um interessante museu onde o jogador deve colar seus selos inéditos e completar a galeria, locais escondidos com corações que aumentam a quantidade de HP, easter egg de um personagem bem famoso da Nintendo e um sistema de conquistas/troféus interno, onde a cada meta atingida, uma bandeira é levantada na cidade principal. Apesar de todos esses interessantes extras, o jogo continua bem curto, não passando de 25 horas para fazer 100%.

Inovação frustrada8

Paper Mario: Sticker Star é um jogo de pouco, mas excelente conteúdo, jogado no lixo por um sistema de batalhas completamente cru e uma progressão as vezes inconsistente. Um potencial incrível desperdiçado, infelizmente.

Nota: 6 – “Desperdício”




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