Arquivo para a categoria 'The Best'

22
jan
11

[the best] 2010 – assassins creed brotherhood

Assassin’s Creed: Brotherhood foca-se nos desdobramentos da época Renascentista de Roma. A trama continua nas mãos de Ezio Auditore da Firenze. Com o passar dos anos, Ezio transformou-se — juntamente com suas habilidades sobre-humanas — em uma verdadeira lenda entre os seus contemporâneos… E também em uma “pedra no sapato” lendária para alguns sujeitos importantes do período da Renascença.

Em relação a Assassin’s Creed 2, mantém-se o vilarejo particular do protagoinsta. Monteriggione mais conhecida como “Villa Auditore” renasceu das Ruínas e se tornou uma cidade muito famosa, sua renda se tornou alta e até tiveram a oportunidade de armar a Cidade com Canhões e um Grande exército pessoal de Mercenários de Mario Auditore (Tio de Ezio).

Graças à notoriedade acumulada ao longo dos anos, Ezio agora ganhou reforços. Trata-se de belos guarda-costas que acompanharão o herói em diversas missões que, se encaradas individualmente, seriam nada menos que suicidas. No que diz respeito à trama, trata-se do novo esforço coletivo para devolver o equilíbrio da Itália renascentista. Uma vez acompanhado por esses reforços, você tanto poderá ordenar ataques diretos a inimigos, como ainda pedir uma oportuna chuva de flechas para facilitar as coisas.

(Tão habilidoso que faz seus Inimigos parecerem aspirantes a Soldados).

A Jogabilidade do jogo permaneceu quase a mesma (Também é difícil melhorar algo que ja é quase perfeito!) porém certas adições muito interessantes foram feitas. O time da Ubisoft mecheu justo no ponto fraco de algumas partes de batalha, que eram em cima dos cavalos! Você agora pode fazer todo tipo de coisa com seu cavalo, de counter-kills até uma estratégia de fuga. Isso tudo torna o jogo ainda mais aproveitável. O sistema de Compra de Armaduras ainda existe e agora também existe a adição de Quests para liberar certas armaduras. O jogo tem vários tesouros espalhados por todo campo do mapa, assim como Assassins Creed 2, porém ao invés desses tesouros lhe darém dinheiro (Florins) agora lhe dão Itens dos mais diversos que são necessários para liberar certas quests do jogo.

(Quem disse que só o Cachorro pode ser o Melhor Amigo do Homem?).

A grande inovação da Série! O modo multiplayer conta com modos de Assassino e Perseguido, como Wanted (Um free-for-all onde quanto mais você matar, mais você sera perseguido!) e também conta com combates entre times para deixar tudo mais divertido. Neste modo também você libera Perks ou Habilidades especiais de Acordo com seu Nível de Experiência (Máximo 50) e além disso libera também Equipamentos Aprimorados e novas cores de Roupas para seus personagens.

(Médicos, Cortesãs, Ferreiros ou Barbeiros, escolham suas Armas e Lutem por suas Vidas!)

Porque o jogo merece ser o Melhor de 2010? Após tudo isso, você ainda acha que devo falar? Os Gráficos, a história, o ambiente, as músicas, as vozes, a jogabilidade, o modo multiplayer, a inovação e o Nome da Série são todos os fatores. Assassins Creed Brotherhood ganhou o Prêmio de melhor Action/Adventure de 2010 pela VGA e vem coletando mais de 20 prêmios de Melhor do Ano em certa categoria por várias Revistas e Sites conceituados. Por mim seria GOTY (Mas sou muito Fã da série, ja era de se esperar isso). Resumindo tudo, este é um dos jogos que todo mundo deve zerar antes de Morrer!

(Arrivederci! - Requiescat in Pace).

04
jan
11

[The Best] 2010 – Red Dead Redemption

TítuloRed Dead Redemption
Desenvolvedora: Rockstar Games
Gênero: Sandbox
Lançamento: 18 de maio de 2010
Disponível nas plataformas: Playstation 3 e no Xbox 360
Suporte a: multiplayer online
Classificação: M (sangue, violência intensa, nudez, linguagem suja, conteúdo sexualmente forte, uso de drogas)

O VELHO OESTE GANHA UMA NOVA CHANCE

Ah, o velho oeste! Quem nunca ouviu o avô falando dos grandes filmes que ele ia todo santo fim de semana assistir no cinema? Quem nunca ouviu falar de Charles Bronson, um dos maiores atores dos filmes de faroeste? E o tanto que nossos avôs elogiam as belas atrizes da época?
Pois então, o gênero de faroeste muito já foi explorado pelo cinema e até hoje rendem bons filmes, como “O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford” e algumas outras pérolas que de vez em quando pintam abordando o tema. No videogame já foi bastante abordado, afinal os mais veteranos vão se lembrar de um clássico dos arcades e da era 16 bit: Sunset Riders, jogo de ação ambientado no velho oeste americano, com direito a muito tiro e desafio. Ou ainda na geração passada todos se lembrarão de Gun, uma das pérolas que abordam o tema, e Red Dead Revolver, um projeto abandonado da Capcom que a Rockstar Games abraçou. E nessa geração vimos Call of Juarez e uma seqüência dele.

E eis que em maio de 2009 foi anunciado pela primeira vez Red Dead Redemption, dos mesmos produtores de Grand Theft Auto IV, em um trailer de lançamento cheio de tiroteios e frases de efeito, introduzindo os futuros aficionados em Red Dead Redemption no seu universo.

JOHN MARSTON E A VIDA NO OESTE

Conforme ia se aproximando o lançamento do jogo, a Rockstar foi lançando trailers mostrando o que poderíamos esperar do jogo. Em um dos primeiros trailers após o de lançamento, chamado “My name is John Marston”, fomos apresentados ao seu personagem principal. Marston apresenta-se como um ex-fora da lei, e que participava de uma gangue roubando trens, bancos, matava pessoas e outras coisas que todo bandido da época adorava fazer, mas que agora estava buscando redenção a todo custo para reaver sua família.

Outro trailer, entitulado “Life in the West”, mostra a proposta da Rockstar Games em Red Dead Redemption, apresentando-nos um oeste vivo e verossímil à época, procurando mostrar a dificuldade de se viver na fronteira entre Estados Unidos da América e México em uma época de transição do modo de viver praticado há tempos ali para a modernidade que chegaria impreterivelmente, enquanto ao mesmo tempo o México entrava em uma Guerra Civil, a famosa Revolução Mexicana.

Centenas de personagens foram criados para que esta experiência única fosse possível, todos com personalidades próprias, profissões e diálogos. Estava claro que a Rockstar estava vindo com grandes planos e ambições, mostrando pouco a pouco, mas de forma incrível a proposta de seu jogo, com trailers combinando gameplay e cut-scenes.

O INÍCIO DO SÉCULO XX EM PLENO 2010

A capa do jogo

Finalmente chegou o dia que tantos jogadores esperavam: 18 de maio de 2010. Estava lançado Red Dead Redemption, com a promessa de ser o melhor jogo a abordar o tema do faroeste nos videogames.

Logo na primeira semana o jogo vendeu duas milhões, quarenta e cinco mil, quatrocentos e oitenta e quatro unidades em todo o mundo, segundo o VGchartz e até hoje ocupa primeiros lugares de vendas em vários sites, como a Shopto.

A recepção da crítica foi mais do que excelente, obtendo várias notas máximas em diversos sites e revistas, como a Playstation Official Magazine UK, Eurogamer Spain, 1UP, dentre outros. A IGN deu 97 ao jogo, admitindo que o jogo é obrigatório e que a Rockstar levou o faroeste a mais altos níveis e criando uma das mais profundas e divertidas experiências de todos os tempos, enquanto a Eurogamer deu nota 80 ao jogo, criando um mundo muito distinto e coerente.

O jogo possui um metascore de 95 no metacritic, baseado em 73 críticas e análises.

AS DIFERENÇAS GRÁFICAS ABSURDAS ENTRE AS VERSÕES DO XBOX 360 E DO PLAYSTATION 3

Red Dead Redemption é um dos multis que mais ficaram diferentes em suas versões. A versão do console da Microsoft possui muito mais detalhes e resolução melhor do que a do videogame da Sony. É um típico caso de multi piorado, mas nesse caso foi bastante, como pode-se ver no Head to Head da Digital Foundry:

http://www.eurogamer.net/articles/digitalfoundry-red-dead-redemption-face-off

Apesar da versão do Xbox 360 ser bastante superior, isto não torna a do Playstation 3 descartável ou não-jogável. Vale bastante a pena ser jogada, a ambientação ainda é de assustar qualquer um devido ao cuidado que a produção teve com o jogo. E, além do mais: Red Dead Redemption não é sobre gráficos, é sobre o feeling que o jogo consegue passar ao jogador.

A JOGABILIDADE FAROESTE

Apesar de todo o cuidado tomado com a ambientação, caracterização dos personagens e com o enredo do jogo pela Rockstar, a jogabilidade não foi deixada de lado. Tudo em Red Dead Redemption funciona muito bem, desde o tiroteio, as missões diversificadas e os passeios solitários a cavalo que John Marston executa durante todo o jogo.

O replay do jogo é absurdo e a aventura do ex-fora da lei é de tirar o fôlego, uma das mais divertidas e imersivas da geração, além de possuir diversos desafios à parte da campanha principal do jogo. Um dos efeitos mais bacanas introduzidos é o uso do Dead Eye, capacidade de John Marston que deixa a tela em tons amarelados (sépia), como uma foto bem antiga enquanto todos os movimentos ficam em slow-motion, como o Bullet Time consagrado nos filmes por Matrix e nos videogames por Max Payne.

A MÚSICA EM RED DEAD REDEMPTION

Claramente uma das melhores trilhas sonoras originais da geração. As músicas sempre remetem ao clima faroeste do jogo e entram no momento certo, não há deslizes. Composta por Bill Elm e Wood Jackson, o trabalho foi árduo, porém gratificante. Em um trailer lançado em julho, foi mostrada a composição da trilha. Participou inclusive Tommy Morgan, uma lenda da harmônica, uma espécie de gaita, que já compôs trilhas para diversos filmes de faroeste. O trailer completo da música em Red Dead Redemption pode ser visto abaixo:

A EMOÇÃO NO JOGO

Além das músicas que embalam diversos momentos do jogo, foram brilhantemente introduzidas quatro músicas onde há letras e alguém cantando, coisa que é difícil nos videogames, apesar de isto estar mudando muito mais nesta geração.

O destaque destas quatro fica para Far Away, composta por Jose Gonzalez, embalando um dos momentos mais solitários de John Marston e deixando jogadores de boca aberta tamanha a imersão proporcionada por este momento, cavalgando à beira do Rio Bravo, em uma terra totalmente desconhecida pelo protagonista. Confira no link abaixo a apresentação do artista ao vivo no VGA 2010:

PREMIAÇÕES NO VGA: A REDENÇÃO DO VELHO OESTE DIGITAL

Mais do que merecidamente, Red Dead Redemption levou o “Game of the Year” na premiação da Spike, o VGA, batendo grandes concorrentes, como Halo: Reach, God of War III e Mass Effect 2.

Duelo de altas proporções

Além do maior prêmio, também venceu os prêmios de melhor música em um jogo (com Far Away), de melhor trilha sonora original e também com o melhor DLC, com a expansão Undead Nightmare.

POR QUE RED DEAD REDEMPTION MERECE ESTAR NO TOPO?

O jogo é simplesmente uma das experiências mais imersivas e completas de todos os tempos. É o perfeito equilíbrio entre jogabilidade, enredo e ambientação. John Marston é um homem determinado, em busca de um só objetivo e vai cumpri-lo a qualquer custo, nem que seja o de arriscar sua própria vida.

Red Dead Redemption é experiência obrigatória para todos que querem saber o que significa videogame em pleno 2010, proporcionando diversão e reflexão ao jogador. É impossível não se envolver totalmente com a vida perigosa de John Marston. Digo mais: é impossível não se sentir John Marston enquanto jogando Red Dead Redemption.


LINKS

http://www.gametrailers.com/game/red-dead-redemption/11275

http://ps3.ign.com/objects/748/748481.html

http://www.rockstargames.com/reddeadredemption/

http://en.wikipedia.org/wiki/Red_Dead_Redemption

http://www.rockstargames.com/

http://jogadorpensante.wordpress.com/2010/08/31/red-dead-redemption-o-velho-oeste-digital/

“Outlaws to the end!”

30
dez
10

[The Best] 2010 – 3D Dot Game Heroes

Que tal recapitularmos os melhores jogos lançados em 2010? Divisão do blog destinada a apresentar especiais de alguns dos destaques de cada ano que passa.

Nome: 3D Dot Game Heroes

Produtora: Silicon Studio e From Software

Distribuidora: From Software (Japão), Atlus (EUA), Southpeak (Europa)

Gênero: Aventura

Plataforma(s): Playstation 3

Lançamento: 5 de novembro (Japão), 11 de maio (EUA), 14 de maio (Europa)

Número de jogadores: 1 (um)

Classificação: CERO A (livre), ESRB E10+, PEGI 7+

Os Pixels mais carismáticos do mundo

LEGO, Nintendinho/Master System, Zelda…quem não teve, ou conheceu pelo menos um desses em sua infância? Independente da sua resposta, você precisa conhecer o fantástico mundo proposto por 3D Dot Game Heroes, produzido pela Silicon Studio com auxílio da From Software, produtora de um dos jogos mais cults e respeitados da geração: Demon’s Souls (Playstation 3). Preparado para relembrar os velhos tempos através do que temos de melhor em tecnologia?

A produção

Anunciado no meio do ano de 2009 pela From Software, 3D Dot Game Heroes causava imensa curiosidade a todos que checavam as primeiras telas liberadas, mostrando amontoados de blocos enormes formando cenários e personagens, mas nada muito explicativo. Foi só após o primeiro lauch trailer que as pessoas puderam conferir do que o jogo realmente se tratava: um adventure estilo Legend of Zelda (Nintendo).

Silicon Studios, a produtora, tinha como principal objetivo terminar o motor gráfico utilizado pelo jogo, o estilo retro-8 bits 3D. Por esse motivo, e por também ser novata no ramo de jogos, procurou auxílio de From Software, sua publisher no Japão. No final das contas, pode-se dizer que 3D Dot Game Heroes é um jogo feito pela From, até porque a Silicon Studio tem ex-funcionários da produtora de Demon’s Souls em seu escritório.

E o trabalho final ficou bem satisfatório, desde a movimentação propositalmente robótica e visual 3D aos moldes da terceira geração de videogames com bons efeitos de iluminação, tudo mesclado ao belo trabalho sonoro MIDI-orquestradas e MIDI-HD dos compositores da Silicon Studio.

Alguns trabalhos:

O jogo

3D Dot Game Heroes têm muitas propostas em apenas um único produto, mas certamente uma brilhará mais forte: O jogo é uma grande homenagem à série Legend of Zelda, da Nintendo. Design de dungeons e do mapa principal, o estilo de visão, a forma de progredir e recursos de jogo, tudo em 3D Dot Game Heroes faz o jogador ter um dejà vu caso o mesmo tenha jogado um certo jogo de um certo Elfo de roupas verdes. Muitas pessoas consideram o jogo um plágio descarado, o que de certa forma pode ser verdade, mas logo isso é esquecido tamanho o carisma, elegância e características particulares e fortes que o jogo da Silicon Studio carrega. Afinal, não é todo jogo que o jogador bate com uma enciclopédia nos inimigos para registrá-los no bestiário, ou cria seu próprio personagem, literalmente, ponto por ponto.

Uma das maiores apostas de 3D Dot Game Heroes certamente é humor. Há desde sátiras e referências a outros jogos, a piadas propositalmente retardadas e bizarras sobre a própria história (aventura simples e clichê) e a indústria gamística em geral, como, por exemplo, uma sala reservada especialmente para tirar sarro do clima sombrio de Demon’s Souls, ou o fato da espada do personagem ser enorme e poderosa quando seu life está cheio.

Não só de roupas e maquiagens vive o jogo. 3D Dot Game Heroes traz também muito conteúdo para jogador nenhum botar defeito, com uma jornada razoavelmente grande e muitos extras interessantes, além de bastante desafiador, enganando muitas pessoas pela aparência e fazendo até mesmo os jogadores mais experientes avançarem com certa cautela. O gameplay também é fluido e funcional, resgatando a sensação dos velhos jogos dos anos 80~90 e mesclando com o dinamismo e recursos da tecnologia atual.

Publicidade e aceitação

3D Dot Game Heroes é conhecido pelo “jogo retro”, “jogo homenagem”, “imitação de Zelda”. E isso de certa forma não está errado. As primeiras imagens de publicidade do jogo apresentavam as telas de loading do mesmo, onde apareciam bonecos estilizados com o motor do jogo imitando outros clássicos da indústria, como Super Mario, Street Fighter e Final Fantasy.

O jogo teve uma média de nota 7,7 pela mídia especializada, e 8,4 por jogadores, onde o principal motivo pelas notas não subirem se dá pelo jogo “não inovar”. Aí fica a pergunta: o que é inovar, em pleno 2010? Será que um jogo de gameplay sólido e variado, e com a ousadia de brincar com imagens e recursos de outros jogos para criar seu próprio universo não pode ser considerado algo único? Essas e outras perguntas, apenas os 275 mil jogadores do mundo todo que adquiriram sua cópia, e os que terão o jogo daqui pra frente, saberão das respostas.

Cult

3D Dot Game Heroes é daquele tipo de jogo que chegou discreto em 2009~2010 e parte sem fazer muito barulho, mas que marca para sempre a vida de quem o experimentou, um clássico instantâneo não apenas para jogadores antigos ou fãs de Zelda e adventures, e sim para qualquer amante de videogames em geral.

Fontes e links:

www.kotaku.com

www.wikipedia.org

www.metacritic.com

www.vgchartz.com

www.3ddotgameheroes.com

www.siliconstudio.co.jp




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